EUA apresentam plano de 15 pontos ao Irão para terminar com guerra no Médio Oriente
EUA apresentaram plano de 15 pontos ao Irão para terminar com a Guerra no Médio Oriente
Trump volta a dizer que estão em curso negociações com Irão. Alega que Teerão "concordou em não ter armas nucleares"
EUA planeiam destacar 3.000 soldados para Médio Oriente
Casa Branca diz que negociações com Irão são “situação fluida”. Paquistão poderá ser intermediário
Irão cobra taxa por passagem de navios pelo estreito de Ormuz
Operações do centro de dados da Amazon no Barém interrompidas devido a danos provocados por drones
Ex-comandante da Guarda Revolucionária nomeado líder do Conselho de Segurança Nacional
Irão suspende exportação de gás natural para a Turquia
Fórum Económico Mundial adia conferência na Arábia Saudita por causa da guerra
Arábia Saudita intercetou 27 drones em ataques atribuídos a Teerão
Estados do Golfo mais perto de um envolvimento no conflito com o Irão
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Navios não hostis autorizados por Teerão a passar Estreito de Ormuz
A Organização Marítima Internacional (OMI) afirmou esta terça-feira ter recebido do Irão a garantia de que "navios não hostis" podem transitar pelo Estreito de Ormuz, desde que respeitem as regras de segurança e proteção.
Segundo a agência das Nações Unidas para a segurança marítima, a garantia consta de um documento, datado de domingo, emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, com pedido de que fosse divulgado, o que a OMI fez aos seus Estados-Membros e organizações não-governamentais.
"Os navios não hostis (...) podem --- desde que não participem em atos de agressão contra o Irão nem os apoiem e que cumpram integralmente as regras de segurança e proteção em vigor --- beneficiar de uma passagem segura pelo estreito de Ormuz, em coordenação com as autoridades competentes", refere o documento divulgado.
Desde o início da ofensiva de Israel e Estados Unidos contra o Irão, este país tem ameaçado e atacado navios que tentam atravessar o Estreito de Ormuz, por onde passa perto de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás, levando a um bloqueio da via e uma escalada de preços.
EUA apresentaram plano de 15 pontos ao Irão para terminar com a Guerra no Médio Oriente
Os EUA enviaram um plano ao Irão para terminar com a guerra no Médio Oriente, avançou o The New York Times, refletindo a intenção de encontrar uma solução para o conflito, que tem impactado fortemente a economia global.
De acordo com o jornal, o plano de 15 pontos foi enviado através do Paquistão, que se voluntariou para mediar as conversações, mas ainda não se sabe se os iranianos vão aceitá-lo como base para as negociações ou se Israel tem conhecimento do mesmo.
Já o Channel 12, de Israel, avançou que os EUA pretendem implementar um cessar-fogo de um mês para negociar com o regime de Teerão.
O canal avança com mais detalhes sobre a proposta dos EUA ao Irão, que prevê o desmantelamento do programa nuclear, o compromisso de nunca desenvolver armas nucleares, deixar de apoiar milícias, reabrir o estreito de Ormuz e aceitar limites às capacidades dos seus mísseis
Em troca, os EUA comprometem-se a levantar as sanções existentes e a ameaça de reimposição automática de sanções, como estava prevista no acordo nuclear anterior. Além disso, o Irão poderá receber assistência para desenvolver um programa nuclear civil.
O canal refere ainda Israel mostrou preocupação com o plano e pensa que o Irão irá rejeitar a proposta, que terá sido promovida pelos enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner.
O Wall Street Journal, por seu turno, avançou que mediadores da Turquia, Egito e Paquistão estão a tentar que representantes dos EUA e Irão se reúnam nas próximas 48 horas, mas as partes continuam bastante distantes.
Trump volta a dizer que estão em curso negociações com Irão. Alega que Teerão "concordou em não ter armas nucleares"
O Presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a alegar que os norte-americanos “estão em negociações com o Irão", que “concordou em não ter armas nucleares”. Na tomada de posse do novo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, Trump disse também que o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente dos EUA, JD Vance, estão envolvidos nas conversações.
