Petróleo com maior subida em quatro anos, gás natural dispara na Europa
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
Preços do gás natural na Europa disparam 25%
Também os contratos de futuros de gás natural europeu dispararam 25% – a maior subida desde agosto de 2023 – após o escalar do conflito no Médio Oriente. Em Amesterdão, às 08:52 horas os futuros de gás natural negociavam nos 38,72 euros por megawatt-hora.
"A próxima questão-chave para a negociação será durante quanto tempo o estreito permanecerá fechado", analisou Tom Marzec-Manster, diretor de gás e GNL para a Europa da empresa Wood Mackenzie".
O motivo é a paragem praticamente total das atividades de transporte marítimo no Estreito de Ormuz, à luz dos conflitos no Médio Oriente, localização por onde passa cerca de 20% do transporte mundial de petróleo e também de grandes quantidades de gás.
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Os preços do petróleo estão a registar fortes aumentos nesta segunda-feira, depois de terem escalado já cerca de 13% no arranque da sessão, registando a maior subida em quatro anos, à medida que os “traders” seguem de perto o conflito no Médio Oriente.
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Os principais índices asiáticos encerraram a negociação com fortes perdas, à medida que o conflito no Médio Oriente segue a abalar os mercados ao nível global. Os futuros dos EUA seguem a ceder mais de 1%, enquanto pela Europa recuam mais de 2% a esta hora.
Pelo Japão, o Nikkei caiu 1,35%, ao passo que o Topix perdeu 1,02%. Já o sul-coreano Kospi recuou 1%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 2,30% e o Shanghai Composite somou 0,47%. Por Taiwan, o TWSE cedeu 0,90%.
Os investidores estão a aproveitar agora para se afastarem de ativos de risco como é o caso das ações, à medida que se regista um forte aumento dos preços do petróleo e do ouro.
O impacto sobre o petróleo e a inflação é uma preocupação primordial nos mercados neste momento que, no mês passado, viram as ações dos EUA registarem a sua pior queda desde abril. “Não estou a descartar a possibilidade de uma nova escalada, mas acho que é mais provável que o mercado reverta a reação exagerada anterior e adote uma postura de esperar para ver”, disse à Bloomberg Dilin Wu, da Pepperstone. “Embora o Irão tenha montado alguma resistência, a sua capacidade é claramente limitada, e a negociação pode muito bem ser o caminho mais viável”, acrescentou.
Pela Ásia, os bancos lideraram as quedas, juntamente com tecnológicas e farmacêuticas. Já as mineradoras e as empresas de transporte marítimo contrariaram a tendência de perdas.
A “alta dependência do Japão do petróleo do Médio Oriente” provavelmente prejudicará o sentimento em relação às ações à medida que a crise no Irão se desenrola, explicou à agência de notícias financeiras Nobuhiko Kuramochi, vice-presidente do Parasol Research Institute. Setores sensíveis ao petróleo, como o de transportes, estarão entre os mais afetados, acrescentou. Nesta linha, analistas do Citigroup reviram em baixa a classificação das ações japonesas de “sobreponderadas” para “subponderadas”, citando preocupações de que “o Japão tende a ter um desempenho inferior quando se regista um aumento dos preços do petróleo”.
Noutros pontos do mercado, ações de companhias aéreas japonesas também registaram fortes perdas, com a Japan Airlines e a ANA Holdings a ceder mais de 5%. “A guerra nunca é boa para as viagens aéreas civis, e os custos mais altos do petróleo também vão diminuir a procura” por voos, escreveu Andrew Jackson, da Ortus Advisors. Em contrapartida, refinarias e exploradoras de petróleo como a Inpex (+6,08%) e a Japan Petroleum Exploration (+11,91%) ganharam terreno.
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