Jorge Reis-Sá: Quero acordar todos os dias a dizer: mais um dia, que sorte, bute lá
Jorge Reis-Sá ainda não fez 40 anos mas já viveu várias vidas. A de um jovem editor que começa uma empresa num anexo da casa da avó em Vila Nova de Famalicão; a do poeta que começa a escrever quando se apagam as sombras; a do jornalista que vai atrás de Henrique Cymerman, que vai atrás do Papa Francisco para a Terra Santa, e faz um "best seller". Mais recentemente, Jorge Reis-Sá é o editor da que será provavelmente a mais importante colecção de literatura brasileira publicada em Portugal, lançada no ano passado pela Glaciar, em parceria com a Academia Brasileira de Letras. Agora mesmo, é o romancista que lança um novo livro, "A Definição do Amor", revisitando o universo de trabalhos anteriores, porque é pela repetição, a aprendizagem. Escreve um mundo que não desaparece porque alguém o escreve. Um mundo onde os mortos se podem tocar, porque afinal não há mistério, e é preciso continuar, preparar a vida seguinte.
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1. O meu pai era professor de português, de latim e de grego. Formou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade Católica de Braga, em 1970 e troca o passo. Nunca falámos muito sobre isso porque ele morreu quando eu tinha 17 anos.