pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque
Ao minuto03.03.2026

Iranianos anunciam fecho do estreito de Ormuz. Rubio avisa que “piores ataques” contra Irão ainda estão por vir

Acompanhe os desenvolvimentos desta segunda-feira dos ataques dos EUA e Israel contra o Irão.

02 de Março de 2026 às 23:04
02.03.2026

Rubio avisa que “os piores ataques” contra o Irão ainda estão por vir

Rubio avisa que “os piores ataques” contra o Irão ainda estão por vir
A carregar o vídeo ...

02.03.2026

Rubio diz que EUA atacaram primeiro para impedir Teerão de retaliar ataque de Israel

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, adiantou esta segunda-feira que a ordem para atacar o Irão foi emitida depois de se ter tornado claro que Israel planeava atacar primeiro, tornando necessário incapacitar a capacidade de retaliação de Teerão.

Segundo Rubio, Washington sabia que Israel se preparava para atacar o Irão e que Teerão iria responder bombardeando bases norte-americanas no Médio Oriente.

"Se tivéssemos esperado por este ataque antes de os atacar, teríamos sofrido muito mais baixas", referiu aos jornalistas antes de uma reunião privada com membros do Congresso para os informar sobre a operação.

Por isso, afirmou, o Presidente Donald Trump tomou a "sábia decisão" de atacar primeiro.

O chefe da diplomacia norte-americana sublinhou também repetidamente que os Estados Unidos gostariam de ver o povo iraniano derrubar o seu regime, mas que esse não é o objetivo da guerra.

O objetivo do ataque ao Irão "é impedir que utilizem mísseis balísticos para ameaçar os seus vizinhos, as nossas bases e a nossa presença na região", apontou Rubio.

"É por isso que estamos a fazer o que estamos a fazer agora e, embora desejássemos ver um novo regime, a realidade é que, independentemente de quem governa aquele país daqui a um ano, não terão estes mísseis balísticos ou estes drones para nos ameaçar", insistiu Rubio durante a conferência de imprensa no Capitólio.

O governante norte-americano garantiu também que os "golpes mais duros" do Pentágono contra o Irão "ainda estão por vir" e que a próxima fase de ataques que Washington está a preparar "será ainda mais severa".

Rubio acrescentou que não sabe quanto tempo durará a Operação Epic Fury, o ataque conjunto com Israel lançado contra o Irão no sábado.

"Não sei quanto tempo levará. Temos objetivos. Vamos continuar o tempo que for necessário para os alcançar, e vamos alcançá-los: o mundo será um lugar mais seguro quando terminarmos esta operação", explicou o chefe da diplomacia norte-americana.

Marco Rubio frisou ainda que os Estados Unidos nunca atacariam uma escola deliberadamente, depois de o Irão ter denunciado ataques contra uma escola e um hospital e a morte de mais de 100 pessoas.

"Os nossos objetivos são os mísseis, tanto a capacidade de os produzir como a capacidade de os lançar", destacou.

02.03.2026

EUA atingem mais de 1.250 alvos iranianos nas primeiras 48 horas do conflito

Os Estados Unidos atingiram mais de 1.250 alvos nas primeiras 48 horas do conflito com o Irão, divulgou hoje o Exército norte-americano.

Mais de mil alvos já tinham sido atingidos no primeiro dia da operação militar, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine.

Os alvos incluem centros de comando e controlo, instalações de mísseis balísticos, navios e submarinos, bem como instalações de mísseis antinavio, de acordo com dados divulgados pelo Comando Central dos EUA (Centcom).

02.03.2026

Autoridades iranianas declaram que estreito de Ormuz está "fechado"

As autoridades iranianas disseram que o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção de petróleo global, está “fechado” e que qualquer navio que tente passar será atacado.

O anúncio foi feito por Ebrahim Jabari, conselheiro do comandante da Guarda Revolucionária do Irão, citado pelos media iranianos. “O estreito [de Ormuz] está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e a Marinha regular vão incendiar esses navios”, disse Jabari.

A navegação no estreito estava já fortemente condicionada, com várias empresas a recusarem-se a atravessar a via marítima, depois de alguns navios terem sido alvo de ataques, no seguimento da intervenção militar dos EUA e Israel no Irão e respetiva retaliação.

Apesar de já terem sido feitos vários avisos pelas autoridades iranianas a navios que procuraram atravessar o estreito desde sábado, dia do início do conflito, o estreito não tinha sido formalmente fechado à navegação.        

02.03.2026

Congresso dos EUA vai votar limites de Trump na guerra com Irão

O Congresso dos Estados Unidos prepara-se para votar esta semana iniciativas que visam limitar os poderes na guerra contra o Irão do Presidente norte-americano, Donald Trump, cujo Partido Republicano detém maioria nas duas câmaras parlamentares.

Perante um Presidente que expandiu o controlo do poder executivo sobre o legislativo desde o seu regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, alguns membros do Congresso insistem em reafirmar a autoridade dos representantes eleitos do único órgão autorizado pela Constituição a declarar guerra.

"Trump lançou uma guerra desnecessária, insensata e ilegal contra o Irão", defendeu o senador democrata Tim Kaine na rede social X logo após o início do conflito, desencadeado no sábado com bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel.

O senador apresentou uma resolução no final de janeiro a exigir que Donald Trump obtivesse autorização do Congresso para qualquer conflito com o Irão.

No sábado, apelou aos legisladores para "regressarem imediatamente" a Washington e votarem o seu texto.

Num artigo de opinião publicado no The Wall Street Journal no domingo, Tim Kaine abordou o seu acesso a informações confidenciais devido ao seu papel nas comissões do Senado (câmara alta do Congresso) e afirmou que podia dizer "sem rodeios que não havia nenhuma ameaça iminente do Irão aos Estados Unidos” que justificasse o envio de norte-americanos para outra guerra no Médio Oriente.

A questão da "ameaça iminente" está no cerne do debate sobre a legalidade da declaração de guerra ordenada por Donald Trump.

Embora o Congresso seja o único órgão autorizado a declarar guerra, uma lei de 1973 permite ao Presidente norte-americano lançar uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência criada por um ataque contra os Estados Unidos.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, utilizou hoje em conferência de imprensa o termo "guerra" para descrever o conflito em curso com o Irão, e não simplesmente uma intervenção limitada.

No seu vídeo que anuncia a operação no sábado, Donald Trump referiu-se a uma ameaça "iminente", que afirmou ser representada pela República Islâmica.

Mas para Daniel Shapiro, do ‘think tank’ (grupo de reflexão) Atlantic Council, em Washington, o líder da Casa Branca "não explicou a urgência ou a ameaça iminente que justificava uma guerra naquele momento".

