Ao minuto02.03.2026

Europa tem maior queda desde novembro com conflito armado. Setor automóvel derrapa mais de 4%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
Bolsa de valores acompanha PSI 20 e Euronext em dia de negociações
N.LAINE / Bloomberg
Negócios 02 de Março de 2026 às 17:57
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02.03.2026

Europa tem maior queda desde novembro com conflito armado. Setor automóvel derrapa mais de 4%

Bloomberg

As ações europeias caíram a pique no maior ritmo desde novembro, com o conflito no Médio Oriente a desencadear uma fuga de ativos mais arriscados. Neste fim de semana, os EUA e Israel atacaram de forma conjunta o Irão em vários locais, que logo retaliou em vários bases norte-americanas noutros países, colocando os mercados em alerta devido aos sinais de incerteza e instabilidade com o futuro geopolítico, comercial e até energético. 

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os bombardeamentos contra o Irão vão continuar "demore o tempo que demorar" até que os seus objectivos sejam alcançados, projetando um cenário de guerra de quatro ou cinco semanas. 

Neste contexto, o Stoxx 600, de referência para o bloco europeu, registou o maior tombo desde novembro, de 1,61% para 623,63 pontos, com 19 dos 20 setores que o compõem no vermelho. Apenas o setor do petróleo e gás vingou, com uma subida de 2%.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 2,56%, o espanhol IBEX 35 recuou 2,62%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 1,97%, o francês CAC-40 cedeu 2,17%, enquanto o neerlandês AEX cedeu 1,16%, ao passo que o britânico FTSE 100 tombou 1,20%.

O setor energético teve uma valorização esta tarde, após os preços do petróleo terem registado o maior aumento em quatro anos e os preços do gás na Europa terem subido mais de 50%. As ações da Shell somaram 1,9% e da TotalEnergies subiu mais de 2%. Os analistas do JPMorgan Chase & Co. aconselharam os investidores a comprarem ações europeias de petróleo e gás devido aos crescentes riscos de abastecimento no Golfo.

As ações do setor automóvel foram as que mais perderam valor, com uma queda de mais de 4%, já que a subida dos preços da energia pressionaram o setor. As ações de viagens e lazer também tiveram uma queda, uma vez que a circulação pelo Médio Oriente se mantém afetada. As companhias aéreas Deutsche Lufthansa e Air France-KLM recuaram 5,2% e 9,4%, respetivamente.

“Na minha opinião, esta operação vai demorar. Isto acrescentará incerteza a um mercado que já apresentava sinais de fraqueza, então existe a possibilidade de que possa ser o gatilho, o detonador que inicia um movimento corretivo. É uma possibilidade, mas não tenho a certeza se teremos a resposta esta segunda-feira, pode demorar mais tempo a descobrir. Os eventos geopolíticos normalmente tendem a ter impactos limitados nos mercados, mas haverá evidentemente um impacto no preço do petróleo. Também não se deve subestimar a interrupção no comércio global se o Canal do Suez e o Estreito de Ormuz forem encerrados", disse Andrea Tueni, responsável de vendas e negociação do Saxo Banque France, à Bloomberg.

02.03.2026

Juros disparam na Zona Euro com receios de uma escalada da inflação

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro dispararam esta segunda-feira, em reação à escalada na subida dos preços do petróleo e do gás natural, que pode vir a ter um reflexo no controlo da inflação por parte do Banco Central Europeu (BCE). Em reação, os investidores, que já não estavam muitos esperançosos em relação a um novo corte nas taxas de juro por parte da autoridade monetária, retiraram de vez esse cenário de cima da mesa.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aceleraram 6,8 pontos base para 2,709%, enquanto a "yield" da dívida francesa com a mesma maturidade subiu 7,2 pontos para 3,287%. Por Itália, o crescimento foi ainda mais expressivo, com os juros das obrigações a dez anos do país a registarem um salto de 8,4 pontos para 3,353%. 

Pela Península Ibérica, manteve-se a tendência, com a "yield" da dívida portuguesa também a dez anos a subir 7,1 pontos base para 3,067% e a das obrigações espanholas na maturidade de referência a crescer 7,3 pontos para 3,133%. 

