Irão liberta petroleiro com bandeira das Ilhas Marshall
O Irão libertou esta quarta-feira um petroleiro com bandeira das Ilhas Marshall com todos os seus 21 tripulantes a bordo, dias depois de Teerão ter apreendido o navio sem dar explicações, disseram os responsáveis pelo navio.
Teerão não fez comentários ainda sobre a libertação do Talara, o primeiro navio a ser apreendido pelo Irão em meses.
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A Columbia Shipmanagement, com sede no Chipre, disse que a tripulação do Talara "está segura e bem".
"Informámos as suas famílias e o navio está agora livre para retomar as operações normais", afirmou a companhia, acrescentando que "não foi deduzida qualquer acusação contra o navio, a sua tripulação, aos seus gestores ou proprietários".
Dados de rastreamento de navios analisados pela agência de notícias Associated Press (AP) mostraram o Talara a afastar-se do Irão.
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Na sexta-feira, as Forças Armadas do Irão apreenderam o navio quando este navegava pelo estreito de Ormuz, a estreita passagem que liga o Golfo Pérsico ao continente, por onde passa 20% de todo o petróleo comercializado.
O navio viajava de Ajman, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Singapura.
A Marinha dos Estados Unidos culpou o Irão por uma série de ataques com minas magnéticas que danificaram petroleiros em 2019, assim como por um ataque com um drone contra um petroleiro com ligações a Israel, que matou dois tripulantes europeus em 2021. Estes ataques começaram depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter-se retirado unilateralmente em 2018 -- durante o seu primeiro mandato - do acordo nuclear do Irão e as potências mundiais, assinado em 2015.
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Em maio de 2022, o Irão apreendeu dois petroleiros gregos e manteve-os sob a sua custódia até novembro daquele ano. O Irão apreendeu o navio cargueiro MSC Aries, de bandeira portuguesa, em abril de 2024.
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