"Normalmente, antes de lançarem operações de grande escala como estas, os presidentes e os seus principais conselheiros explicam ao povo norte-americano as razões pelas quais são necessárias grandes operações militares e o objetivo estratégico que procuram alcançar", analisou Shapiro num memorando citado pela agência France-Presse (AFP).

É também habitual informar o Congresso, “para que os representantes do povo possam expressar as suas opiniões", acrescentou.

Além de uma única reunião anterior aos ataques com destacados membros do Congresso nas áreas da defesa e informações, "o Presidente não fez nada disso", segundo Shapiro.

A Casa Branca afirmou no domingo que tinha notificado oficialmente estes políticos pouco antes do início dos ataques.

De acordo com a lei, o Presidente norte-americano precisa agora de obter autorização do Congresso se quiser continuar as hostilidades com o Irão por mais de 60 dias.

Voz rara no seu partido contra as políticas de Donald Trump, o republicano Thomas Massie condenou os ataques no sábado.

O congressista conservador anunciou que, juntamente com o seu colega democrata Ro Khanna, vai apresentar uma resolução na Câmara dos Representantes (câmara baixa) para "forçar uma votação no Congresso” sobre a guerra com o Irão.

"A Constituição exige uma votação, e o seu representante deve declarar formalmente a sua oposição ou apoio a esta guerra", acrescentou.

Espera-se que a resolução de Tim Kaine seja votada no Senado esta semana, bem como uma possível votação na Câmara sobre a outra resolução.

Um grande número de parlamentares republicanos, que não querem limitar os poderes militares de Donald Trump, opõe-se a estas medidas.

Mesmo que aprovadas pelo Congresso, as resoluções dificilmente sobreviveriam a um veto presidencial, uma vez que seria necessária uma maioria de dois terços em ambas as câmaras.

A administração de Donald Trump semeou a confusão com mensagens contraditórias e, por vezes, ambíguas sobre a operação militar em curso contra o Irão durante uma série de aparições públicas e entrevistas à comunicação social.

02.03.2026

Queda do regime iraniano está a aproximar-se, diz Netanyahu

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, previu a queda iminente do regime em Teerão, afirmando que se aproxima o dia em que o "valioso povo iraniano rejeitará o domínio da tirania".

"Lançámos esta campanha para afastar qualquer tentativa de renovar ameaças existenciais e também nos comprometemos a criar as condições que permitam ao valente povo iraniano livrar-se do domínio da tirania", afirmou Netanyahu.

"Esse dia está a aproximar-se. E quando chegar, Israel e os Estados Unidos estarão ao lado do povo iraniano. (...) Depende deles", acrescentou o primeiro-ministro israelita, em visita ao local de um ataque com mísseis iranianos que causou nove mortos no domingo em Bet Shemesh, perto de Jerusalém.

Os ataques iranianos a Israel provocaram pelo menos 10 mortos, enquanto no Irão são mais de 550, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano.

Meios de comunicação de social iranianos tinham noticiado, citando a Guarda Revolucionária iraniana, que o gabinete de Netanyahu e outros objetivos tinham sido atacados pelas Forças Armadas da República Islâmica "em ataques seletivos e surpresa com mísseis Kheibar", algo negado por Israel.

"É completamente falso. É só propaganda da Guarda Revolucionária" do Irão, afirmou à agência de notícias espanhola EFE um porta-voz do gabinete de Benjamin Netanyahu.

Os alarmes antiaéreos soam periodicamente em Jerusalém, onde no domingo à noite um míssil atingiu uma estrada de saída da cidade, que até agora não tinha sido atacada nem no atual conflito com o Irão nem na chamada guerra dos 12 dias de junho de 2025.

Hoje de manhã voltaram a soar e ouviram-se interceções, mas não foi relatada a queda de nenhum projétil, nem avistado fumo ou outro sinal que pudesse alertar para um impacto na cidade, indicou a EFE.

As defesas israelitas repeliram a maior parte dos projéteis iranianos, embora no domingo nove pessoas tenham morrido na sequência do impacto de um míssil numa sinagoga que abrigava um refúgio comunitário e casas vizinhas em Beit Shemesh, a cerca de 30 quilómetros de Jerusalém.

02.03.2026

Imagens mostram novos ataques norte-americanos contra o Irão

Imagens mostram novos ataques norte-americanos contra o Irão
A carregar o vídeo ...

02.03.2026

Secretário-geral da NATO diz que "não há absolutamente nenhum plano" para envolver aliança na guerra no Irão

Mark Rutte destaca-se em reflexões sobre 2025, marcando o tempo com palavras

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, elogiou a intervenção militar dos EUA e de Israel no Irão, mas excluiu a intervenção da aliança no conflito. Em entrevista a uma estação de televisão alemã, Rutte afirmou que a ofensiva está a cumprir um dos seus grandes objetivos de enfraquecer a capacidade de Teerão obter uma arma nuclear, numa altura em que os ataques de ambas as partes continuam a aumentar o número de mortes. 

"Não há absolutamente nenhum plano para que a NATO seja arrastada para isto ou faça parte disto, além de aliados individuais fazerem o que podem para possibilitar o que os americanos estão a fazer em conjunto com Israel", afirmou o secretário-geral. "É muito importante o que os EUA estão a fazer aqui, porque estão a eliminar e a enfraquecer a capacidade do Irão de obter capacidade nuclear e capacidade de mísseis balísticos", acrescentou. 

O Presidente dos EUA prevê que a ofensiva dure "quatro a cinco semanas", mas não exclui a possibilidade de demorar ainda mais tempo - numa operação que apelidou de "Operação Fúria Épica". Para Donald TRump, os objetivos são "muito claros". "Destruir os mísseis iranianos e a sua capacidade de produção. Em segundo lugar, aniquilar a capacidade naval e, em terceiro, garantir que nunca teriam capacidade de ter uma bomba nuclear. E eles estavam quase a ter uma - legitimamente, tendo em conta o antigo acordo que tinha sido assinado" com os EUA.

02.03.2026

Bruxelas diz estar focada em apoiar Estados-membros e proteger cidadãos

A Comissão Europeia disse esta segunda-feira estar focada em apoiar os Estados-membros e proteger os cidadãos das consequências da guerra no Irão, referindo que está a monitorizar os preços da energia, disrupções nos transportes e ameaças à segurança interna.

Num comunicado divulgado após uma reunião extraordinária dos comissários europeus sobre a guerra no Irão convocada pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, no sábado, a Comissão Europeia diz ter duas prioridades: "apoiar os Estados-membros e proteger os cidadãos da UE das consequências adversas derivadas dos acontecimentos no Irão e no Médio Oriente".

