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Criatura valoriza excedentes agrícolas

A empresa transforma fruta fora do calibre comercial e plantas aromáticas de pequenos produtores em tisanas biológicas e preparados para cocktails, reforçando o rendimento no meio rural.

08:07
Diana Rego recebeu o prémio na categoria “Resiliência de Pequenos Agricultores e Comunidades Rurais”, com a marca portuguesa Criatura, um projeto que valoriza fruta fora do calibre comercial e plantas aromáticas provenientes de pequenos agricultores para criar tisanas biológicas e preparados para cocktails.
Diana Rego recebeu o prémio na categoria “Resiliência de Pequenos Agricultores e Comunidades Rurais”, com a marca portuguesa Criatura, um projeto que valoriza fruta fora do calibre comercial e plantas aromáticas provenientes de pequenos agricultores para criar tisanas biológicas e preparados para cocktails. Fernando Costa

A marca portuguesa Criatura foi distinguida na 12.ª edição do Prémio Empreendedorismo e Inovação do Crédito Agrícola, na categoria “Resiliência de Pequenos Agricultores e Comunidades Rurais”. O reconhecimento valida um modelo de negócio que alia economia circular, cadeia curta e valorização de matérias-primas subaproveitadas da agricultura biológica nacional, com potencial claro de crescimento.

Fundada por Diana Rego, médica veterinária de formação, a Criatura nasceu há cerca de três anos a partir de um pomar biológico familiar, fundado pelo avô da empreendedora. A dificuldade em escoar fruta fora do calibre comercial foi o ponto de partida para a criação de uma linha de tisanas biológicas e preparados para cocktails, produzidos a partir de fruta “feia”, excedentes e plantas aromáticas recolhidas junto de pequenos agricultores.

“Estamos localizados no norte de Portugal, no distrito do Porto, mais concretamente no concelho de Penafiel, e trabalhamos de perto com pequenos agricultores, de norte a sul do país, recolhemos as plantas aromáticas que eles têm e a fruta feia e preparamos vários blends, tisanas e preparados para cocktails com essas matérias-primas”, explica Diana Rego.

Potencial de mercado e aposta no grande retalho

O modelo assenta numa articulação direta com produtores com certificações sustentáveis, garantindo rastreabilidade e frescura. Ao transformar fruta fora dos padrões comerciais num produto de longa durabilidade, a Criatura contribui para a redução do desperdício alimentar e cria novas fontes de rendimento para pequenos agricultores.

“Trabalhamos com pequenos agricultores, fazemos a transformação da fruta feia, ou seja, convertemos num produto de longa durabilidade, e também o nosso packaging. São três pontos principais que o cliente final acaba por reconhecer nos nossos produtos”, sublinha a fundadora.

A empresa começou por trabalhar com três agricultores da região e colabora atualmente com mais de dez produtores, de norte a sul do país. “O impacto tangível que nós esperamos gerar com o nosso projeto é apoiar cada vez mais pequenos agricultores”, afirma a empreendedora.

A Criatura comercializa os seus produtos sobretudo através de lojas de produtos biológicos e estabelecimentos a granel, mas prepara agora uma nova fase de expansão. “Os próximos passos do nosso projeto são continuar a crescer e o grande retalho será aqui uma forte aposta nossa no próximo ano”, revela Diana Rego.

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