Sobre o desfecho das negociações, Trump disse que “tudo se resume à questão nuclear”, dizendo que, das 10 principais prioridades, as primeiras três são impedir que o regime tenha uma arma nuclear. Trump disse também que o Irão deu aos EUA um "presente" como sinal de boa-fé nas negociações no valor de “milhares de milhões de dólares” e relacionado com o estreito de Ormuz.
“O outro lado quer alcançar um acordo”, referiu Trump, referindo novamente que a Marinha, a Força Aérea, e as comunicações do país foram arrasadas, e que “os EUA podem circular livremente em Teerão”. “A imprensa faz parecer que foi um empate, mas não é assim”.
EUA planeiam destacar 3.000 soldados para Médio Oriente
O Pentágono planeia destacar cerca de 3.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército para o Médio Oriente, de forma a apoiar as operações contra o Irão, de acordo com o WSJ. A ordem escrita deve ser emitida nas próximas horas, diz o jornal.
Os responsáveis contactados pelo WSJ assinalam que a decisão de enviar tropas para o terreno ainda não foi tomada, mas o envio da divisão dá mais opções estratégicas ao Presidente dos EUA, Donald Trump.
Nos últimos dias, têm surgido várias notícias sobre um eventual reforço dos efetivos militares no Médio Oriente, tendo o Pentágono reconhecido que estava a fazer preparativos nesse sentido. Questionado sobre o assunto por um jornalista, Trump disse que não iria “colocar tropas em lado nenhum, mas se fosse não lhe diria”.
Apesar de os EUA terem anunciado negociações, o Irão, que rejeita as conversações, continua a atacar vários alvos no Médio Oriente, não só em Israel, mas também no Kuwait, Barém e Arábia Saudita.
Casa Branca diz que negociações com Irão são “situação fluida”. Paquistão poderá ser intermediário
As negociações entre EUA e Irão, confirmadas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, e desmentidas pelo regime de Teerão, continuam a gerar incerteza.
Questionada sobre a possibilidade de os EUA participarem em conversações no Paquistão, a secretária de Imprensa da Casa Braca, Karoline Leavitt, disse que “estas são discussões diplomáticas sensíveis e os EUA não vão negociar através da imprensa”.
“Esta é uma situação fluida e especulação sobre reuniões não deve ser encarada como definitiva até serem formalmente anunciadas pela Casa Branca”, disse Leavitt.
O Paquistão é um dos países dispostos a agir como intermediário nas negociações entre Washington e Teerão, de acordo com a imprensa, que indica que uma reunião presencial poderá ter lugar nos próximos dias em Islamabad.
Esta terça-feira, o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, escreveu no X que o seu país está disposto a receber as negociações entre os EUA e Irão para um “acordo abrangente” sobre a guerra.
“Sujeito à concordância dos EUA e Irão, o paquistão está pronto e sente-se honrado em ser o anfitrião para facilitar conversações significativas e conclusivas para um acordo abrangente sobre o conflito em curso”, publicou.
A proposta parace ter a anuência de Donald Trump, que publicou um “screenshot” da mensagem de Sharif na sua conta na rede social Truth Social.
Irão cobra taxa por passagem de navios pelo estreito de Ormuz
O Irão começou a cobrar uma taxa aos navios para atravessarem em segurança o estreito de Ormuz, avança a Bloomberg. Estes montantes podem chegar aos 2 milhões de dólares por viagens, mas não estão, aparentemente, a ser cobrados com uma regra, acabando por funcionar como uma taxa informal, explicaram fontes próximas do assunto, que pediram anonimato.
Alguns navios já fizeram o pagamento, mas desconhece-se em que moeda. A cobrança destes montantes vem, de certo modo, confirmar o poder do Irão sobre a passagem marítima.
Operações do centro de dados da Amazon no Barém interrompidas devido a danos provocados por drones
A Amazon indicou nesta terça-feira que as operações do centro de dados no Barém foram interrompidas devido à atividade de drones, sendo esta a segunda vez que o serviço de computação na nuvem no Médio Oriente é afetado desde o início do conflito com o Irão.
