Política Bloco: "Ninguém quer uma demissão de uma ministra no meio de um combate ao fogo"

Bloco: "Ninguém quer uma demissão de uma ministra no meio de um combate ao fogo"

Catarina Martins diz que não pode ficar tudo na mesma depois do próximo conselho de ministros onde se vai debater o relatório de Pedrógão. Mas que para já se deve manter a liderança política de Constança Urbano de Sousa.
Bloco: "Ninguém quer uma demissão de uma ministra no meio de um combate ao fogo"
Paulo Zacarias Gomes 16 de outubro de 2017 às 18:46
A líder do Bloco de Esquerda defendeu a manutenção de Constança Urbano de Sousa no cargo de ministra da Administração Interna durante o período de combate aos fogos, mas avisou que "não pode ficar tudo na mesma" depois do conselho de ministros do próximo sábado.

"Ninguém quer uma demissão de uma ministra no meio de um combate ao fogo. Deve acabar este ciclo de combate," afirmou Catarina Martins aos jornalistas, em declarações transmitidas pela RTP 3 esta segunda-feira, 16 de Outubro.

Mas a deputada avisou: "Não pode ficar tudo na mesma depois do conselho de ministros de sábado, é preciso pensar a estrutura governamental e da defesa da floresta e da protecção civil." A líder bloquista defende que prevenção e combate aos incêndios estejam sob a mesma estrutura de comando. 

"Eu julgo que é difícil alterarmos o paradigma de protecção civil e de defesa da floresta sem mexermos na estrutura governativa", disse citada pela agência Lusa. Acrescentou ainda ser fundamental "mudar a estrutura governamental" para se "ter prevenção de incêndios - prevenção na floresta e prevenção quotidiana - e combate a incêndios com uma hierarquia mais clara, com mais profissionalização de meios e com mais capacidade de sensibilização da população".

Em causa está a reunião marcada para este fim-de-semana em que o Executivo deverá analisar as conclusões do relatório da comissão técnica independente sobre os incêndios de Pedrógão Grande, que em Junho fizeram 64 vítimas mortais.

Depois dos incêndios deste domingo que já causaram 36 mortos, a coordenadora nacional do Bloco reconheceu a incapacidade do país para evitar os "fenómenos climáticos extremos cada vez mais frequentes" ou para ter "em tempo útil uma reforma da floresta que evite incêndios."

Catarina Martins falava aos jornalistas depois da reunião mantida com Joaquim Sande Silva, especialista independente nomeado pela Assembleia da República por indicação do BE para a Comissão Técnica Independente que analisou os incêndios na região Centro.



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