Ao minuto30.01.2026

Marcelo destaca em Leiria melhoria do país na Proteção Civil nos últimos anos

Acompanhe os desenvolvimentos desta sexta-feira relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.
Marcelo Rebelo de Sousa aborda melhorias na Proteção Civil em Leiria
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Negócios 30 de Janeiro de 2026 às 22:27
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30.01.2026

Marcelo destaca em Leiria melhoria do país na Proteção Civil nos últimos anos

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou esta sexta-feira em Leiria que o país evidencia melhoria na Proteção Civil, após os incêndios de 2017.

"Lembro-me de 2017 e como depois a recuperação foi mais rápida no caso dos incêndios de outubro [na região Centro]. Onde foi menos rápida e mais demorada e mais penosa, foram os incêndios de junho [em Pedrógão Grande]. Aí demorou muito tempo a capacidade de resposta a aparecer. Temos melhorado em termos da Proteção Civil", sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

Sobre o impacto da depressão Kristin, o Presidente da República sublinhou que teve noção "exata de que era de uma dimensão enorme, porque diziam, comparável com isto, só 2011".

"Ora, eu lembro-me de 2011, não foi comparável com isto. Ainda por cima, isto é um processo cumulativo. Chove o que chove e há um tempo muito longo", observou.

Segundo o chefe de Estado, "não há um problema de prevenção", pois os "ventos foram previstos e foram avisados".

"Há um problema de estruturas, umas mais recentes, outras mais antigas, que se chegou à conclusão que não aguentam", adiantou, exemplificando com o terminal rodoviário na cidade de Leira, escolas, fábricas e comunicações.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, há uma "desatualização em termos de estruturas".

"Mas esse é um problema que nós vivemos quando há estas tragédias, mas é um problema que vejo também noutros países europeus. Por exemplo, a Alemanha lançou agora um grande plano para refazer as vias de comunicação, porque já não se investia há 30 ou 40 anos", disse.

Marcelo Rebelo de Sousa assentiu que "qualquer país é impreparado" para um fenómeno idêntico ao que se viveu com esta depressão.

"Obviamente, ninguém esperava uma situação destas, supondo que a última se verificou há 15 anos, mas acho que esta não tem comparação, é muito mais grave", reforçou, ao referir que é difícil proteger "relativamente a uma circunstância que não ocorreu ou se ocorreu alguma vez foi há 15 ou 20 anos".

As Forças Armadas vão começar a colaborar com situações de alojamento e alimentação, informou o Comandante Supremo das Forças Armadas, ao adiantar que, "noutras circunstâncias, demorou muito mais tempo a fazer isso".

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que "não houve exata noção da dimensão", ao afirmar que, inicialmente, foi avançado que as situações se focavam num "número muito pequeno de municípios a ser abrangidos pelo estado de calamidade".

No entanto, "depois descobriu-se que era cinco vezes isso, no mínimo", mas "demorou-se muito a descobrir".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, a avaliação que a Proteção Civil foi fazendo estava "aquém do que estava a acontecer, porque o que estava a acontecer continuava a acontecer".

A deslocação à cidade de Leiria, onde se fez acompanhar da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, começou no Jardim Luís de Camões, incluiu o terminal rodoviário e teve uma passagem no quartel dos Bombeiros Voluntários de Leiria, gravemente destruído.

No final da visita, num 'briefing' na sala de operações nos Bombeiros Separadores de Leiria, o chefe de Estado referiu que este é um processo que "não acabou".

"A parte mais crítica, mais aguda, espera-se, deseja-se, já passou, mas é um processo que não terminou", avisou, referindo tratar-se de uma calamidade urbana sendo que o país não tem grande experiência nesta área.

Marcelo Rebelo de Sousa realçou a capacidade de resistência da Proteção Civil que, com os meios disponíveis e experiência acumulada, reagiu "o melhor que era possível".

Aos presentes, reconheceu que "responderam na medida das possibilidades e melhor do que estava ao vosso alcance e com resultados visíveis" num pequeno período.