O executivo comunitário afirma que irá aumentar o apoio aos Estados-membros no que se refere ao repatriamento e retirada dos seus cidadãos, incluindo recorrendo ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil e ao Centro de Coordenação de Resposta de Emergência.

"A Comissão também está a reforçar a sua monitorização de possíveis riscos de disrupção a nível de transportes, designadamente no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho, e está a intensificar a coordenação com as companhias aéreas, empresas de transportes e autoridades nacionais", lê-se no comunicado.

No que se refere à energia, a Comissão Europeia indica que está a monitorizar de perto "tanto o preço como a evolução nas cadeias de abastecimento e irá convocar uma 'task force' sobre energia com os Estados-membros", que trabalhará em articulação com a Agência Internacional de Energia e que terá uma reunião já esta semana.

A nível de segurança interna, a Comissão Europeia diz que "mantém um elevado nível de vigilância" e está em "estreita cooperação com a Europol e os Estados-membros no que se refere a potenciais riscos" securitários.

"Por último, no que respeita à migração, a Comissão está a reforçar a sua preparação através de uma monitorização mais rigorosa das tendências e de uma maior cooperação com os países parceiros e as agências da ONU competentes", refere-se.

02.03.2026

"Prevemos 4 a 5 semanas de guerra, mas pode ser mais. Demore o tempo que demorar", avisa Trump

As 'tarifas recíprocas' anunciadas por Donald Trump no ano passado tinham como objetivo reduzir o défice comercial com diferentes parceiros

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o combate de larga escala contra o Irão vai continuar, "para eliminar a grande ameaça imposta à América perante este terrível regime terrorista". Trump está presente numa cerimónia de homenagem a três soldados do exército, que irão receber medalhas de honra, na Casa Branca.

"Depois de conseguirmos obliterar a capacidade nuclear do Irão, conseguimos intervir noutra localização. Avisámos o Irão para não reconstruir um programa nuclear", disse o republicano, deixando o aviso a Teerão de que não vale a pena tentar reerguer a sua capacidade noutro local, porque será igualmente destruído. 

Trump acusou a República Islâmica de estar a construir mísseis com capacidade para atingir a Europa e até aos EUA. "Seria extremamente difícil parar as intenções nucleares do Irão. Os EUA foram aqueles que tiveram a coragem de intervir e parar".

"Um regime iraniano armado com grandes mísseis balísticos e armas nucleares seria uma ameaça intolerável. A própria população iraniana estaria sob ameaça e portanto estamos muito orgulhosos de termos eliminado este regime", acrescentou. 

Deixou ainda críticas a Barack Obama, seu antecessor do primeiro mandato, para mostrar como é "diferente", dizendo que este regime iraniano atacou muitas vezes os EUA. Os objetivos norte-americanos são "muito claros: destruir os mísseis iranianos e a sua capacidade de produção. Em segundo lugar, aniquilar a capacidade naval e, em terceiro, garantir que nunca teriam capacidade de ter uma bomba nuclear. E eles estavam quase a ter uma - legitimamente, tendo em conta o antigo acordo que tinha sido assinado" com os EUA. Trump acusou ainda os iranianos de "alimentarem e fornecerem" terroristas.

Donald Trump homenageou os soldados norte-americanos que morreram na "Operação Fúria Épica" e deixou uma palavra às suas famílias.

"Vamos continuar com a nossa missão, porque este regime constitui uma ameaça aos EUA. No entanto, nós temos os militares mais corajosos e poderosos - de longe - e facilmente prevaleceremos. Leve o tempo que levar, demore o tempo que demorar. Projectamos quatro a cinco semanas de guerra, mas temos capacidade para continuar uma operação durante mais tempo. Quem disse que o Presidente ficaria aborrecido se a guerra demorasse mais tempo... eu não fico aborrecido. Não há nada de aborrecido nisto. Se me aborrecesse com facilidade não era Presidente dos EUA", afirmou Donald Trump.

02.03.2026

Trump promete atacar com ainda mais força e não exclui enviar tropas para o Irão

As 'tarifas recíprocas' anunciadas por Donald Trump no ano passado tinham como objetivo reduzir o défice comercial com diferentes parceiros

O conflito entre os EUA e o Irão estalou no sábado, mas a "maior onda [de ataques] ainda nem aconteceu". O alerta vem do Presidente norte-americano, Donald Trump, que, em entrevista à CNN, admite que o conflito possa durar cerca de quatro semanas - embora afirme que a ofensiva "está um pouco adiantada em relação ao cronograma" inicialmente estabelecido. 

"Ainda nem começamos a atacá-los com força", disse o líder da maior economia do mundo numa entrevista telefónica de nove minutos com o canal de televisão norte-americano, acrescentando que os EUA está "a dar cabo" do Irão. "Acho que [a ofensiva militar] está a correr muito bem. É muito poderosa. Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos a usá-las", afirmou ainda. 

Já numa entrevista com o New York Post, o Presidente dos EUA não excluiu a possibilidade de enviar tropas para o Irão, deixando a hipótese em cima da mesa caso a situação se complique. "Não tenho receios em relação ao envio de tropas para o terreno - como todos os presidentes dizem 'não haverá tropas no terreno'. Eu não digo isso", afirmou Donald Trump ao jornal norte-americano. 

Estas declarações chocam com os comentários de Pete Hegset, secretário de Defesa dos EUA, que tinha afirmado que o país não tinha quaisquer planos para mandar tropas para o Irão. Numa conferência de imprensa feita a partir do Pentágono, Hegset recusou dar aos jornalistas um prazo para o fim do conflito, que já levou à morte de mais de 500 pessoas, de acordo com uma organização não governamental do Irão. 

02.03.2026

Emirados Árabes Unidos retomam alguns voos a partir do Dubai

As companhias aéreas dos Emirados Árabes Unidos anunciaram que esta tarde vão retomar alguns voos a partir do aeroporto internacional do Dubai, após o tráfego aéreo no Golfo Pérsico ter sido afetado pelo conflito na região.

O aeroporto internacional do Dubai e o Dubai World Central vão retomar um número limitado de voos, enquanto as companhias Emirates e Flydubai já anunciaram que começarão a operar a partir desta tarde, dando prioridade aos passageiros que tinham reservas nos últimos dias.

Segundo a agência de notícias EFE, o tráfego aéreo foi retomado gradualmente, mas ainda de forma muito reduzida no Golfo Pérsico, com voos principalmente a transitar pela Arábia Saudita.

Na Arábia Saudita, já há aviões a partir ou a chegar de cidades como Riade, Dammam ou Yeda, sendo que também Mascate (Omã) e Aden (Iémen) têm aviões a aterrar nos seus aeroportos, assim como a Jordânia.

