Democratas do Senado e Casa Branca alcançam acordo para evitar paralisação do Governo
A Casa Branca chegou a acordo com a liderança democrata no Senado para evitar uma paralisação parcial do governo hoje, financiando temporariamente o Departamento de Segurança Interna (DHS).
Segundo os media norte-americanos, as duas partes concordaram em separar de um projeto de lei de despesa de agências governamentais o financiamento do polémico DHS, assegurando a este fundos para duas semanas enquanto debatem exigências democratas por restrições à atuação da Agência de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla inglesa).
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O acordo surge depois de os democratas terem votado na quinta-feira contra a legislação que financiaria o DHS.
Numa publicação nas redes sociais, Trump afirmou que "republicanos e democratas uniram-se para garantir o financiamento até setembro da grande maioria do governo", enquanto discutem o DHS.
Encorajou ainda os membros de ambos os partidos a aprovarem a extensão de financiamento do governo, "um voto bipartidário muito necessário".
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O Senado poderá votar o acordo já na noite de quinta-feira, segundo a AP.
Os líderes republicanos, que pretendiam uma extensão mais longa do financiamento para o DHS, ainda estão em consultars à sua bancada para garantir que não havia objeções ao acordo e que este poderia ser aprovado rapidamente.
Na Câmara dos Representantes, o presidente Mike Johnson, republicano do Louisiana, disse à AP que se opunha "veementemente" ao desmembramento do pacote de financiamento, mas que, se tal for avante, terá se ser "aprovado o mais rapidamente possível".
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"Não podemos permitir a paralisação do governo", adiantou.
Sem acordo, à meia-noite de sexta-feira, vários departamentos federais suspenderiam atividades, cenário que implicaria a dispensa temporária de milhares de funcionários públicos.
A votação de teste no Senado (câmara alta do Congresso norte-americano) terminou na quinta-feira com 45 votos a favor e 55 contra.
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O impasse no Congresso ocorre num contexto de indignação após a morte de dois cidadãos norte-americanos em Minneapolis às mãos de agentes federais do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE, na sigla em inglês), levando os democratas a apresentar uma lista de exigências, incluindo, entre outros aspetos, a identificação visível dos agentes e a obrigatoriedade de mandados.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o seu partido não fornecerá os votos necessários enquanto o ICE não for "restabelecido e reformulado".
"O povo americano apoia a aplicação da lei, mas não apoia o ICE a aterrorizar as ruas e a matar cidadãos americanos", declarou Schumer.
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Os democratas defendem que o financiamento da Segurança Interna seja destacado do restante projeto, que inclui verbas para o Departamento de Defesa e outras agências, permitindo negociações adicionais.
A nova paralisação surgiria apenas dois meses depois de um bloqueio de 43 dias provocado por um impasse sobre subsídios federais à saúde.
O líder da maioria republicana no Senado, John Thune, apelou ao diálogo, afirmando que as partes "estão a aproximar-se".
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A senadora democrata do Minnesota, Tina Smith, afirmou existir "unanimidade e propósito partilhado" na bancada, defendendo que os agentes do ICE devem cumprir as mesmas regras das polícias locais.
Entretanto, o conselheiro presidencial Tom Homan, conhecido com o "czar das fronteiras", disse em Minneapolis que está a ser preparado um plano para reduzir o número de agentes no estado do Minnesota, condicionado à cooperação das autoridades estaduais.
Os democratas exigem ainda o fim das patrulhas itinerantes, maior coordenação com as polícias locais e um código de conduta vinculativo, incluindo uso de câmaras corporais.
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