"Não levo ninguém ao engano", diz Marques Mendes sobre a sua experiência

"Um voto em mim não é uma aventura, não é um tiro no escuro, não é um exercício de experimentalismo", afirmou o candidato apoiado pelo PSD em Lamego.
Marques Mendes diz que a sua candidatura não é um 'tiro no escuro'
MIGUEL A. LOPES LUSA_EPA
Lusa 11 de Janeiro de 2026 às 22:27

O candidato presidencial Luís Marques Mendes defendeu este domingo que é uma vantagem os portugueses conhecerem tão bem as suas qualidades e defeitos, e assegurou hoje que não se se candidata a Belém "por ajuste de contas ou vaidade".

"Não levo ninguém ao engano. Um voto em mim não é uma aventura, não é um tiro no escuro, não é um exercício de experimentalismo", afirmou em Lamego, num comício de fim de tarde.

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O candidato apoiado por PSD e CDS-PP procurou demarcar-se dos seus adversários que disse andarem "em guerra uns com os outros em casos e casinhos".

"A minha única guerra é apenas esta: é Portugal, o seu futuro, a estabilidade e o seu desenvolvimento. É mesmo a única guerra", disse.

Marques Mendes voltou a apontar a sua experiência política como uma vantagem na corrida presidencial e, sem referir nomes, deixou nova farpa.

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"Eu não fiz esta candidatura para fazer ajustes de contas com ninguém, eu não fiz esta candidatura para enriquecer o meu currículo, eu não fiz esta candidatura por uma questão de vaidade ou de exibicionismo", disse.

O candidato reiterou também a sua intenção de ser "o Presidente da estabilidade", até para "consolidar e aprofundar" os bons resultados económicos do país dos últimos anos.

"Não podemos brincar com a nossa credibilidade em termos internacionais. Lembrem-se do que aconteceu entre 2011 e 2005, que a coragem e o patriotismo de Passos Coelho foram absolutamente decisivos para ajudar a recuperar Portugal", afirmou, numa referência ao Governo do antigo líder do PSD, que não deverá declarar apoio a qualquer candidato presidencial.

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Mendes apontou os comentários televisivos que fez na SIC ao longo de mais uma década como uma vantagem para os eleitores poderem escolher no próximo dia 18.

"Os portugueses conhecem tudo: as minhas qualidades, os meus defeitos. Os portugueses conhecem as minhas opiniões, as minhas posições, o que eu disse sobre as grandes questões nacionais ou internacionais", salientou, considerando que tal traz "previsibilidade e confiança".

Numa nota de humor, disse que os portugueses o conhecem "tão bem, tão bem, tão bem", que até sabem bem a sua altura.

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"Não há complexo nenhum nessa natureza, mas fiquem descansados. Na Presidência da República, não é a altura do Presidente que conta. É saber se o Presidente está à altura dos desafios, dos acontecimentos e das responsabilidades a favor de Portugal", vincou.

Vinte anos depois, Mendes regressou a Lamego para uma cerimónia política e deixou uma palavra especial ao líder do CDS-PP, Nuno Melo, que também discursou, "pela coragem" de ter tomado conta do partido "num momento em que bateu no fundo", agradecendo o apoio dos democratas-cristãos.

O candidato reiterou ainda a promessa de, se for eleito, fazer presidências abertas e começar precisamente pelo interior.

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As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.

Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

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