Fora da Zona Euro, também foi dia de grandes agravamentos, com os juros das "Gilts" britânicas a dispararem 7,5 pontos base para 4,373% e a "yield" das obrigações norte-americana a escalarem 11,6 pontos para 4,054%. Os investidores veem agora apenas uma probabilidade de apenas 50% do Banco de Inglaterra voltar a cortar nas taxas de juro na reunião de março, quando a expectativa anterior era superior a 80%. 

02.03.2026

Guerra no Irão dá novo "rally" ao dólar

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar dos EUA está a subir significativamente em comparação com as restantes moedas, isto depois de o Presidente Donald Trump ter dito que os ataques conjuntos com Israel contra o Irão podem "demorar semanas". A "nota verde" é vista como um ativo seguro, que está a ter grande procura devido ao aumento da instabilidade e incerteza, sobretudo no setor petrolífero.

Já o euro e o iene estão a perder terreno, uma vez que as preocupações com os preços mais elevados do petróleo afetaram as moedas destas regiões, que estão mais expostas à escassez de energia e a custos mais elevados.

A "nota verde" tem assim o melhor desempenho desde o final de janeiro. O euro cede 1,09% para 1,1683 dólares e, face à divisa nipónica, o dólar avança 1,03% para 157,66 ienes. A libra britânica cai 0,81% para 1,3373 dólares. O índice do dólar DXY soma 1,16% para 98,745 pontos.

Os analistas do JPMorgan afirmaram que uma subida sustentada dos preços da energia deve dar força ao dólar, ao mesmo tempo que impacta as moedas de países que são grandes importadores da "commodity", como os da Europa Central e Oriental.



02.03.2026

Ouro em máximos de um mês e visto como "proteção preferida"

Matthias Schrader / AP

O ouro está a valorizar esta tarde e continua a ser um dos maiores beneficiados do início de mais uma guerra no Médio Oriente, devido ao seu papel de ativo refúgio. 

O metal amarelo sobe 0,87% para 5.324,99 dólares por onça, tendo chegado a tocar hoje nos 5.400 dólares por onça, em máximos de um mês. 

Os preços do metal precioso subiram logo pela manhã, depois de este sábado os EUA e o Irão terem atacado de forma conjunta o Irão, que prontamente retaliou, fazendo ataques de mísseis contra vários países, incluindo os Emirados Árabes Unidos, uma artéria crucial no comércio global de ouro.

"O ouro deverá beneficiar da instabilidade geopolítica, da menor aversão ao risco e das preocupações com a inflação no meio da escalada dos custos energéticos", escreveram os analistas da TD Securities numa nota divulgada no domingo, citada pela Bloomberg. Os investidores, que têm vindo a reduzir as suas posições compradas em ouro nas últimas semanas, "podem ver os acontecimentos no Médio Oriente como uma oportunidade para voltar a investir", disseram ainda. 

Os Emirados Árabes Unidos fornecem ouro aos compradores na China e na Índia e servem de canal para remessas de Londres, o principal centro de negociação. O país fechou parcialmente o seu espaço aéreo e suspendeu voos no Dubai em resposta aos ataques, interrompendo temporariamente o fluxo de metal.

“O ouro continua a ser a nossa proteção preferida, é um diversificador disciplinado que tende a prolongar o seu desempenho durante os choques petrolíferos, disse Manish Kabra, chefe de estratégia de ações dos EUA do Société Générale SA, na segunda-feira, à agência financeira.

Noutros metais preciosos, a prata tomba 6,13% para 88,042 dólares por onça, enquanto a platina cede 3,35% para 2.291,25 dólares e o paládio cai 1,35% para 1.764,11 dólares.

02.03.2026

Guerra no Irão leva petróleo a registar o maior salto em quatro anos

Sebastian Widmann/AP

O barril de petróleo está a registar o maior salto em quatro anos, tendo o crude de referência para a Europa chegado a valorizar mais de 13% esta segunda-feira, com os primeiros impactos do estalar da guerra entre EUA e Irão a fazerem-se sentir pelos mercados financeiros. Apesar de o Estreito de Ormuz ainda não ter sido oficialmente fechado, as embarcações estão a enfrentar grande dificuldade a passar por um dos pontos mais estratégicos do comércio mundial -

A esta hora, o Brent - crude de referência para a Europa - reduziu os ganhos, registando agora um avanço de 7,81% para 78,56 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) - que serve de referência para os EUA - acelera em menor magnitude com ganhos de 6,43% para 71,33 dólares. O Brent chegou mesmo a negociar acima dos 82 dólares por barril pela primeira vez desde meados de janeiro do ano passado. 

