Montenegro saúda "grande maturidade cívica" dos portugueses e apela a "espírito de convergência" de Seguro

O primeiro-ministro agradeceu ao país pelo "alto nível de participação não obstante das condições" metereológicas e mostrou ao novo Presidente da República "toda a disponibilidade para trabalhar em prol do futuro de Portugal".
Luís Montenegro já saudou António José Seguro pela vitória.
Estela Silva / Lusa
Bárbara Cardoso 08 de Fevereiro de 2026 às 21:23

O primeiro-ministro felicitou o novo Presidente da República eleito, António José Seguro, garantindo que o Governo vai demonstrar "toda a disponibilidade" para que ambas as partes "trabalhem em prol do futuro de Portugal, com espírito de convergência para salvaguardarmos o interesse dos portugueses, com toda a cooperação, com todo o sentido de servirmos Portugal de forma construtiva e positiva". 

Em declarações a partir da Casa Allen, no Porto, Luís Montenegro começou por saudar a "grande maturidade cívica" dos portugueses, com um "alto nível de participação, não obstante as condições em que se fizeram", referindo-se ao estado de calamidade em que o país se encontra devido às condições meteorológicas.

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Montenegro, que tinha já contactado ambos os candidatos, apelou ainda ao "espírito de convergência" de Seguro, adiantando que acredita que irá haver "cooperação e colaboração" que "serão a nota dominante que garantirá estabilidade política em Portugal".

"O Governo vai continuar a governar e a cooperar de forma positiva e construtiva com a Presidência da República. Fizemo-lo com Marcelo Rebelo de Sousa e vamos continuar a fazê-lo com o presidente eleito António José Seguro", fincou.

"Conjuntamente com estabilidade económica, financeira e social, neste período de três anos e meio sem eleições nacionais que o país tem, podemos proporcionar a execução do programa do Governo, com ele trazendo a resolução de muitos problemas que afligem a vida dos portugueses, em particular na saúde, no acesso para todos à educação - esse bem essencial para garantir a igualdade, no acesso à habitação, para fomentar o crescimento da economia como garante de que tudo isto será sustentável de desenvolver no futuro", disse.

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"Neste período sem eleições que se abre agora, é altura de todos poderem estar com o sentido de cumprirem aquelas que foram as garantias que deram ao povo português. Todos os órgãos de soberania estão legitimados. O Governo, que foi a votos duas vezes no espaço de 14 meses; o Presidente da República agora mesmo eleito, e a Assembleia da República. Nestas três dimensões o povo encontra a representação política e a esperança de ver os seus problemas resolvidos", acrescentou. 



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