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O triunfo dos algoritmos

Não foi apenas o problema da iliteracia digital (que chega a ser doentiamente assumida). Os métodos jornalísticos chocaram com os métodos científicos, um conceito alienígena para o jornalista de política. Um algoritmo não podia "saber mais" que as fontes das duas campanhas.

16 de Novembro de 2012 às 14:00
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A narrativa mediática foi sempre a do "empate" demasiado tenso para arriscar na vitória de um candidato. Mas a análise matemática das sondagens e dos estudos de opinião concluía sempre pelo oposto: ressalvados acontecimentos imprevisíveis, as presidenciais eram favas contadas para Barack Obama. Nate Silver, estrela dos modelos estatísticos aplicados ao basebol, previa na véspera que Obama tinha 90,9% de hipóteses de ganhar com 313 votos favoráveis no Colégio Eleitoral.

O suspense da noite eleitoral demorou 20 minutos. O democrata foi reeleito com mais folga do que Bush conseguira há oito anos. Onde - e porque - falharam os media? No desprezo pelos métodos científicos de extrair informação do dilúvio de dados. A não repetir em 2016.

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