Antes, no mesmo quartel, o Presidente da República agradeceu aos bombeiros, cujo contributo na resposta ao impacto da depressão Kristin elogiou.

"Sem o vosso contributo não era possível acorrer à emergência da emergência", assinalou.

30.01.2026

Depressão Kristin: Portugal deve recorrer ao fundo de solidariedade da UE, diz Castro Almeida

Depois de o primeiro-ministro, Luís Montenegro, ter dito na quinta-feira que o governo esteve em contacto com a Comissão Europeia para “perspetivar formas de financiamento para ajudar as pessoas, as familias, empresas e entidades públicas” a superar os dados causados pela depressão Kristin, o ministro da Economia afirmou que Portugal deverá recorrer ao mecanismo de solidariedade europeu.

“Há um fundo de solidariedade a que Portugal pode recorrer e tem várias semanas para o fazer, mas só quando tivermos a dimensão dos prejuízos. O que posso estimar é que a dimensão é mais do que suficiente para ativar o mecanismo”, disse Manuel Castro Almeida aos jornalistas. O pedido de “ajuda financeira que vamos com quase toda a certeza apresentar à Comissão Europeia vai ser feito dentro do prazo”, garantiu o ministro.

Contudo, quanto aos apoios, Castro Almeida reitera que “em primeira linha vão ter de entrar os seguros. Há seguros para as casas, fábricas, infraestruturas e equipamento musical. Quem tem de aparecer em primeiro lugar são os seguros”, referiu. “O Estado aparece suplementarmente porque tem de ser solidário com as autarquias, sobretudo as do interior, com as empresas que criam riqueza, com as pessoas que têm de ter uma casa para viver.”               

Castro Almeida referiu ainda que quem vive no sul ou no norte do país “não tem bem a dimensão do alcance do problema que está criado na região centro, sobretudo em Leiria. É uma situação muitíssimo grave e agora vêm aí dificuldades acrescidas com as chuvas que que avizinham", alerta. "Há zonas urbanas que estão inundadas e há a tendência para isto se agravar", alertou.

O ministro reconhece que “há muita gente sem luz e sem energia não há água nem comunicações. Até segunda-feira vai haver muitas pessoas que vão continuar sem energia”, lamenta. Contudo, assinala que estão no terreno cerca de 1.000 operacionais para lidar com o problema da eletricidade e outros 3.000 para reparar os problemas com as comunicações. “Isto foi de uma intensidade incrível, vai demorar tempo a resolver”, afirma, garantindo que “as coisas no terreno estão a acontecer”

30.01.2026

Ministra da Administração Interna fala pela primeira vez após a depressão Kristin e apela à prevenção dos portugueses

A ministra da Administração Interna falou, esta sexta-feira, pela primeira vez após a depressão Kristin e apelou à prevenção dos portugueses. Maria Lúcia Amaral reforçou que está previsto que a próxima semana "seja difícil" e que o País vai continuar a ser afetado pelo mau tempo.

De acordo com a ministra, o quadro meteorológico a partir da noite de domingo "será muito severo". Questionada pelos jornalistas sobre a ausência no terreno, depois da conferência de imprensa do IPMA e da Proteção Civil onde esteve presente, Maria Lúcia Amaral afirmou que "há muito trabalho que se faz em contexto de invisibilidade". A ministra da Administração Interna referiu que, nos últimos dias, esteve no gabinete a fazer trabalho de "recolha de informação, reflexão, planeamento e coordenação".

Ao final da tarde desta sexta-feira, o IPMA avisou os portugueses de que, a partir de domingo,  é esperada "precipitação em praticamente todo o território". A chuva vai permanecer em Portugal durante vários dias, nomeadamente no Norte e Centro do País.

De acordo com o IPMA, a passagem da depressão Kristin "" de que há registo.

