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Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

A estratégia de proximidade do Banco de Fomento

Na próxima quarta-feira realiza-se a 2.ª edição das Conversas com Fomento, no Campo Pequeno, em Lisboa, numa iniciativa do Banco Português de Fomento, que pretende aproximar-se das empresas e dos empresários em Portugal.

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Gonçalo Regalado aponta a criação do novo Fundo Soberano de Portugal e a consolidação da fusão da Sociedade de Garantia Mútua como prioridades para 2026.
Gonçalo Regalado aponta a criação do novo Fundo Soberano de Portugal e a consolidação da fusão da Sociedade de Garantia Mútua como prioridades para 2026. DR

“As Conversas com Fomento têm como objetivo reunir empresários, decisores políticos e líderes institucionais para reforçar a proximidade ao tecido empresarial e criar um espaço de diálogo, partilha de visão e construção de soluções para os desafios das Empresas”, afirma Gonçalo Regalado, presidente do Banco Português de Fomento (BPF), sobre o evento que tem lugar na próxima quarta-feira de manhã, dia 25 de fevereiro, no Campo Pequeno, em Lisboa.

Esta é a 2.ª edição e Gonçalo Regalado recorda que na primeira edição, realizada em 14 de julho de 2025, em Santa Maria da Feira, estiveram presentes mais de mil empresários, tornando-se “um momento relevante de mobilização e de reflexão conjunta sobre o futuro da economia portuguesa”. Os temas em agenda desta segunda conversa são “a inovação, a competitividade, o investimento e a inteligência artificial”, revela o presidente do Banco Português de Fomento.

As Conversas com Fomento têm como objetivo reunir empresários, decisores políticos e líderes institucionais para reforçar a proximidade ao tecido empresarial e criar um espaço de diálogo, partilha de visão e construção de soluções para os desafios das empresas. Gonçalo Regalado, presidente do Banco Português de Fomento

Estas conversas “são um instrumento de proximidade, de posicionamento institucional e de mobilização, representando uma ferramenta estratégica que reforça a ligação do Banco Soberano ao tecido empresarial, como o principal motor de financiamento e investimento da economia portuguesa”, explica Gonçalo Regalado, reforçando ainda “o posicionamento do Banco Soberano como veículo estratégico na implementação de políticas públicas destinadas ao crescimento e desenvolvimento da Economia portuguesa”.

O papel na recuperação das empresas

Gonçalo Regalado não deixou de se referir ao papel do banco na recuperação do tecido empresarial afetado por fenómenos climáticos extremos, explicando que, desde o primeiro momento, as equipas da instituição se mobilizaram “desde o primeiro momento para estruturar e disponibilizar soluções financeiras para apoiar, no terreno, a retoma da atividade económica e a recuperação social das regiões afetadas pelos fenómenos climatéricos adversos”.

Deu ainda como exemplo o lançamento, a 4 de fevereiro, do Programa BPF Apoio à Reconstrução, composto por duas linhas de financiamento, investimento e tesouraria, com uma dotação inicial de 1.500 milhões de euros, e que já foi reforçada em mais 500 milhões, face à elevada procura das Empresas para assegurar uma recuperação célere da atividade económica e minimizar o impacto social nas zonas afetadas.

As Conversas com Fomento têm como objetivo reunir empresários, decisores políticos e líderes institucionais para reforçar a proximidade ao tecido empresarial e criar um espaço de diálogo, partilha de visão e construção de soluções para os desafios das empresas.

Em 2025, o Banco Português de Fomento mobilizou 6,5 mil milhões de euros em financiamento e garantias na economia, superando a meta prevista de 6 mil milhões de euros, e apoiou cerca de 17 mil empresas, acima do objetivo inicial de 14 mil, o que representou um impacto de 2,2% do PIB.

Para 2026, Gonçalo Regalado revela que o reforço da posição do banco no PIB nacional passa pela consolidação da fusão da Sociedade de Garantia Mútua, a criação do novo Fundo Soberano de Portugal, um fundo de fundos, para investimento em capital de empresas com potencial de criação de valor, e a execução do cumprimento do PRR, instrumento essencial para o crescimento das empresas.

Gonçalo Regalado apontou ainda a necessidade de aportar investimento com impacto no crescimento das empresas, com foco na reindustrialização, na defesa, na IA, na reconstrução e na agricultura, através do sistema de subvenções nas empresas, do Instrumento Financeiro para a Competitividade e Inovação (IFIC), reforçar o apoio à internacionalização, com a centralização da Export Credit Agency no BPF e a integração da SOFID, e criar novos instrumentos para o setor da habitação, especialmente cooperativas, parcerias público-privadas e estratégias locais de habitação das autarquias.

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