"Os preços mais elevados do petróleo bruto refletem o aumento do prémio de risco político e a potencial interrupção do abastecimento, uma vez que as autoridades marítimas e as transportadoras, em resposta ao conflito, suspenderam o tráfego através do Estreito de Ormuz - ", explicam os analistas da Morningstar, numa nota enviada ao Negócios. 

Um petroleiro com a bandeira dos EUA, que opera como parte de um programa de abastecimento de combustível, foi atingido na região. Além disso, pelo menos quatro embarcações foram alvo de ataques no domingo, com as autoridades norte-americanas a classificarem a situação como "crítica". O quão depressa a circulação no Estreito de Ormuz voltar à normalidade vai ditar se o impacto nos preços do crude será sustentado - ou não

Os analistas do JPMorgan Chase, citados pela Bloomberg, estimam que uma paralisação de 25 dias no Estreito encheria os "stocks" de crude dos países produtores da região, forçando-os a reduzir em larga escala a produção de petróleo - o que pode representar um revés para a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+),

Com os ganhos desta segunda-feira, os preços do petróleo já valorizaram quase 30% desde o arranque do ano, apesar de se continuar a antecipar um grande excedente no mercado para 2026. Os mercados já vinham a incorporar um prémio de risco geopolítico no mercado nas últimas semanas, mas, mesmo assim, o estalar do conflito levou os preços a dispararem como já não se via há quatro anos.

02.03.2026

Estalar da guerra no Médio Oriente atira Wall Street ao chão

AP / Seth Wenig

As bolsas norte-americanas arrancaram a primeira sessão da semana com perdas, ainda que não muito avultadas, enquanto os investidores reagem com cautela ao primeiro dia de negociação depois de os EUA e de Israel terem atacado o Irão este sábado, 28 de fevereiro.

O S&P 500 cede 0,69% para 6.831,32 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite perde igualmente 0,69% para 22.516,79 pontos e o industrial Dow Jones recua 0,81% para 48.581,92 pontos.

O estalar do conflito armado impulsionou o dólar e o , mas alimenta a preocupação de que a subida da inflação possa afetar a economia a nível mundial. Os investidores estão a afastar-se dos ativos de risco, como as ações, e procuram ativos seguros, como o dólar ou o ouro.

“O desfecho continua altamente incerto, variando de uma saída política relativamente rápida a um efeito de contágio regional mais alargado”, disse Mathieu Racheter, chefe de estratégia de ações do Julius Baer, à Bloomberg. “No meio desta névoa de guerra, os mercados tendem a negociar probabilidades em vez de factos concretos", acrescentou.

A guerra no Irão está a agravar os ventos contrários para os mercados, em que já pairava a nuvem negra relacionada com os receios de uma disrupção causada pela inteligência artificial. Os investidores estão agora à espera de perceber quanto tempo vai durar o conflito e até onde as hostilidades se podem espalhar, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que a ação militar norte-americana no Médio Oriente poderia continuar durante semanas.

Embora Trump tenha pedido aos líderes do Irão que se rendam, o chefe de segurança da República Islâmica disse que não tem qualquer intenção de negociar com os EUA. Foram ouvidas explosões no Bahrein, nos Emirados Árabes Unidos e no Qatar na segunda-feira, quando os países do Golfo intercetaram mísseis lançados pelo Irão em resposta aos ataques conjuntos entre os EUA e Israel.

Os analistas consultados pela agência financeira dizem que o melhor é ter uma "abordagem dia-a-dia". 

Entre os principais movimentos de mercado, a Nvidia sobe 1,3%, depois de fechar acordo para investir 4 mil milhões de dólares em duas empresas que desenvolvem componentes óticos para centros de dados de inteligência artificial.


02.03.2026

Preços do gás natural e do petróleo sobem em flecha. O Negócios explica porquê

02.03.2026

Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,026%, continuou abaixo das taxas a seis (2,131%) e a 12 meses (2,229%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,131%, mais 0,003 pontos do que na sexta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.

No mesmo sentido, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou hoje para 2,229%, mais 0,007 pontos.