A empresa afirma que o Amazon Web Services (AWS) na região do Barém "sofreu interrupções em resultado do conflito em curso" na madrugada desta terça-feira, sem fornecer mais detalhes.
"Continuamos a apoiar os clientes afetados, ajudando-os a migrar para regiões alternativas da AWS, com um grande número já a operar com sucesso as suas aplicações a partir de outras partes do mundo", afirmou a empresa em comunicado.
Três centros de dados da AWS no Médio Oriente, incluindo dois nos Emirados Árabes Unidos e um no Barém, foram danificados por ataques com drones iranianos dias após o início da guerra.
A empresa tem aconselhado os clientes que utilizam servidores no Médio Oriente a migrarem os serviços baseados na nuvem para outras regiões e a desviarem o tráfego dos Emirados Árabes Unidos e do Barém.
Irão suspende exportação de gás natural para a Turquia
O Irão parou de exportar gás natural para a Turquia depois de um ataque israelita do campo de gás de South Pars na semana passada, disseram fontes próximas do assunto à agência Bloomberg.
A Turquia comprou ao Irão no ano passado 14% do seu gás natural. Ancara tem outros grandes fornecedores, como a Rússia e o Arzebeijão e conta também com reservas. Ainda não se sabe quanto tempo durará esta suspensão.
Ex-comandante da Guarda Revolucionária nomeado líder do Conselho de Segurança Nacional
O Irão nomeou hoje Mohammad Bagher Zolghadr, um antigo comandante da Guarda Revolucionária Iraniana, como novo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país, substituindo Ali Larijani, morto num ataque aéreo.
A televisão estatal iraniana indicou que Zolghadr atingiu o posto de general de brigada na Guarda Revolucionária e desempenhava funções como secretário do Conselho de Discernimento do Irão.
"Mohamad Baqer Zolgadr, com o aval e a aprovação do líder supremo da Revolução Islâmica e por decreto do presidente [Masoud Pezeshkian], foi nomeado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional", informou na rede social X o diretor adjunto do gabinete de comunicação presidencial, Seyyed Mehdi Tabatabaei.
A 18 deste mês, num ataque aéreo israelita realizado na noite anterior, o Irão confirmou a morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, de Gholamreza Soleimani, líder da milícia Basij, e do ministro com a tutela dos serviços de informações, Ismail Khatib.
Desde o início da ofensiva, Israel tem reclamado as mortes de dirigentes e altas patentes militares do regime, donde se destaca o ex-líder supremo iraniano, aiatola Ali Khamenei, logo a 28 de fevereiro, o primeiro dia de bombardeamentos em Teerão.
Fórum Económico Mundial adia conferência na Arábia Saudita por causa da guerra
O Fórum Económico Mundia adiou a sua próxima conferência, na Arábia Saudita, devido à guerra no Irão.
Foi o próprio fórum a anunciá-lo, explicando que a Reunião Global de Colaboração e Crescimento, que iria acontecer em abril em Jedá, vai ser reagendada "tendo em conta os acontecimentos regionais atuais".
Arábia Saudita intercetou 27 drones em ataques atribuídos a Teerão
As autoridades da Arábia Saudita anunciaram hoje a interceção de 27 drones na zona oriental do país, atribuindo os atques às forças iranianas.
O Ministério da Defesa saudita afirmou, através das redes sociais, que os sistemas de defesa aérea abateram os aparelhos aéreos não tripulados (drones), sem reportar vítimas ou danos materiais.
No passado sábado, vários cidadãos iranianos que trabalhavam na embaixada de Teerão em Riade foram declarados "persona non grata".
Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, alertou que o reino saudita pode vir a responder militarmente aos ataques iranianos.
As autoridades sauditas alegaram ter abatido dezenas de mísseis e drones disparados pelo Irão, que lançou ataques contra interesses de Israel e dos Estados Unidos contra vários pontos do Médio Oriente.
O Irão disse que se tratam de ataques de retaliação contra a campanha de bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano iniciada no passado dia 28 de fevereiro.
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