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Há uma nova alternativa saudável ao café tradicional

O Café de Grãos Alternativos combina inovação alimentar, sustentabilidade e valorização rural, abrindo caminho para o mercado nacional e internacional.

08:12
Anabela Seabra recebeu a distinção de Projeto de Elevado Potencial promovido por Associado CA, na categoria “Resiliência de Pequenos Agricultores e Comunidades Rurais”, com o projeto Café de Grãos Alternativos, uma proposta inovadora que cria uma alternativa ao café tradicional a partir de leguminosas como feijão e tremoço, torrados e moídos.
Anabela Seabra recebeu a distinção de Projeto de Elevado Potencial promovido por Associado CA, na categoria “Resiliência de Pequenos Agricultores e Comunidades Rurais”, com o projeto Café de Grãos Alternativos, uma proposta inovadora que cria uma alternativa ao café tradicional a partir de leguminosas como feijão e tremoço, torrados e moídos. Fernando Costa

 

Na 12.ª edição do Prémio Empreendedorismo e Inovação, promovido pelo Crédito Agrícola, o projeto Café de Grãos Alternativos foi distinguido como Projeto de Elevado Potencial promovido por Associado CA, na categoria “Resiliência de Pequenos Agricultores e Comunidades Rurais”, reconhecendo-se o seu potencial de impacto no setor agrícola e nas comunidades locais. A iniciativa, liderada por Anabela Seabra, apresenta uma alternativa ao café tradicional, utilizando grãos de leguminosas, como o feijão e o tremoço, torrados e moídos, naturalmente isentos de cafeína e ricos em nutrientes. Possui sabor que lembra ao café, com vantagens para vários consumidores.

Ou seja, o projeto responde a uma procura crescente dos consumidores por produtos clean label, sustentáveis e autênticos, incluindo grávidas e pessoas sensíveis à cafeína. “O que me motivou a criar este projeto foi criar uma alternativa, porque o que se conhece é chicória ou cevada; somos pioneiros na introdução de leguminosas no café em Portugal”, explica Anabela Seabra.

Valorização territorial e impacto rural

Além da inovação alimentar, o projeto agrega valor comercial à produção familiar, com potencial de inserção em nichos de mercado como alimentação saudável, bio, vegana, funcional, além de poder promover identidade territorial e turismo rural, e viabilidade comercial sob uma marca. A marca prevê desenvolver roteiros gastronómicos de degustação sensorial, permitindo o contacto direto com produtores locais e promovendo sinergias com o turismo rural. As leguminosas, além do valor nutritivo, são aliadas da sustentabilidade e da biodiversidade, reforçando o impacto positivo da iniciativa a nível ambiental e económico.

O próximo passo previsto no roadmap do projeto contempla a criação do Coffee Lab, um espaço de experimentação e demonstração que reunirá outras produtoras locais interessadas em integrar a cadeia de valor do projeto.

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