30.01.2026

IPMA prevê período prolongado de chuva a partir de domingo. Presidente da APA antecipa "semana muito difícil"

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período prolongado de chuva na próxima semana em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias. 

"Nós temos uma previsão que nos está a indicar que vamos ter um período prolongado de precipitação a partir de domingo", adiantou Nuno Lopes, do IPMA, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras.

Segundo referiu, para sábado está prevista pouca precipitação, mas a partir de domingo deverá chover todos os dias praticamente em todo o território nacional, mas, sobretudo, no norte e no centro, regiões "onde já tem chovido muito ao longo dos últimos dias".

"Temos previsões que indicam que vamos ter mais de 160 milímetros distribuídos ao longo da semana na parte norte do território, mas também a parte sul será afetada", adiantou Nuno Lopes, referindo que as previsões apontam ainda para agitação marítima forte a partir do início da próxima semana, com queda de neve e alguns episódios de vento.

Na mesma conferência de imprensa, José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) antecipou que "vamos ter uma semana muito difícil mas estamos já em preparações".

"O que se espera é uma semana que prevalentemente iremos classificar como muito chuvosa", disse Nuno Lopes.

30.01.2026

Ministério da Agricultura disponibiliza plataforma para sinalizar prejuízos

O ministro da Agricultura disse esta sexta-feira que está aberta uma plataforma para as pessoas sinalizarem os prejuízos do mau tempo, adiantando que o Governo está em contacto com Bruxelas para ver a possibilidade de acionar o Fundo de Solidariedade.

"Depois de verificarmos os estragos brutais que existiram, o ministério [Agricultura e Mar] disponibilizou desde ontem [quinta-feira] uma plataforma para as pessoas sinalizarem aquilo que são os seus prejuízos", afirmou José Manuel Fernandes.

O ministro falava aos jornalistas em Castelo Branco, onde se deslocou para reunir com o presidente da Câmara Municipal, Leopoldo Rodrigues, e verificar no terreno os prejuízos causados pela passagem da depressão Kristin no concelho.

"Neste momento precisamos de saber os montantes, para saber se é possível acionar ou não o Fundo de Solidariedade da União Europeia (UE), onde para uma catástrofe nacional é preciso 0,6 do PIB [Produto Interno Bruto] ou três mil milhões de euros e numa regional, [na região Centro], é preciso 1,5% do PIB, cerca de 675 milhões de euros", vincou.

José Manuel Fernandes adiantou que é "importante" fazer esta contabilidade.

"Vamos atuar o mais rápido possível. Já fizemos isso nos incêndios de 2024 e 2025, onde foi feito um trabalho brutal no apoio e agora também queremos ser muito rápidos", reforçou.

O governante informou também que ao nível da plataforma online disponível desde a manhã de quinta-feira, há pessoas que têm dificuldade em aceder, uns por exclusão digital, outros por falta de acesso, como Internet.

Mas, "os nossos serviços estão disponíveis e pedimos também às Câmaras Municipais esse apoio. Ninguém vai desistir", disse, evocando esses casos.

"Há estragos nas florestas, no olival, deverá haver prejuízos na apicultura. Nestes momentos, há gente que ainda não tem coragem de ir ver os prejuízos. Ninguém desiste. Nós continuamos, de forma solidária sabendo que o Governo esteve naquilo que foi a prevenção, mas agora também na atuação que se pretende rápida", disse.

30.01.2026

Depressão Kristin: 266 mil clientes da E-redes continuam sem energia

Cerca de 266 mil clientes da E-Redes em Portugal continental continuavam, pelas 15h desta sexta-feira, 30 de janeiro, sem fornecimento de energia, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa em comunicado.

Na mesma nota, a operadora indica que os meios operacionais estão “concentrados nos distritos de Leiria, Santarém, Portalegre, Coimbra e Castelo Branco, os mais impactados nesta altura, sendo que a grande maioria dos clientes por alimentar estão localizados no distrito de Leiria, cerca de 209 mil”. A E-Redes informa ainda que em Santarém e Portalegre há cerca de 17 mil clientes sem fornecimento de energia em cada um destes distritos e que em Coimbra são cerca de 12 mil clientes afetados e 10 mil em Castelo Branco.

