Crude atinge novo máximo acima dos 44 dólares

O Crude avançava para 44,24 dólares, novo recorde desde 1983, altura em que começaram a ser negociados os futuros no mercado norte-americano. Esta subida deve-se às declarações do presidente da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), ao anun
Sara Antunes 03 de Agosto de 2004 às 08:47

O Crude avançava para 44,24 dólares, novo recorde desde 1983, altura em que começaram a ser negociados os futuros no mercado norte-americano. Esta subida deve-se às declarações do presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), ao anunciar que os membros da organização poderão não ter capacidade de aumentar a produção a níveis que permitam a descida de preços.

O crude [cl1] subia 0,52% para 44,05 dólares, depois de ter fixado o novo máximo nos 44,24 dólares (36,79 euros). Ontem o crude já tinha fixado um novo máximo, mas abaixo da barreira dos 44 dólares. O «brent» [co1] seguia a valorizar 0,53%, atingindo o máximo de 40,18 dólares na sessão de hoje.

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«Se os preços continuarem a subir o que a OPEP pode fazer? Os preços estão loucos», afirmou Purnomo, presidente do cartel.

O crude no último ano subiu 38% com preocupações relativas a ataques a petrolíferas e a refinarias e com a possível interrupção de fornecimento por parte da Rússia, da Nigéria e da Venezuela. A OPEP, responsável por mais de um terço da produção mundial, está a produzir perto da sua capacidade máxima.

A OPEP aumentou a produção, excluindo no Iraque, que encolheu cerca de metade em Junho para 800.000 barris por dia, enquanto o resto do grupo disparou a produção para poder estabilizar os preços. A capacidade de produção não deverá recuperar antes do quarto trimestre, altura em que novos campos petrolíferos da Arábia Saudita vão entrar em funcionamento, segundo os especialistas.

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Prevê-se que a OPEP produziu durante o mês de Julho 29,9 milhões de barris por dia, mais 400.000 que no mês de Junho. A produção de Agosto deve exceder os 30 milhões. Os níveis de produção devem ascender ao número mais alto desde 1980, de acordo com o governo norte-americano.

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