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Formação executiva ajustada a novos perfis de liderança

A incerteza geopolítica, a aceleração da inteligência artificial e a pressão crescente em torno da sustentabilidade levou a Católica Porto Business School a redesenhar a sua oferta para executivos.

16:09
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A ideia de que a formação executiva é território reservado à banca, à consultoria ou às grandes multinacionais está ultrapassada. Segundo João Pinto, dean da , a procura é hoje “claramente transversal”, abrangendo desde empreendedores e microempresas até executivos de médias empresas e do setor corporate. A diferença está no formato, já que as empresas de maior dimensão tendem a preferir programas à medida e formação em contexto interno, enquanto nos programas abertos da Católica Porto Business School (CPBS) convergem profissionais com perfis muito diversos.

Esta transversalidade reflete a natureza dos desafios que hoje se colocam às organizações, independentemente do setor, sobretudo a adoção de ferramentas de IA, a adaptação às exigências ESG, a gestão em contextos de volatilidade económica e a pressão para tomar decisões com menos certezas e maior rapidez.

Três competências no topo das prioridades

Quando questionado sobre o que as empresas mais valorizaram em 2025, João Pinto identifica o “pensamento analítico, a fluência em IA e dados, e a resiliência com capacidade de adaptação”. A CPBS tem programas focados especificamente em analytics e inteligência artificial, mas a abordagem vai além da componente técnica. “A ideia é combinar domínio tecnológico com capacidade de julgamento e execução. E sempre com empatia e ética”, afirma o dean, sublinhando o que considera ser um traço identitário da escola, ou seja, a sua matriz humanista, que, diz, é uma distinção relevante num mercado em que abundam cursos técnicos de curta duração com promessas de resultados imediatos.

IA e ESG deixaram de ser nichos

Para 2025 e 2026, a escola fez aquilo que João Pinto descreve como uma atualização “de forma estrutural”. A inteligência artificial e os critérios ESG deixaram de estar confinados a programas específicos para passarem a integrar também a oferta mais generalista. Na prática, a IA deixou de estar confinada a cursos técnicos e o ESG deixou de ser visto apenas como reporte ou compliance. “Hoje, ambos são tratados como temas centrais de competitividade, liderança e criação de valor”, explica.

No que diz respeito à sustentabilidade em particular, o desafio que os gestores enfrentam não é a falta de informação é a dificuldade em passar do relatório anual para a integração real nos modelos de negócio. A abordagem da CPBS parte da estratégia, não dos documentos. O objetivo é capacitar os gestores para integrarem critérios ESG no processo estratégico, no modelo de negócio e na tomada de decisão, trabalhando temas como reposicionamento estratégico, métricas não financeiras e inovação sustentável. “Há muito que na Católica Porto Business School dizemos que a sustentabilidade deixou de ser uma camada de comunicação e passa a ser uma lógica de gestão”, resume João Pinto.

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João Pinto, dean da Católica Porto Business School CPBS

Soft skills como vantagem competitiva

A formação executiva sempre teve como função central preparar líderes para decidir melhor. O que mudou foi o contexto em que essas decisões acontecem. João Pinto descreve um cenário em que “a decisão não é apenas técnica” e em que a capacidade analítica tem de coexistir com liderança, ética e sentido de responsabilidade.

A metodologia da escola procura aproximar a aprendizagem dos desafios reais das empresas, trabalhando cenários e pensamento crítico, mas sem abdicar da dimensão humana do julgamento.  Quando questionados sobre as competências que mais contribuíram para a sua progressão, as respostas dos alumni da escola coincidem no pensamento crítico, na comunicação, na liderança de pessoas, na adaptabilidade, na inteligência relacional e na capacidade de decisão. João Pinto confirma e explica que num mercado em que a tecnologia automatiza cada vez mais tarefas, são precisamente estas competências humanas que mais diferenciam um líder. “É por isso que as tratamos como centrais, não como complemento”, acrescenta o responsável.

Triple Crown e o valor do reconhecimento

A Católica Porto Business School detém as três acreditações internacionais de maior prestígio no ensino de gestão – AACSB, AMBA e EQUIS –, distinção conhecida como Triple Crown, que apenas 1% de escolas no mundo consegue reunir. Para um executivo que invista em formação na instituição, isso traduz-se em reconhecimento mais imediato no mercado de trabalho, tanto em Portugal como no estrangeiro. Nas palavras do dean da CPBS, “não substitui mérito individual, naturalmente, mas reforça a confiança no percurso feito”.

Para quem não tem disponibilidade para frequentar programas em regime presencial, a oferta da escola inclui formatos remotos, híbridos, pós-laborais e modulares. "Na nossa business school continuamos a acreditar que o modelo de proximidade é o ideal para uma maior interação, networking e aprendizagem entre pares, mas garantimos a flexibilidade de todos poderem acompanhar os nossos programas com outros formatos", conclui João Pinto.

Há muito que na Católica Porto Business School dizemos que a sustentabilidade deixou de ser uma camada de comunicação e passa a ser uma lógica de gestão. João Pinto, dean da Católica Porto Business School.
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