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Tecnologia portuguesa acelera reflorestação

Num país marcado por incêndios recorrentes e perda significativa de cobertura florestal, a capacidade de escalar soluções tecnológicas com impacto mensurável posiciona o Trovador como um ativo com potencial de expansão nacional e europeia.

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Marta Bernardino e Sebastião Mendonça receberam o prémio na categoria “Conservação dos Ecossistemas Florestais”, com o projeto Trovador, um serviço robótico concebido para apoiar a reflorestação em territórios de difícil acesso.
Marta Bernardino e Sebastião Mendonça receberam o prémio na categoria “Conservação dos Ecossistemas Florestais”, com o projeto Trovador, um serviço robótico concebido para apoiar a reflorestação em territórios de difícil acesso. Fernando Costa

A reflorestação em larga escala ganhou um novo aliado tecnológico. O projeto Trovador foi o vencedor da categoria “Conservação dos Ecossistemas Florestais” na 12.ª edição do Prémio Empreendedorismo e Inovação do Crédito Agrícola, distinguindo um serviço robótico concebido para responder a um dos maiores desafios ecológicos nacionais que é o de restaurar floresta em territórios de difícil acesso, com maior eficiência e menor risco.

Desenvolvido por Marta Bernardino e Sebastião Mendonça, o Trovador desenvolve robôs autónomos todo-o-terreno para operações de reflorestação em áreas onde os métodos tradicionais não conseguem atuar com eficácia. “Este projeto surgiu muito com aquilo que é o contexto português. Até hoje perdemos quase cerca de 80% da nossa canópia original, da vegetação florestal no nosso país, muito devido àquilo que são os incêndios florestais”, afirmam os mentores do projeto.

O sistema combina robótica de alta precisão, inteligência artificial e análise de solo para otimizar a plantação. Equipado com sensores e câmaras, e com um sistema de locomoção inspirado no movimento das aranhas, o robô consegue plantar entre 200 e 250 mudas por hora.

Proteção do ecossistema

O modelo de negócio dirige-se a organizações profissionais que já atuam na reflorestação, sobretudo com recurso a mão de obra ou a tecnologias menos eficientes. O Trovador propõe um serviço integrado de planeamento, execução e monitorização, eliminando riscos humanos em zonas perigosas e protegendo os ecossistemas subterrâneos.

“Quando começámos a perceber que as tecnologias que existiam tinham várias falhas, essencialmente devido à sua eficácia, ou seja, as árvores que plantavam e as taxas de sobrevivência que acabavam por obter, a velocidade que conseguiam realmente alcançar a fazer esta reflorestação, ou mesmo o terreno a que conseguiam realmente chegar para fazer a reflorestação, percebemos que existia então uma necessidade de desenvolver uma tecnologia que fosse eficaz e conseguisse então abarcar todas estas necessidades e começámos a desenvolver o Trovador”, esclarecem os empreendedores.

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