O Qatar, o Bahrein e o Kuwait continuam sem retomar os seus voos e a companhia aérea Qatar Airways informou hoje que as suas operações continuam suspensas devido ao encerramento do espaço aéreo do Qatar.

Hoje, a Agência Europeia para a Segurança Aérea (AESA) prolongou até à próxima sexta-feira a duração do seu aviso às companhias aéreas para que não operem no espaço aéreo do Médio Oriente.

O risco para a aviação civil deve-se, principalmente, à atividade de sistemas de defesa aérea a vários níveis de altitude e ao lançamento de mísseis e outros tipos de armamento, o que acarreta o risco de erros de identificação e de cálculo ou de falha dos procedimentos de interceção.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

02.03.2026

Egito alerta para impacto do encerramento do estreito de Ormuz no comércio internacional

O Presidente do Egito alertou esta segunda-feira para o impacto no comércio internacional do encerramento do estreito de Ormuz, no âmbito da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, pedindo diálogo às partes em conflito.

Abdel Fattah al-Sisi apelou para um processo de diálogo, no sentido de pôr fim às hostilidades, que se alastraram na região do Médio Oriente.

"Mantemo-nos em alerta perante as possíveis consequências da guerra, incluindo o fecho do estreito de Ormuz e o impacto no canal do Suez", disse o chefe de Estado egípcio, antes de sublinhar que o tráfego marítimo através desta última via, não voltou "ao nível normal" desde os ataques de 7 de outubro de 2023 realizados pelo grupo extremista palestiniano Hamas contra Israel, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.

Desta forma, transmitiu que a situação causou "perdas financeiras" e insistiu que o fecho do estreito de Ormuz afeta significativamente os fluxos de petróleo e os preços mundiais.

"O Egito deve examinar cuidadosamente todas as possibilidades e cenários", sustentou o governante, citado num comunicado publicado pela Presidência egípcia.

Abdel Fattah al-Sisi disse ainda que desenvolve, há meses, "esforços sinceros" para evitar um conflito, incluindo a mediação com os Estados Unidos e o Irão, uma vez que as guerras têm sempre "um impacto negativo sobre os países em que ocorrem e nos vizinhos".

02.03.2026

Explosões e nuvens de fumo. Ataques atingem várias zonas da capital iraniana

Explosões e nuvens de fumo: ataques atingem várias zonas da capital iraniana
A carregar o vídeo ...

02.03.2026

Montenegro espera que diálogo seja retomado e manifesta preocupação com portugueses

O primeiro-ministro português manifestou hoje o desejo de que o diálogo diplomático seja restabelecido rapidamente e que as hostilidades possam cessar, após os bombardeamentos realizados por Israel e Estados Unidos contra o Irão.

"O nosso desejo é que, muito rapidamente, seja restabelecido o diálogo diplomático e que as hostilidades possam cessar", afirmou Luís Montenegro no final da sessão de apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR)2026, em Ponte da Barca (Viana do Castelo).

O chefe de Governo disse estar a acompanhar a situação dos portugueses na região "com muita preocupação"

"Neste momento, a nossa primeira preocupação são os portugueses que se encontram na região. Temos toda a nossa estrutura consular disponível e, no terreno, para tentar acudir a todas as solicitações", frisou.

Luís Montenegro não quantificou o número de portugueses que manifestaram vontade de abandonar a região.

"Temos tido vários contactos e temos, sobretudo, feito um apelo para que todos quantos tenham essa necessidade, alguns dos quais são turistas que estão em trânsito e foram apanhados de completamente desprevenidos, possam ter acesso a um número de emergência e, através dele, entrar e contacto com o Governo para tentarmos, com as companhias aéreas agilizar o seu regresso a Portugal", reforçou.

02.03.2026

Air France prolonga suspensão de voos para Médio Oriente até quinta-feira

A Air France decidiu prolongar a suspensão dos voos para os seus quatro destinos no Médio Oriente pelo menos até quinta-feira, devido ao conflito na região, anunciou hoje a companhia aérea.

"Devido à situação de segurança no destino, a companhia decidiu prolongar a suspensão dos seus voos de e para Telavive, Beirute, Dubai e Riade até 5 de março inclusive", precisou em comunicado a transportadora.

No sábado, a companhia aérea francesa tinha anunciado a suspensão dos voos para o Médio Oriente até ao dia 03 de março, prolongando agora este período por mais dois dias.

Ainda assim, "o reinício das operações continuará sujeito a uma avaliação da situação no local", acrescentou a Air France, enquanto grande parte do espaço aéreo do Médio Oriente está fechado devido à ofensiva israelo-americana contra o Irão.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

02.03.2026

Alemanha vai enviar aviões civis à Arábia Saudita e Omã para retirar turistas

A Alemanha vai enviar aviões civis à Arábia Saudita e Omã para retirar turistas "particularmente vulneráveis" que estão retidos no Médio Oriente por causa do fecho do espaço aéreo de vários países, disse hoje o Governo alemão.

Diversos países na região do Médio Oriente fecharam o espaço aéreo na sequência dos ataques de Israel e dos EUA ao Irão, iniciados no sábado.

A Alemanha enviará "assim que for possível" aviões civis a Riade e Mascate "para os grupos particularmente vulneráveis", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Johann Wadephul.

O ministro acrescentou que está em contacto com a companhia aérea alemã Lufthansa para organizar os voos.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O balanço mais recente de vítimas mortais elevou-se para 10 em Israel, enquanto no Irão são mais de 550, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou aos portugueses que estão na região do Médio Oriente que cumpram as recomendações das autoridades locais, permaneçam em casa, e, em caso de emergência, contactem as embaixadas ou consulados.

02.03.2026

Qatar ameaça Irão com represálias

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros qatari, Majed al-Ansari, afirmou que Doha "reserva-se o direito de responder" contra o Irão após os "ataques flagrantes contra o povo do Qatar", numa altura em que Teerão está a atingir alvos norte-americanos em vários países da região.

Nesse sentido, afastou a existência de contactos com as autoridades iranianas e explicou que o país está concentrado em "defender o seu território e proteger infraestruturas essenciais". "Neste momento estamos ocupados, como podem imaginar, a defender o nosso país", acrescentou, em declarações à cadeia televisiva norte-americana CNN.

Al-Ansari lamentou ainda que o Qatar tenha enfrentado "mais de uma centena de mísseis e um grande número de 'drones'" e acusou Teerão de "visar infraestruturas civis e comerciais". Manifestou igualmente "grave preocupação" com ataques contra "posições não militares" em toda a região.

"O Exército do Qatar adotou medidas de precaução para defender as instalações no terreno, incluindo infraestruturas económicas, enquanto os líderes dos países do Golfo tomam medidas coordenadas entre si e com os Estados Unidos", esclareceu.

