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Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Menos teoria, mais decisão

O Executive MBA do Iscte Executive Education afirma-se como uma proposta exigente, orientada para a prática e validada pelo mercado, no qual a progressão de carreira se constrói.

16:09
EMBA, foto de grupo
EMBA, foto de grupo IEE

Não há atalhos para o topo e, no caso do Executive MBA do , a subida à liderança nacional no QS Executive MBA Ranking 2026 resulta de um processo contínuo de exigência, maturidade e ligação ao mercado. Mais do que um reconhecimento pontual, o resultado confirma uma trajetória sustentada e uma proposta formativa claramente orientada para a decisão. Como sublinha José Crespo de Carvalho, presidente da Comissão Executiva do Iscte Executive Education, “não foi sorte, nem malabarismo comunicacional. Foi trabalho acumulado: turmas fortes, participantes experientes, docentes exigentes, ligação às empresas, internacionalização, alumni ativos e foco na carreira.”

A solidez do desempenho estende-se ao plano europeu, onde o programa se mantém, há seis anos consecutivos, entre os 50 melhores. Como sintetiza José Crespo de Carvalho, “melhora-se o que funciona, corta-se o que não serve, aumenta-se a exigência, aproxima-se o programa da vida real e torna-se o perfil mais AI driven. Gestão não se aprende com slides bonitos. Aprende-se com decisão, pressão, ambiguidade, responsabilidade e ética.”

Um dos indicadores mais expressivos do desempenho do Executive MBA do Iscte é o Career Outcomes, no qual o programa regista 87,8 pontos, significativamente acima da média global. A explicação, segundo José Crespo de Carvalho, é estrutural: “Trabalhamos a carreira como consequência de competência, não como cosmética curricular. Há liderança, estratégia, finanças, operações, tecnologia, negociação, transformação digital, alumni e projetos aplicados. E há o fecho internacional na London Business School, com o C-Level Programme. O participante sai mais capaz de decidir, influenciar, liderar e entregar resultados. O mercado percebe isso depressa.”

Participantes com experiência real

A qualidade da experiência formativa está diretamente ligada ao perfil dos participantes. No indicador Executive Profile, o programa também supera a média global, refletindo uma escolha criteriosa. “Procuramos pessoas com mundo. Gente que já decidiu, falhou, liderou, sofreu consequências e voltou a decidir. Uma turma de Executive MBA não pode ser uma sala de principiantes sofisticados. Essa experiência muda tudo: a discussão sobe, o caso ganha vida, o professor é desafiado e o colega passa a ser fonte de aprendizagem”, refere José Crespo de Carvalho. De acordo com este responsável, o perfil tem evoluído nos últimos anos, com maior maturidade e diversidade. “Temos participantes mais maduros, internacionais, diversos e conscientes. Já não procuram mais uma formação, mas sim reposicionamento, aceleração, transição, leitura estratégica e rapidez. O Executive MBA passou a ser plataforma de transformação profissional, mas também pessoal”, destaca o presidente da Comissão Executiva do Iscte Executive Education.

EMBA, foto de grupo
José Crespo de Carvalho, presidente da Comissão Executiva do Iscte Executive Education IEE

Real-Life Learning: menos teoria, mais decisão

No mercado competitivo, o posicionamento do Iscte Executive Education assenta numa proposta de Real-Life Learning. José Crespo de Carvalho defende que “o diferencial é ligar conhecimento académico sério à vida concreta das organizações. Menos teatro, mais substância. Menos ‘business school perfume’, mais capacidade de decisão. Ambição internacional, pés no chão: formar executivos que aguentem a realidade. Faz falta suor.”

Esta ligação às empresas reflete-se também no financiamento dos programas. De acordo com o presidente da Comissão Executiva do Iscte Executive Education, as empresas voltaram a perceber uma coisa elementar: talento não se retém com bombons no escritório e frases no LinkedIn. “Retém-se com crescimento, confiança, desafio e investimento. Quando uma empresa financia ou cofinancia um Executive MBA, quer essa pessoa mais preparada, mais leal e mais capaz de liderar o futuro”, explica o responsável.

Reconhecimento internacional com impacto real

A adaptação às agendas exigentes dos alunos não implica redução de rigor. “Adaptamos formatos, calendários, metodologias, acompanhamento e ferramentas digitais, sem baixar a fasquia. Um executivo ocupado não precisa de um programa leve. Precisa de um programa inteligente, intenso, útil e compatível com a vida real”, acrescenta José Crespo de Carvalho. A presença simultânea nos rankings QS e Financial Times reforça o posicionamento global do programa, traduzindo-se em reputação, sinal de mercado, mobilidade, confiança e rede. Para o responsável, estar no QS e no Financial Times “não é status; é validação externa”. O Iscte Executive MBA está entre programas avaliados internacionalmente e, no FT, subiu para 81.º mundial e 38.º europeu em 2025. “Para participantes e alumni, abre portas”, garante.

As atualizações mais recentes do programa reforçam áreas críticas para o futuro. O responsável diz que a IA entrou onde deve entrar, “na gestão, produtividade, análise, decisão e transformação organizacional. Não como brinquedo.” E o ESG entrou como estratégia, risco, reputação, financiamento e modelo de negócio. “No FT 2025, o Executive MBA do Iscte surge destacado em Portugal em ESG, alumni network, carbon footprint reduction e representação feminina. Não decoramos o programa com palavras da moda. Estamos a redesenhá-lo para o mundo que aí vem”, esclarece José Crespo de Carvalho.

Indagado sobre que competências estão hoje mais associadas a progressão de carreira, refletidas nos resultados do Iscte Executive Education, e como são integradas no Executive MBA, o responsável responde “pensamento estratégico, literacia financeira, liderança de pessoas, gestão da mudança, dados, IA, negociação, operações, sustentabilidade e execução. Mas digo mais: a competência decisiva é julgamento. Saber decidir com dados incompletos, pressão alta e responsabilidade que não pode ser delegada”.

O participante sai mais capaz de decidir, influenciar, liderar e entregar resultados. O mercado percebe isso depressa. José Crespo de Carvalho, presidente da Comissão Executiva do Iscte Executive Education.
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