Há uma "grande diferença" entre estar ou não sob resgate

O ministro-Adjunto e do Desenvolvimento Regional disse este sábado existir “uma grande diferença” entre estar ou não sob resgate da troika, retomando Portugal, com o fim do programa de assistência económico-financeira, “o controlo pleno dos seus destinos”.
Bruno Simão/Negócios
Lusa 03 de Maio de 2014 às 12:00

“Há, desde logo, uma grande diferença entre estar sob resgate e deixar de estar sob resgate”, disse o ministro Miguel Poiares Maduro.

 

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O governante falava à agência Lusa durante uma visita à barragem do Alqueva, localizada na “fronteira” entre os concelhos de Portel e de Moura, no âmbito do primeiro de um conjunto de Roteiros por Territórios de Baixa densidade, que iniciou na sexta-feira, no Alentejo.

 

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse, na sexta-feira, em Coimbra que a “ideia de pós-troika é apenas uma frase publicitária”, pois “a política de austeridade” do Governo vai continuar, mas Poiares Maduro enumerou hoje o que considera serem diferenças entre estar ou não sob resgate.

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“Estar sob resgate” significa “um país que já não conseguia financiar-se, não tinha credibilidade perante credores para conseguir obter financiamento”, ficando “na dependência de quem lhe deu esse financiamento”, lembrou.

 

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Por outro lado, continuou, “deixar de estar sob resgate é um país que retomou a capacidade de se financiar por si próprio, retomou a credibilidade e retomou um controle pleno dos seus destinos”.

 

“O financiamento é importantíssimo, não é algo que seja irrelevante ou pouco importante. Pelo contrário, é o que permite às nossas empresas investir, criar emprego e riqueza, é o que permite ao Estado pagar os salários e pensões”, argumentou.

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Por isso, é que “é tão importante” terminar o programa de assistência económico-financeira, para que os portugueses tenham “de novo a capacidade” de serem “senhores plenos” do seu destino, frisou.

 

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Miguel Poiares Maduro cumpre hoje a segunda jornada deste seu primeiro roteiro por territórios de baixa densidade, visitando infraestruturas e investimentos, privados e públicos, em concelhos do distrito de Beja.

 

Já na sexta-feira, Poiares Maduro realizou idêntico périplo em municípios do distrito de Évora, terminando o roteiro na segunda-feira, com visitas no distrito de Portalegre.

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Segundo o ministro, o Governo está apostado em “promover a competitividade económica” dos territórios de baixa densidade, baseada na valorização dos recursos endógenos, para “inverter um problema de décadas” do país, que são as assimetrias regionais.

 

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“E queremos garantir que o Estado apoia essa transformação competitiva”, disse, explicando que, no próximo ciclo de fundos comunitários, o Governo vai “abrir concursos específicos” para municípios destas zonas e “reforçar as taxas de comparticipação” dos apoios para projetos nesses territórios.

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