02.03.2026

Preços do gás natural e do petróleo sobem em flecha. O Negócios explica porquê

Preços do gás natural e do petróleo sobem em flecha. O Negócios explica porquê
A carregar o vídeo ...

02.03.2026

Governo diz que tomará medidas se necessário após aumento do preço do petróleo

O ministro da Economia admitiu esta segunda-feira que o aumento do preço do petróleo "não é uma boa notícia" e assegurou que o executivo irá, se for necessário, tomar as medidas adequadas para que a economia funcione.

"É claro que o aumento do preço do petróleo não é uma boa notícia", disse Manuel Castro Almeida, acrescentando que "Portugal hoje já resiste muito melhor ao aumento do preço do petróleo do que no passado".

À margem de uma reunião em Faro do Conselho Regional da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento (CCDR) do Algarve, o responsável governamental recordou que 70% da eletricidade consumida em Portugal tem origem em fontes renováveis e, portanto, é "menos dependente do petróleo, o que é uma vantagem competitiva para Portugal".

Para Manuel Castro Almeida, o executivo "estará sempre atento e a obrigação do Governo é estar atento para tomar, em cada momento, medidas adequadas para garantir que a economia funcione, que as pessoas tenham condições de vida e que as finanças públicas possam estar equilibradas".

Os, após o ataque dos EUA e de Israel ao Irão e as suas repercussões no Médio Oriente.

A suspensão do trânsito no estreito de Ormuz - que separa o Irão, a norte, dos Emirados e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância - terá um impacto nos preços do petróleo, que poderão superar os 100 dólares por barril, mas os efeitos dependem da duração do encerramento e se o conflito se alastra, consideram analistas.

"Nós temos reservas importantes que eu espero que durem para lá do tempo que é anunciado e o tempo que vai durar esta guerra. Neste momento, não há nada para recear a esse respeito", disse o ministro da Economia e da Coesão Territorial.

Castro Almeida afastou a possibilidade, neste momento, de haver uma revisão do orçamento provocada pelo impacto do mau tempo na economia e as consequências de um eventual aumento dos combustíveis.

02.03.2026

Pete Hegseth: operação no Irão "não é o Iraque, não é interminável”

Hegseth comenta ambições nucleares do Irão

O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, rejeitou a ideia de que a guerra contra o Irão se tornará num conflito interminável, ao contrário de outras operações militares norte-americanas na região do Médio Oriente.

“As nossas ambições não são utópicas — são realistas”, disse Hegseth numa conferência de imprensa esta segunda-feira. “Isto não é o Iraque, isto não é interminável”, acrescentou o membro da Administração Trump. “A nossa geração sabe melhor, e o Presidente [Donald Trump] também. Esta operação é uma missão decisiva e claramente devastadora”, referiu.

Hegseth rejeitou ainda a ideia de que a campanha militar contra o Irão era “um exercício de construção da democracia” naquele país, reiterando que os EUA avançaram com a operação Fúria Épica dado que Teerão estaria perto de ter uma arma nuclear. O Irão “apontou uma arma convencional à nossa cabeça”, disse secretário da Defesa.

Os comentários de Hegseth foram seguidos por uma intervenção do presidente do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, que detalhou as fases iniciais da campanha militar e que disse que “este trabalho está apenas a começar e vai continuar”. A missão, avançou Pete Hegseth, é “destruir os mísseis ofensivos iranianos, destruir a produção de mísseis iranianos, destruir a sua marinha e outras infraestruturas de segurança”. A missão é “clara, devastadora, decisiva”, concluiu, reiterando que o Irão “nunca terá armas nucleares".

O secretário da Defesa revelou ainda que, para já, a hipótese de os EUA terem uma presença militar no terreno no Irão não era de esperar, mas que não consegue prever o que será ou não feito daqui para a frente.

02.03.2026

Organização Marítima Internacional insta companhias a evitar Golfo Pérsico

A Organização Marítima Internacional (OMI), integrante da ONU, instou esta segunda-feira as companhias marítimas a "evitar o trânsito pela região" do Golfo Pérsico "até que as condições melhorem", segundo comunicado do secretário-geral, Arsenio Domínguez.

Domínguez mencionou as notícias que lhe chegaram sobre ataques a navios mercantes na região, que causaram pelo menos uma vítima mortal e vários feridos, e lamentou que as vítimas sejam "tripulações que estão simplesmente a fazer o seu trabalho e devem ser protegidas das tensões geopolíticas mais amplas".

O organismo britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), que zela pela segurança do tráfego marítimo, registou no domingo três ataques contra diferentes navios, dois deles em águas dos Emirados Árabes e um em Omã (Mascate). Esta manhã, foi relatado um novo ataque contra um navio atracado no porto do Bahrein.

Embora o UKMTO não atribua os ataques, estes seguem o padrão dos lançados no domingo pelo Irão contra países árabes vizinhos que abrigam bases militares americanas.

Perante a situação, as companhias marítimas Maersk e Mediterranean Shipping Company (MSC) anunciaram a suspensão temporária da circulação pelo estreito de Ormuz.

Seguiram-se-lhes com uma suspensão semelhante as três principais companhias japonesas de transporte marítimo (Mitsui O.S.K. Lines, Nippon Yusen e Kawasaki Kisen).

Embora o tráfego no estreito de Ormuz (que separa o Irão, a norte, dos Emirados e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância) seja praticamente nulo, nenhuma entidade oficial decretou ainda o seu encerramento.

A este respeito, o secretário-geral da OMI pediu para não se dar ouvidos aos rumores: "Exorto todas as partes interessadas a permanecerem alerta contra a desinformação e a basearem-se apenas em fontes verificadas e fiáveis ao tomarem decisões de navegação".

02.03.2026

Base das Lajes mantém movimento intenso de aviões reabastecedores norte-americanos

Base das Lajes

A Base das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores, mantém um movimento intenso de aeronaves norte-americanas, sobretudo de aviões reabastecedores, desde que Estados Unidos da América e Israel atacaram o Irão, na manhã de sábado.

Durante a manhã desta segunda-feira, saíram da Base das Lajes apenas quatro dos 15 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus, estacionados na infraestrutura há mais de uma semana.

No entanto, no domingo, foram 13 as saídas destas aeronaves que têm capacidade para reabastecer aviões militares em pleno voo.

De manhã, descolaram cinco reabastecedores, que regressaram ao início da tarde, e ao fim da tarde descolaram oito aeronaves, em dois grupos, voltando à base à noite.

Ainda que não existam informações oficiais, estas aeronaves poderão estar a reabastecer aviões militares norte-americanos que se desloquem entre os Estados Unidos e o Médio Oriente ou no percurso inverso.

