António Vicente substitui Carlos Costa Neves como secretário-geral do Governo
O Governo anunciou esta quarta-feira que António Vicente, atualmente coordenador do grupo de trabalho para a Reforma do Estado, vai substituir Carlos Costa Neves como secretário-geral do executivo, "sem encargos para o erário público português".
"Na sequência da escolha pelo Conselho de Curadores da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) de Carlos Costa Neves para o Conselho Executivo daquela instituição, o primeiro-ministro aceitou o pedido de exoneração de Carlos Costa Neves da função de Secretário-Geral do Governo", indica um comunicado da Presidência do Conselho de Ministros.
PUB
Segundo a mesma nota, o cargo passa a ser assumido a partir de quinta-feira por António Vicente, que acumulará com a coordenação da reforma do Estado, e mantendo "o vencimento do seu lugar na carreira de funcionário público da Comissão Europeia, pago pela instituição de origem, e, portanto, sem encargos para o erário público português".
De acordo com a nota curricular do Governo, António Vicente é o coordenador do Grupo de Trabalho para Reforma do Estado, funcionário sénior da Comissão Europeia e professor auxiliar convidado na Nova SBE.
Carlos Costa Neves tomou posse a 14 de janeiro de 2025 deste cargo criado no XXIV executivo PSD/CDS-PP (o anterior, também liderado por Luís Montenegro).
PUB
Nessa ocasião, manifestou-se hoje confiante que o Governo terá sucesso na missão de reforma da Administração Pública, "sempre adiada", mas admitiu que "não será coisa pouca" e elogiou a coragem do primeiro-ministro.
O Governo tinha anunciado em dezembro de 2024 a nomeação do ex-administrador do Banco de Portugal Hélder Rosalino como secretário-geral do Governo, que viria a desistir do cargo três dias depois após uma polémica pública sobre o vencimento que iria ter nesta nova função, cerca de 15.000 euros.
De acordo com informação do gabinete do primeiro-ministro, o estatuto remuneratório de Carlos Costa Neves foi "o previsto nos termos do decreto-lei nº 43-B/2024, de 2 de julho", rondando os seis mil euros, tendo abdicado "das pensões da Segurança Social e Caixa Geral de Aposentações e da subvenção mensal vitalícia por ser ex-titular de cargo político".
PUB
Carlos Costa Neves, que assumiu o cargo aos 70 anos, foi ministro da Agricultura no XVI Governo Constitucional, chefiado por Pedro Santana Lopes, e dos Assuntos Parlamentares no XX Governo Constitucional, liderado por Passos Coelho, além de ter presidido ao PSD/Açores.
A secretaria-geral do Governo arrancou a 01 de janeiro de 2025 e resultou da implementação da primeira fase da reforma da administração pública.
Segundo o Governo, essa primeira fase procedeu à extinção de nove entidades por fusão na secretaria-geral do Governo e e cortará em 25% o número de cargos diretivos, gerando uma poupança de cerca de 4,1 milhões de euros por ano ao Estado.
PUB
Saber mais sobre...
Saber mais Açores Milhões Extinção Ministro da Agricultura Carlos Costa António Vicente Comissão Europeia Governo da República Portuguesa Partido Social Democrata Segurança Social Banco de Portugal CDS - Partido PopularMais lidas
O Negócios recomenda