A Euribor a três meses também subiu hoje ao ser fixada em 2,026%, mais 0,013 pontos do que na sexta-feira.

Em 05 de fevereiro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 18 e 19 de março em Frankfurt, Alemanha.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

02.03.2026

Lufthansa e IAG tombaram mais de 10% em bolsa

Frank Hoermann/AP Images

Manhã difícil nas praças europeias para as principais companhias aéreas, em . As grandes empresas do setor arrancaram com perdas significativas, estando neste momento em ligeira recuperação, mas registando ainda quedas acentuadas.  

Leia a notícia completa .

02.03.2026

Se o conflito EUA-Irão se prolongar, crude "facilmente subirá acima dos 100 dólares"

Os preços do petróleo arrancaram a sessão desta segunda-feira - a primeira depois do ataque dos EUA ao Irão - 13% acima do valor de fecho de sexta-feira, refletindo "alguma ansiedade dos negociadores de crude", e a rota dos preços a partir de agora vai "depender de como evoluir a situação no Médio Oriente". Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe diz que um conflito que se prolongue para lá de uma semana vai ter um efeito claro de escalada dos preços.

 "Se o conflito se mantiver até ao fim de semana, sem a perspetiva de uma normalização, aí os níveis de ansiedade dos negociadores de petróleo e de toda a gente continuarão a subir. Até onde é que pode chegar o preço do petróleo é uma pergunta difícil de responder. Eu diria que facilmente vai chegar acima dos 100 dólares por barril", afirma.  

Leia a notícia completa .

02.03.2026

Europa afunda pressionada por conflito. Setor do petróleo e defesa avançam

Os principais índices europeus negoceiam com fortes perdas nesta segunda-feira e registam a maior queda desde novembro, , como é o caso das ações.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – afunda 1,48%, para os 624,49 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 1,81%, o espanhol IBEX 35 tomba 2,73%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 2,12%, o francês CAC-40 cede 1,60%, o neerlandês AEX cai 0,98%, ao passo que o britânico FTSE 100 recua 0,88%.

O setor de energia é, neste momento, o único a negociar no verde, a par do da defesa, depois de , sendo que o crude fixou já a sua maior subida em quatro anos. As ações de empresas como a Shell (+2,96%), TotalEnergies (+4,27%) e (+3,87%) beneficiam do aumento dos preços do “ouro negro”.

Já empresas do setor da defesa e segurança também estão a valorizar, sendo que um cabaz de ações de defesa do Goldman Sachs segue a somar mais de 3,6%. Nesta medida, algumas das maiores cotadas europeias desta área, como a Rheinmetall (+1,86%), a Leonardo (+4,23%) e a Thales (+3,37%) somam ganhos.

"Na Europa, as empresas de aviação foram das mais penalizadas, devido à perspetiva de menor atividade no Médio Oriente, enquanto as empresas de defesa e de energia foram as mais beneficiadas pelo choque petrolífero", avança Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe. "Os investidores estão de olhos postos no Estreito de Ormuz, que, na prática, está interdito e por onde passa cerca de 25% do petróleo mundial", acrescenta o especialista, ao mesmo tempo que ressalva que "os próximos desenvolvimentos na região serão fundamentais para avaliar a extensão e a profundidade do impacto nas bolsas, que por agora permanece modesto".

Nesta medida, , com companhias aéreas como a Deutsche Lufthansa e a Air France-KLM a recuaram mais de 7%. As ações de empresas de luxo europeias também acompanham as quedas, uma vez que a escalada do conflito ameaça a procura no Médio Oriente. A LVMH e a Hermès, por exemplo, desvalorizam mais de 3%.

Mathieu Racheter, diretor na Julius Baer, disse à Bloomberg que as ações europeias ainda estão a ser negociadas perto de máximos históricos atingidos no final da semana passada e deixam “espaço limitado para deceções” se a escalada entre os EUA e o Irão persistir. Já Andrea Tueni, do Saxo Banque France, antecipa à agência de notícias financeiras que “esta operação levará tempo. Isso aumentará a incerteza num mercado que já mostrava sinais de fraqueza e há a possibilidade de que isso possa desencadear aquilo que dará início a um movimento corretivo. É uma possibilidade, mas não tenho a certeza de que teremos a resposta nesta segunda-feira, pode levar mais tempo para descobrir”.

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