No atual cenário, diz a operadora, “existem constrangimentos que impedem uma mais rápida e desejada reposição da energia aos clientes” e sublinha ainda que "os impactos causados pela depressão Kristin não têm paralelo com qualquer outro regime perturbado sentido em Portugal continental".

30.01.2026

Castro Almeida: Primeira fonte de financiamento são as seguradoras

Marcos Borga / Lusa - EPA

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, afirmou esta sexta-feira que a primeira fonte de financiamento para colmatar os prejuízos da depressão Kristin são as seguradoras, sendo que o Estado "pode entrar supletivamente".

"Do ponto de vista do financiamento, a primeira fonte de financiamento vão ser as companhias de seguros. As casas têm seguro, por via de regra, as fábricas têm seguro, os equipamentos públicos têm seguros e, portanto, onde há seguros, essa é a primeira fonte de financiamento", disse aos jornalistas Castro Almeida, após uma reunião com autarcas e outras entidades nos Bombeiros Sapadores de Leiria.

De acordo com o ministro, "o Estado pode entrar supletivamente, complementarmente aos seguros".

Questionado sobre o caso dos prejuízos em áreas agrícolas, o governante admitiu que "há uma falha de mercado e há poucas empresas de seguros a fazer seguros".

"Mas, quero dizer que, para essa área específica, já ontem mesmo [quinta-feira] foi aberto um concurso para os agricultores prejudicados nas suas instalações poderem candidatar-se a apoios que podem ir até 400 mil euros", adiantou.

Castro Almeida assegurou que "o Estado vai cumprir a sua obrigação solidária com o país, em complemento àquilo que é a obrigação contratual das companhias de seguros".

30.01.2026

Pedrógão Grande apela à doação de lonas e material de cobertura para casas afetadas

A Câmara de Pedrógão Grande, no norte do distrito de Leiria, lançou esta sexta-feira um apelo para a doação de lonas e material de cobertura para as habitações danificadas pelo mau tempo.

O município de Pedrógão Grande, através das redes sociais, deixou um apelo ao "humanitarismo, à solidariedade e ao apoio de todos os portugueses, de forma a ajudar a população do concelho mais afetada pela Depressão Kristin a ultrapassar esta grave e inimaginável situação de crise".

"Neste momento, existem cidadãos que perderam bens materiais essenciais das suas habitações", escreveu a autarquia, que acrescentou estar a recolher donativos de lonas e material de cobertura.

Pediu ainda que os donativos sejam entregues no armazém municipal, instalado na Zona Industrial de Pedrógão Grande.

Já esta sexta-feira, o presidente da Câmara de Pedrógão Grande, João Marques, disse que o concelho enfrenta "mais uma tragédia", depois dos incêndios florestais de 2017, e apelou a pessoas e empresas para que ajudem.

30.01.2026

Prejuízos "bastante acima" dos incêndios de 2024 ou 2025

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, disse esta sexta-feira que os prejuízos devido ao mau tempo são "bastante acima" dos valores registados nos incêndios de 2024 ou 2025.

"Eu fui fazendo as minhas contas, evidentemente, ao ouvir a descrição do que estava a ser feito e vou criando um número na minha cabeça, mas são números muito redondos. O que eu lhe digo é que são números bastante acima daquilo que foram os prejuízos nos incêndios do ano 2025 ou do ano 2024", afirmou aos jornalistas Castro Almeida.

O ministro falava aos jornalistas após uma reunião, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, com autarcas e outras entidades, na sequência do impacto da depressão Kristin.

"Desta reunião de hoje, eu não pude trazer um número da quantidade dos prejuízos. A esmagadora maioria dos autarcas não arrisca - e compreensivelmente - dar um número de qual é que é o montante de prejuízos de cada concelho. Portanto, é impossível chegar a um valor global", declarou.