Os horários das saídas e o tempo que permanecem em voo têm sido díspares.

Desde o dia 18 de fevereiro que se intensificou o movimento de aeronaves norte-americanas na Base das Lajes.

Para além dos 15 reabastecedores, passaram pela infraestrutura 12 caças F-16 Viper, um cargueiro militar C-17 Globemaster III e um cargueiro C-5M Super Galaxy, o maior avião de transporte estratégico da Força Aérea dos Estados Unidos.

Na sexta-feira, véspera do ataque ao Irão, levantaram voo das Lajes, ao início da tarde, dois reabastecedores, que regressaram à noite.

Já no sábado, descolaram cinco reabastecedores, que também só regressaram à noite.

02.03.2026

Produção de gás natural interrompida na maior central do mundo

QatarEnergy

A QatarEnergy, responsável pela unidade de produção em Ras Laffan, no Qatar, a maior central do mundo na produção de gás natural liquefeito (LNG), anunciou nesta segunda-feira a suspensão da produção naquelas instalações.

A decisão acontece depois de o complexo industrial ter sido atacado pelo Irão nesta segunda-feira e resultou numa forte subida dos preços da matéria-prima. O gás natural negociado nos Países Baixos, que serve de referência para a Europa, chegou a disparar 44,2% para 44,45 euros por megawatt-hora

Segundo a empresa, um drone atacou um depósito de água existente em Ras Laffan e um outro atacou a infraestrutura energética da unidade de produção. A informação está a ser avançada pela agência de notícias financeiras Bloomberg.

02.03.2026

Se o conflito EUA-Irão se prolongar, crude "facilmente subirá acima dos 100 dólares"

Entrevista a Ricardo Evangelista.mp4
A carregar o vídeo ...

Os preços do petróleo arrancaram a sessão desta segunda-feira - a primeira depois do ataque dos EUA ao Irão - 13% acima do valor de fecho de sexta-feira, refletindo "alguma ansiedade dos negociadores de crude", e a rota dos preços a partir de agora vai "depender de como evoluir a situação no Médio Oriente". Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe diz que um conflito que se prolongue para lá de uma semana vai ter um efeito claro de escalada dos preços.

 "Se o conflito se mantiver até ao fim de semana, sem a perspetiva de uma normalização, aí os níveis de ansiedade dos negociadores de petróleo e de toda a gente continuarão a subir. Até onde é que pode chegar o preço do petróleo é uma pergunta difícil de responder. Eu diria que facilmente vai chegar acima dos 100 dólares por barril", afirma.  

Leia a notícia completa .

02.03.2026

Caças americanos foram abatidos pelo Kuwai por engano

Vídeo mostra caça dos EUA a cair no Kuwait
A carregar o vídeo ...

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou esta segunda-feira que três caças americanos F15-E Strike Eagles foram abatidos no Kuwait num episódio de "friendly fire", isto é, foram abatidos por engano pelos sistemas de defesa do Kuwait.

Os seis tripulantes das aeronaves conseguiram ejetar-se a tempo e estão em segurança, segundo o CENTCOM. Segundo a informação avançada, os caças, que prestavam apoio à operação Epic Fury, foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait.

O caso está a ser investigado pelos dois países.

02.03.2026

Ethiopian Airlines amplia cancelamento de voos devido ao conflito no Médio Oriente

A maior companhia aérea de África, a Ethiopian Airlines, anunciou esta segunda-feira a ampliação do cancelamento de voos para destinos do Médio Oriente devido ao conflito na região, após o ataque militar que os EUA e Israel lançaram contra o Irão.

"Devido ao encerramento do espaço aéreo em vários países do Médio Oriente, a Ethiopian Airlines cancelou os seus voos com origem ou destino em Amã, Beirute, Barém, Telavive, Doha, Kuwait, Dubai, Sharjah, Abu Dhabi e Dammam até novo aviso", afirmou a companhia de bandeira etíope em comunicado.

Aos passageiros afetados pelos cancelamentos, a empresa ofereceu três opções: realocação para uma nova data de viagem assim que as operações forem retomadas, voos para destinos próximos ou reembolso completo do bilhete não utilizado.

"Continuamos a monitorizar de perto a situação e tomaremos todas as medidas necessárias para garantir a segurança e o conforto dos nossos passageiros e tripulação. Pedimos desculpa sinceramente pelos incómodos causados e agradecemos a sua compreensão", lê-se no comunicado.

No passado sábado, a Ethiopian Airlines anunciou que, "devido à atual situação de segurança no Médio Oriente", os seus voos para Amã, Tel Aviv, Dammam e Beirute ficavam cancelados.

02.03.2026

Cosco reorganiza rotas no Golfo Pérsico e procura águas seguras

A companhia estatal chinesa de navegação Cosco Shipping anunciou que está a reorganizar a rota dos seus navios no Golfo Pérsico face à situação de insegurança no Médio Oriente e às restrições ao trânsito no estreito de Ormuz.

Num aviso aos clientes datado de 1 de março, a empresa indicou que as embarcações que já entraram no Golfo, após concluírem as suas operações "e quando for seguro fazê-lo", foram instruídas a dirigir-se para águas seguras e a permanecer ancoradas ou à deriva.

Os navios com destino à região receberam orientações para priorizar a segurança da navegação, incluindo a redução da velocidade, a permanência em ancoradouros protegidos ou o cumprimento de novas instruções operacionais, de acordo com o comunicado.

A empresa acrescenta que está a avaliar planos de contingência para a carga a bordo dos navios afetados, incluindo eventuais alternativas de descarga noutros portos.

O anúncio surge depois de o Irão ter advertido que o trânsito no estreito de Ormuz já não é seguro, na sequência do conflito desencadeado após os ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra a república islâmica.

02.03.2026

Exército israelita divulga imagens de novos ataques ao Irão

Exército israelita divulga imagens de novos ataques ao Irão
A carregar o vídeo ...

02.03.2026

Ataque israelita deixa rasto de destruição no sul de Beirute

Ataque israelita deixa rasto de destruição no sul de Beirute
A carregar o vídeo ...

02.03.2026

Pelo menos 555 mortos desde o início da guerra

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel, no sábado, afirmou esta segunda-feira a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano.

Depois dos ataques “realizados em várias regiões, 131 cidades foram atingidas e, infelizmente, 555 dos nossos compatriotas foram mortos”, afirmou a organização, numa mensagem publicada nas redes sociais.

Face ao cenário, a Organização Mundial de Saúde pediu já que civis e instalações de saúde sejam poupados no Médio Oriente, apesar de o conflito estar a escalar e a abranger vários países e locais da região.

