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Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Formar para decidir quando não há respostas certas

Num mercado que valoriza cada vez mais perfis híbridos, a Faculdade de Economia da Universidade do Porto responde com rigor quantitativo, ligação direta ao tecido empresarial e uma aposta clara na fronteira entre gestão e inteligência artificial.

16:08
Faculdade de Economia da Universidade do Porto
Faculdade de Economia da Universidade do Porto FEP

Óscar Afonso, diretor da (FEP), afirma que “a excelência académica, a relevância para o mercado e a flexibilidade formativa” são os pilares da formação executiva. Este responsável defende que a excelência académica não é apenas uma declaração de intenções. A FEP é detentora da acreditação AACSB, atribuída a menos de 6% das escolas de negócios do mundo, e mantém presença regular nos rankings europeus do Financial Times. O rigor científico traduz-se numa abordagem “quantitativa e orientada para a tomada de decisão”, que distingue a escola num mercado em que proliferam ofertas de perfil mais generalista.

A relevância para o mercado materializa-se na participação regular de oradores de entidades como a Natixis, a Sonae, a Feedzai ou o Banco Central Europeu, um mecanismo deliberado de expor os participantes a decisores que lidam diariamente com os problemas que a formação se propõe a resolver. A flexibilidade concretiza-se numa oferta modular em formato presencial, híbrido e online, maioritariamente em regime pós-laboral.

O que realmente distingue a FEP

Óscar Afonso identifica como elemento verdadeiramente distintivo da formação que é disponibilizada na FEP a capacidade de integrar, no próprio desenho pedagógico, as tendências que estão a redefinir o mercado de trabalho. Num encontro recente promovido pela escola, líderes empresariais debateram transformações já presentes na instituição, como a substituição de carreiras lineares por trajetórias baseadas em projetos, a evolução dos modelos de retenção para lógicas de gestão dinâmica de competências, e a crescente centralidade da mobilização de talento como fator crítico de competitividade.

“Na FEP, estas tendências não são apenas objeto de reflexão, são incorporadas no desenho pedagógico dos programas”, garante o diretor da FEP. 

Faculdade de Economia da Universidade do Porto
Oscar Afonso, diretor da FEP FEP

Novos programas na nova fronteira analítica

Em 2025/2026, a FEP alargou o catálogo com programas em Administração Hospitalar, Economia e Políticas Públicas e Finanças. O movimento mais estratégico está previsto para 2026/2027 com o mestrado executivo em Business Analytics, posicionado na interseção entre gestão e tecnologias avançadas, preparando os executivos para integrarem Data Science, Machine Learning e IA generativa nos processos de decisão. Não se trata de formar analistas de dados, mas de dotar os gestores da literacia necessária para liderar organizações orientadas por dados, uma “formação orientada para a aplicação prática, com foco na resolução de problemas reais e na tradução de dados em decisões estratégicas”, defende o responsável.

Os critérios ESG e a sustentabilidade não surgem como módulo isolado, mas como “princípio estruturante da formação”. Para 2026/2027, estão ainda previstos cursos avançados em Blockchain, Gestão Estratégica de Pessoas, Liderança e Decisão e Marketing Estratégico, entre outros.

Decidir na incerteza

A preparação para ambientes voláteis assenta em três dimensões: capacidade analítica, leitura contextual e aplicação prática. A primeira desenvolve-se com ferramentas quantitativas que permitem “estruturar problemas complexos, avaliar risco e trabalhar com informação incompleta ou ambígua”. A segunda incorpora análise de cenários macroeconómicos, risco sistémico e dinâmicas geopolíticas. A terceira chega através de problem-based learning, estudos de caso e simulações. O objetivo declarado é, segundo Óscar Afonso, “desenvolver a capacidade de julgamento: formar líderes aptos a tomar decisões robustas em contextos de incerteza, a gerir trade-offs complexos e a adaptar-se rapidamente a mudanças de enquadramento”.

Mercado pede profissionais híbridos

Em 2025, a FEP atraiu dois perfis dominantes: quadros intermédios em progressão para funções de liderança, e especialistas técnicos – em saúde, tecnologia e finanças – que precisam de competências de gestão. Cresce um terceiro perfil, que é o de profissionais híbridos, a operar na interface entre tecnologia e estratégia ou entre regulação e gestão.

As três competências mais procuradas pelas empresas, na leitura de Óscar Afonso, são a tomada de decisão baseada em dados, a gestão de talento e adaptação organizacional, e a liderança em contextos digitais e incertos. “Importa sublinhar que estas competências não são tratadas de forma isolada, mas integradas nos programas de forma coerente e aplicada, garantindo que os participantes conseguem traduzir conhecimento em ação”, destaca o diretor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto.

Na FEP, as tendências que estão a redefinir o mercado de trabalho não são apenas objeto de reflexão, são incorporadas no desenho pedagógico dos programas. Óscar Afonso, diretor da FEP
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