Francisco Tropa: “O trabalho dos artistas é varrer a casa”
A obra de Francisco Tropa – um dos mais interessantes artistas contemporâneos em Portugal – é poética, no melhor sentido da palavra, transportando-nos para um lugar de nós que se reserva espaço para o mistério. O seu trabalho “O Pirgo de Chaves” está exposto na Fundação Gulbenkian até dia 3 de junho.
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Um pirgo é um objeto do qual quase não restam exemplares no mundo. Os romanos usavam-no para lançar dados. Jogar - uns com os outros ou com a nossa sorte, pedindo que nos atirem objetos para ler a vida - é ainda mais antigo do que os romanos. Na Fundação Gulbenkian, até 3 de junho, está o pirgo encontrado nas Termas Romanas de Chaves, rodeado de objectos contemporâneos. As obras que Francisco Tropa mostra na Gulbenkian foram feitas ao longo dos anos, precedendo mesmo o momento em que o arqueólogo Sérgio Carneiro lhe falou da descoberta do pirgo - junto aos corpos de um casal que jogaria à beira de uma piscina - e começaram a sonhar com uma exposição. São obras que investigam a essência dos objetos, as suas funções, uma delas esta: apenas serem contemplados. A obra de Francisco Tropa - um dos mais interessantes artistas contemporâneos em Portugal - é poética,