“A proteção dos civis e da saúde deve ser absoluta”, escreveu um dos responsáveis da organização, Hanan Balkhy, nas redes sociais.

“Todas as partes devem garantir que as instalações médicas se mantêm protegidas”, instou.

02.03.2026

Grupo Lufthansa suspende voos para o Médio Oriente até 8 de março

O grupo de companhias aéreas Lufthansa decidiu suspender os voos para o Médio Oriente até 8 de março, depois de Israel e os EUA terem atacado o Irão no sábado, anunciou esta segunda-feira a transportadora.

O grupo Lufthansa informou que suspende os voos para Telavive (Israel), Beirute (Líbano), Amã (Jordânia), Erbil (Iraque), Dammam (Arábia Saudita) e Teerão (Irão).

Além disso, as companhias aéreas do grupo Lufthansa, ao qual também pertencem a Swiss, a Austrian, a Brussels Airlines e a ITA, não utilizarão o espaço aéreo de Israel, Líbano, Jordânia, Iraque, Catar, Kuwait, Barém, Dammam e Irão.

Os voos para Dubai também estão suspensos até 04 de março, enquanto as companhias aéreas não utilizam o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos, precisou a mesma fonte.

02.03.2026

Caças americanos despenham-se no Kuwait, pilotos sobrevivem

O Governo do Kuwait confirmou nesta segunda-feira que um número indefinido de caças norte-americanos despenhou-se no país do Médio Oriente na segunda-feira, mas todos os pilotos sobreviveram.

A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa do Kuwait na rede social X. Segundo a mesma publicação, os tripulantes estão estáveis e o Kuwait está a coordenar com os EUA para perceber o que motivou a queda das aeronaves.

O conflito no Médio Oriente vai esta segunda-feira para o terceiro dia, depois de no sábado os EUA e Israel terem atacado o Irão, o que provocou a morte do supremo líder Al Khamenei.

02.03.2026

Refinaria na Arábia Saudita parada depois de ataque com drones

A refinaria de petróleo de Ras Tanura, na Arábia Saudita, foi esta segunda-feira alvo de um ataque de drones, anunciou o Ministério da Defesa do reino, tendo as autoridades abatido as aeronaves que se aproximavam.

A Arábia Saudita é dos países do Golfo que têm sido alvo de ataques do Irão desde sábado, em retaliação pela ofensiva de grande envergadura que os Estados Unidos e Israel têm em curso contra a República Islâmica.

Um porta-voz militar saudita fez o anúncio do ataque à refinaria através da agência estatal Saudi Press Agency, segundo a agência norte-americana AP. A agência especializada Bloomberg noticiou que a refinaria parou na sequência do ataque.

Vídeos partilhados na internet a partir do local pareceram mostrar uma espessa nuvem de fumo negro a subir após o ataque, referiu a AP.

Mesmo os drones intercetados com sucesso causam detritos que podem provocar incêndios e ferir quem se encontra no solo.

A refinaria de Ras Tanura, localizada no Golfo, é uma das maiores da região, com capacidade para 550.000 barris de petróleo bruto por dia, segundo a agência francesa AFP.

02.03.2026

Base militar britânica no Chipre atingida por drone

A base militar do Reino Unido em Akrotiri, no Chipre, foi esta segunda-feira atingida por um drone, segundo contou a Ministra dos Negócios Estrangeiros do país, Yvette Cooper, à Sky News. O drone caiu na pista e não causou vítimas, mas foram implementadas "medidas preventivas em toda a base". Familiares e pessoal não essencial foram deslocados para outros locais da ilha. Recorde-se que durante o dia de ontem foi noticiado que esta base teria sido alvo de dois mísseis iranianos.

Yvette Cooper, ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, revelou à Sky News que o país está a preparar uma operação de retirada de cidadãos britânicos do Médio Oriente. "Estamos a analisar várias opções e a trabalhar para o caso de ser necessário uma evacuação", referiu a governante. O Reino Unido tem 300 mil cidadãos na região.

02.03.2026

China pede cessar de operações militares e destaca importância estratégica de Ormuz

Pequim instou esta segunda-feira ao cessar imediato das operações militares após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, alertando para o risco de escalada e defendendo que a segurança do estreito de Ormuz é de interesse comum.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que os ataques iniciados a 28 de fevereiro “não contaram com autorização do Conselho de Segurança” das Nações Unidas e “violam o direito internacional”, apelando à prevenção de uma nova escalada.

Relativamente às advertências iranianas sobre o trânsito marítimo no Golfo Pérsico, Mao declarou que “o estreito de Ormuz e as suas águas circundantes são canais internacionais importantes para o comércio de bens e energia”.

“Salvaguardar a segurança e a estabilidade nesta região serve os interesses comuns da comunidade internacional”, acrescentou.

A porta-voz expressou ainda a preocupação de Pequim com um eventual “alastramento” dos combates a países vizinhos e sublinhou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos Estados do Conselho de Cooperação do Golfo “devem ser plenamente respeitadas”.

02.03.2026

Teerão anunciou um novo ataque com mísseis contra Israel

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou esta segunda-feira o lançamento de uma série de mísseis contra as cidades israelitas de Telavive e Haifa, bem como contra Jerusalém Oriental.

Os alvos são o "complexo governamental do regime sionista (israelita) em Telavive", ataques contra centros militares e de segurança em Haifa e um ataque contra Jerusalém Oriental, a área ocupada e anexada por Israel, afirmou a Guarda Revolucionária num comunicado transmitido pela televisão estatal.

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

02.03.2026

Explosões ouvidas perto do aeroporto iraquiano de Erbil

Explosões foram ouvidas perto do aeroporto de Erbil, no Iraque, que alberga tropas da coligação liderada pelos EUA, informou um jornalista da agência de notícias France Press.

O fotógrafo da agência de notícias francesa disse que os sistemas de defesa aérea próximos do aeroporto abateram drones.

Desde o início da campanha militar israelo-americana contra o Irão, foram intercetados drones por diversas vezes sobre Erbil, uma cidade no nordeste do Iraque que alberga um importante consulado dos EUA.

02.03.2026

Exército israelita alerta que ataques contra Hezbollah vão continuar

O exército israelita afirmou esta segunda-feira que os ataques contra o Hezbollah continuarão por dias, após a milícia xiita libanesa ter atacado instalações militares no norte de Israel, provocando uma resposta que deixou pelo menos 31 mortos e 149 feridos.

"Não estamos apenas a operar na defensiva, mas também na ofensiva. Devemos preparar-nos para os longos dias de combate que virão", disse o chefe do estado-maior do exército israelita, Eyal Zamir, após uma avaliação dos bombardeamentos contra os arredores de Beirute e o sul do Líbano.

