Weekend Regresso à corda manual

Regresso à corda manual

O Portugieser Corda Manual Oito Dias Edição “150 Years”, apresentado no Salon International de la Haute Horlogerie (SIHH) de Genebra de 2018, agora está disponível.
Regresso à corda manual
Fernando Sobral 02 de setembro de 2018 às 12:00
As comemorações dos 150 anos da IWC levaram a que, durante este ano, tenham sido apresentados novos modelos ligados à data. Um deles é o Portugieser Corda Manual Oito Dias Edição "150 Years", que está agora disponível. No fundo, dilata-se esta forte ligação da manufactura ao mercado nacional, corolário de uma história muito antiga que começou quando, em 1939, a IWC entregou os primeiros relógios da família portuguesa solicitados por dois importadores de Lisboa e do Porto, Rodrigues e Teixeira.

Foi um desafio, mas o resultado acabou por se tornar uma herança das qualidades da marca. Estes modelos consistiam em cronómetros de precisão em grande formato, com movimento de relógio de bolso, à boa tradição dos instrumentos de náutica. É também um momento importante para a IWC, que até 1940 só produziu relógios de bolso, altura em que avançou para os relógios de pulso. Não era uma novidade para a empresa, mas até aí os relógios de pulso que produzia eram apenas adaptações dos de bolso. Criou-se assim um novo relógio, avançado para a época. A IWC entregou-o e só alguns anos depois, quando se olhou novamente para os arquivos, se viu claramente que aquele era um relógio esteticamente perfeito. E os relojoeiros disseram que tinha sido um relógio que tinham feito para os portugueses. E aí nasceu a designação, a Portuguesa, porque até aí não tinha um nome especial. Não foi o resultado de uma pesquisa de marketing, não houve uma intenção inicial da marca em criar esse relógio.

No Salon International de la Haute Horlogerie (SIHH) de Genebra deste ano, no âmbito da colecção comemorativa do 150.º aniversário da manufactura, foram apresentados cinco relógios Portugieser de edição limitada. Um deles é este Portugieser Corda Manual Oito Dias Edição "150 Years". Trata-se de um relógio Portugieser purista com corda manual com o design da colecção de aniversário. Foram lançados 250 exemplares em ouro vermelho e 1.000 em aço inoxidável. O de ouro vermelho de 18 quilates tem mostrador branco, acabamento lacado ponteiros azulados (ref. IW510211), e o de aço inoxidável tem mostrador branco, acabamento lacado, ponteiros azulados (ref. IW510212). O calibre manufacturado IWC 59215 com corda manual proporciona uma reserva de marcha de oito dias. A indicação da reserva de marcha está na parte posterior do movimento do relógio e é visível através do fundo com vidro. Modelos para coleccionadores e fãs da linha Portugieser.


Operalia

O tempo tem tudo que ver com ópera. E por isso mesmo a Rolex é a patrocinadora do concurso mundial de ópera que decorre há 25 anos e que tem como figura central Plácido domingo. A 26.ª edição da Operalia decorre desta vez em Lisboa, no Teatro Nacional de São Carlos. Aqui estão 40 intérpretes, entre os 18 e os 32 anos, que vêm de países tão diversos como China, Austrália, Canadá ou Portugal, e que buscam um lugar na final, que decorre este domingo. Aí, Plácido Domingo dirigirá a Orquestra Sinfónica Portuguesa e escolher-se-á o vencedor. O tenor espanhol tem gratas recordações do TNSC, porque cantou ali "Otello" de Verdi, há perto de três décadas. Este concurso, dedicado aos talentos emergentes, acaba por ser uma forma de dar sangue novo ao universo da ópera, que Plácido Domingo considera estar num crescendo: "Estamos a viver um bom momento na ópera. Desde que exista sensibilidade e romantismo, a ópera vai continuar." Lembrou mesmo o seu tempo, em que os jovens tinham de pagar para estudar, ao contrário de hoje, em que há apoios e muito mais companhias para acolher os talentos emergentes. Dizendo que gostaria de voltar a Lisboa para cantar no TNSC, referiu, com humor, que nunca poderia ser Iago, porque lhe era impossível trair Otello. Resta agora ver e ouvir a qualidade destes talentos até domingo. 





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