Adiantando que o encontro com autarcas permitiu "perceber que a dimensão do problema é, realmente, muito grande", o governante admitiu que o Norte e Sul do país "não têm ideia do que está a acontecer no Centro", sobretudo na região de Leiria, onde vários concelhos apresentam problemas de "grande severidade".

Castro Almeida reconheceu que, devido ao facto de "muitíssimas fábricas" estarem sem teto e sem "condições de trabalhar", a situação "vai mexer nas cadeias de produção", o que "vai ser um problema sério".

30.01.2026

"Governo mostrou insensibilidade e impreparação para antever e gerir esta crise", diz José Luís Carneiro

O secretário-geral do Partido Socialista afirmou hoje que "o Governo mostrou insensibilidade e impreparação para antever e gerir esta crise". Em declarações no Largo do Rato, José Luís Carneiro referiu que o problema já "tinha acontecido no apagão, aconteceu nos incêndios e aconteceu agora".

Com muitas pessoas a viverem "momentos de grande sofrimento", Carneiro critica atrasos em toda a linha, a começar até antes de a tempestade Kristin chegar a Portugal. 

Apesar dos avisos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), "a Proteção Civil só decretou nível máximo de estado de prontidão nível 4 a menos de 12 horas da passagem da frente mais ativa desta depressão, o que manifestamente foi tarde e em cima da hora para se preparar uma resposta reforçada".

E continuou: "Não houve reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil, nem antes nem durante nem depois da passagem da depressão. Ou seja, como aconteceu noutros momentos críticos, não existiu a coordenação política interministerial prevista no sistema de Proteção Civil, o que teria permitido a devida articulação e até ativação do plano de cooperação reforçada do Ministério da Administração Interna e do Ministério da Defesa Nacional". Se tal tivesse sido feito, teria sido possível, por exemplo, ativar  meios de comunicação e meios para garantir a segurança na circulação rodoviária, disse.

"A declaração da situação de calamidade foi tardia" e a "comunicação de crise tem faltado", criticou o socialista.


30.01.2026

Seguro cancela campanha da manhã para voltar sozinho a zonas afetadas

O candidato presidencial António José Seguro cancelou hoje a agenda de campanha que tinha prevista para esta manhã para voltar a ir visitar, sozinho, zonas afetadas pela tempestade Kristin, deslocações que já fez na quarta e quinta-feira.

"Tal como na quarta e na quinta-feira, o candidato visitará, sozinho, zonas afetadas. O programa da manhã foi cancelado", adiantou a candidatura de Seguro à comunicação social.

Para esta manhã, o candidato apoiado pelo PS tinha prevista uma visita ao Centro de Formação Profissional da Indústria do Calçado, em São João da Madeira, distrito de Aveiro.

Na quinta-feira, Seguro anunciou aos jornalistas, de manhã, que já na véspera tinha ido sozinho à região de Leiria para ver os impactos da passagem da tempestade, tendo então dito que tinha ficado "chocado e impressionado" com o grau de devastação que encontrou.

De tarde, após uma visita em Palmela, o candidato mais votado na primeira volta disse que admitiria voltar nesse dia a visitar zonas afetadas, de novo sozinho, face à "situação dramática".

Outros dos impactos que teve na campanha de Seguro a passagem desta tempestade foi o cancelamento de uma sessão de campanha prevista para quinta-feira à noite em Almeirim, no distrito de Santarém, devido à tempestade que afetou a região e ativou planos de emergência no distrito.

Na quinta-feira, entre as 00:00 e as 23:59, Portugal continental tinha registado 2.050 ocorrências relacionadas com o mau tempo, com Coimbra, Oeste e Leiria a serem as regiões mais afetadas, adiantou fonte da Proteção Civil.

Num balanço à Lusa, fonte da ANEPC referiu que Coimbra foi a região mais afetada com 375 ocorrências, seguida do Oeste (221) e Leiria (201).

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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