Zamir enfatizou a necessidade de manter uma "ofensiva sustentada, operando em ondas contínuas e aproveitando constantemente as oportunidades".

No Líbano, a maioria das vítimas – 20 mortos e 91 feridos – foi registada em Dahye, nos subúrbios da capital, Beirute, enquanto os 11 mortos e 58 feridos restantes resultaram de ataques na região sul do país, informou o Centro de Operações de Emergência, em comunicado.

O Hezbollah justificou os seus ataques como uma resposta ao assassinato, no sábado, em Teerão, do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, e à continuidade dos bombardeamentos israelitas contra o Líbano, apesar do cessar-fogo de 2024.

Antes do início dos bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, no sábado, o Hezbollah tinha dito que qualquer ataque contra o 'ayatollah' Ali Khamenei seria uma linha vermelha. Entre 2023 e 2024, a formação libanesa travou um conflito com Israel, que começou como uma demonstração de apoio a Gaza e acabou por provocar mais de 4.000 mortos e 1,2 milhão de deslocados no Líbano.

02.03.2026

Coluna de fumo no topo da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait

Uma espessa coluna de fumo negra subia esta segunda-feira da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait, informou a agência France-Presse (AFP) neste emirado do Golfo.

"Não venham à embaixada", pediu a representação diplomática norte-americana em comunicado, referindo uma "ameaça persistente de ataques com mísseis e drones" e precisando que o pessoal da embaixada está "confinado no local".

Antes disso, sirenes soaram na capital do Kuwait.

A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.

O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.

Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do 'ayatollah' Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.

02.03.2026

Pelo menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas após ataques de Israel no Líbano

Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 149 ficaram feridas esta segunda-feira devido a bombardeamentos israelitas nos arredores de Beirute e sul do Líbano, em resposta a um ataque do grupo xiita libanês Hezbollah no norte de Israel.

O Exército de Israel informou que iniciou uma nova onda de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah no Líbano, depois de ordenar a retirada da população libanesa de cerca de cinquenta localidades no sul do país vizinho e bombardear Beirute, em resposta a uma ofensiva do grupo xiita com mísseis e drones contra o norte do Estado judeu.

De acordo com um comunicado em árabe divulgado na rede social X pelo porta-voz do Exército de Israel, Avichay Adraee, o Exército israelita começou a bombardear "novos alvos" do Hezbollah no Líbano, entre eles depósitos de armas e infraestruturas do grupo xiita em várias regiões do país, sem especificar quais.

O Exército de Israel ordenou na madrugada de segunda-feira a evacuação de 53 vilas e cidades do sul do Líbano, antecipando novos ataques contra o Hezbollah.

Israel lançou esta madrugada uma vaga de bombardeamentos intensa contra os bairros do sul de Beirute, logo a seguir à ofensiva do Hezbollah. O exército israelita explicou que se tratava de um "ataque seletivo" contra altos comandos do Hezbollah "na área de Beirute".

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, e o Presidente, Josep Aoun, classificaram como "irresponsável" e "perigoso" o ataque lançado hoje pelo grupo xiita Hezbollah contra o norte de Israel, condenando igualmente a ofensiva israelita contra o Líbano.

02.03.2026

Kuwait afirma ter interceptado drones que visavam país

O Kuwait declarou que a defesa aérea do país intercetou esta segunda-feira um número indeterminado de drones que visavam o país, mas sem feridos registados, segundo a agência de notícias oficial do emirado do Golfo, rico em petróleo.

A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.

O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.

Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do 'ayatollah' Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.

Pelo menos uma pessoa foi morta e outras 32 ficaram feridas no Kuwait, todas de nacionalidade estrangeira, desde o início dos ataques de retaliação iranianos, informou o Ministério da Saúde no domingo.

Israel e Estados Unidos alegaram ter lançado o ataque militar contra o Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

02.03.2026

Conflito no Médio Oriente afeta viagens de portugueses para Macau

Mais de 110 portugueses viram as suas viagens para Macau afetadas pelo encerramento de aeroportos no Médio Oriente devido ao conflito na região, disse esta segunda-feira à Lusa a Associação de Indústria Turística de Macau.

"Um grupo de cerca de 80 pessoas, que viajava de Portugal para Macau com escala no Médio Oriente, deveria ter chegado ontem, mas a viagem foi adiada", disse o presidente da associação, Wu Keng Kuong, acrescentando que "há grupos de mais de 30 pessoas de Portugal que também adiaram a viagem para Macau para um futuro próximo".

Wu explicou que o Médio Oriente é um 'hub' crucial de ligação entre a Europa e Hong Kong e Macau, "especialmente para rotas de e para Portugal", a maioria das quais com escala em Doha, Qatar ou Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

"Atualmente, a suspensão de voos em alguns dos principais aeroportos da região está a perturbar a circulação de passageiros", adiantou o responsável, mas, apesar das perturbações, o impacto global da situação no Médio Oriente no setor turístico de Macau "continua a ser reduzido", acrescentou.

A Direção dos Serviços de Turismo (DST) de Macau atualizou o aviso de viagem para o Irão e Israel para o nível mais elevado, "ameaça extrema", recomendando aos residentes da região administrativa especial que não se desloquem a estes países neste momento.

A DST recebeu até agora sete pedidos de informação relacionados com a suspensão de voos e assuntos relacionados com pessoas retidas no Dubai, Abu Dhabi e Bahrein.

02.03.2026

Irão rejeita negociar com os EUA

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, disse na madrugada desta segunda-feira que o país do Médio Oriente não vai negociar com os EUA.

Na rede social X, Ali Larijani reagiu a uma notícia avançada pelo The Wall Street Journal que dava conta da vontade deste responsáveis negociar com os EUA usando o Omã como intermediário.

"Não negociaremos com os Estados Unidos", escreveu o responsável iraniano na plataforma social, sinalizando desta forma a posição do Irão depois do ataque dos EUA e de Israel contra o país neste fim de semana e que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei.

02.03.2026

Potenciais candidatos à liderança no Irão também foram mortos, diz Trump

Donald Trump revelou mais detalhes do ataque ao Irão

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira de madrugada ao canal ABC que os potenciais candidatos identificados pelos EUA a assumirem a liderança do Irão também morreram na sequência dos ataques deste fim de semana.

"O ataque foi tão bem sucedido que derrubou a maioria dos candidatos", destacou Donald Trump.

"Não vai ser ninguém dos que estávamos a pensar porque estão todos mortos. O segundo e o terceiro lugar [na lista] estão mortos", detalhou ainda o líder americano.

Ver comentários
Últimos eventos
Últimos eventos
Noticias Mais Lidas

Mais lidas

C.Studio C•Studio C•Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.