Irão anuncia novo ataque contra Israel. Mais de 30 mortos no Líbano após retaliação israelita
Teerão anunciou um novo ataque com mísseis contra Israel
Explosões ouvidas perto do aeroporto iraquiano de Erbil
Exército israelita alerta que ataques contra Hezbollah vão continuar
Coluna de fumo no topo da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait
Pelo menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas após ataques de Israel no Líbano
Kuwait afirma ter interceptado drones que visavam país
Conflito no Médio Oriente afeta viagens de portugueses para Macau
Irão rejeita negociar com os EUA
Potenciais candidatos à liderança no Irão também foram mortos, diz Trump
China pede cessar de operações militares e destaca importância estratégica de Ormuz
Pequim instou esta segunda-feira ao cessar imediato das operações militares após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, alertando para o risco de escalada e defendendo que a segurança do estreito de Ormuz é de interesse comum.
A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que os ataques iniciados a 28 de fevereiro “não contaram com autorização do Conselho de Segurança” das Nações Unidas e “violam o direito internacional”, apelando à prevenção de uma nova escalada.
Relativamente às advertências iranianas sobre o trânsito marítimo no Golfo Pérsico, Mao declarou que “o estreito de Ormuz e as suas águas circundantes são canais internacionais importantes para o comércio de bens e energia”.
“Salvaguardar a segurança e a estabilidade nesta região serve os interesses comuns da comunidade internacional”, acrescentou.
A porta-voz expressou ainda a preocupação de Pequim com um eventual “alastramento” dos combates a países vizinhos e sublinhou que a soberania, a segurança e a integridade territorial dos Estados do Conselho de Cooperação do Golfo “devem ser plenamente respeitadas”.
Teerão anunciou um novo ataque com mísseis contra Israel
A Guarda Revolucionária do Irão anunciou esta segunda-feira o lançamento de uma série de mísseis contra as cidades israelitas de Telavive e Haifa, bem como contra Jerusalém Oriental.
Os alvos são o "complexo governamental do regime sionista (israelita) em Telavive", ataques contra centros militares e de segurança em Haifa e um ataque contra Jerusalém Oriental, a área ocupada e anexada por Israel, afirmou a Guarda Revolucionária num comunicado transmitido pela televisão estatal.
O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Explosões ouvidas perto do aeroporto iraquiano de Erbil
Explosões foram ouvidas perto do aeroporto de Erbil, no Iraque, que alberga tropas da coligação liderada pelos EUA, informou um jornalista da agência de notícias France Press.
O fotógrafo da agência de notícias francesa disse que os sistemas de defesa aérea próximos do aeroporto abateram drones.
Desde o início da campanha militar israelo-americana contra o Irão, foram intercetados drones por diversas vezes sobre Erbil, uma cidade no nordeste do Iraque que alberga um importante consulado dos EUA.
Exército israelita alerta que ataques contra Hezbollah vão continuar
O exército israelita afirmou esta segunda-feira que os ataques contra o Hezbollah continuarão por dias, após a milícia xiita libanesa ter atacado instalações militares no norte de Israel, provocando uma resposta que deixou pelo menos 31 mortos e 149 feridos.
"Não estamos apenas a operar na defensiva, mas também na ofensiva. Devemos preparar-nos para os longos dias de combate que virão", disse o chefe do estado-maior do exército israelita, Eyal Zamir, após uma avaliação dos bombardeamentos contra os arredores de Beirute e o sul do Líbano.
Zamir enfatizou a necessidade de manter uma "ofensiva sustentada, operando em ondas contínuas e aproveitando constantemente as oportunidades".
No Líbano, a maioria das vítimas – 20 mortos e 91 feridos – foi registada em Dahye, nos subúrbios da capital, Beirute, enquanto os 11 mortos e 58 feridos restantes resultaram de ataques na região sul do país, informou o Centro de Operações de Emergência, em comunicado.
O Hezbollah justificou os seus ataques como uma resposta ao assassinato, no sábado, em Teerão, do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, e à continuidade dos bombardeamentos israelitas contra o Líbano, apesar do cessar-fogo de 2024.
Antes do início dos bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, no sábado, o Hezbollah tinha dito que qualquer ataque contra o 'ayatollah' Ali Khamenei seria uma linha vermelha. Entre 2023 e 2024, a formação libanesa travou um conflito com Israel, que começou como uma demonstração de apoio a Gaza e acabou por provocar mais de 4.000 mortos e 1,2 milhão de deslocados no Líbano.
Coluna de fumo no topo da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait
Uma espessa coluna de fumo negra subia esta segunda-feira da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait, informou a agência France-Presse (AFP) neste emirado do Golfo.
"Não venham à embaixada", pediu a representação diplomática norte-americana em comunicado, referindo uma "ameaça persistente de ataques com mísseis e drones" e precisando que o pessoal da embaixada está "confinado no local".
Antes disso, sirenes soaram na capital do Kuwait.
A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.
O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.
Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do 'ayatollah' Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.
Pelo menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas após ataques de Israel no Líbano
Pelo menos 31 pessoas morreram e outras 149 ficaram feridas esta segunda-feira devido a bombardeamentos israelitas nos arredores de Beirute e sul do Líbano, em resposta a um ataque do grupo xiita libanês Hezbollah no norte de Israel.
O Exército de Israel informou que iniciou uma nova onda de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah no Líbano, depois de ordenar a retirada da população libanesa de cerca de cinquenta localidades no sul do país vizinho e bombardear Beirute, em resposta a uma ofensiva do grupo xiita com mísseis e drones contra o norte do Estado judeu.
De acordo com um comunicado em árabe divulgado na rede social X pelo porta-voz do Exército de Israel, Avichay Adraee, o Exército israelita começou a bombardear "novos alvos" do Hezbollah no Líbano, entre eles depósitos de armas e infraestruturas do grupo xiita em várias regiões do país, sem especificar quais.
O Exército de Israel ordenou na madrugada de segunda-feira a evacuação de 53 vilas e cidades do sul do Líbano, antecipando novos ataques contra o Hezbollah.
Israel lançou esta madrugada uma vaga de bombardeamentos intensa contra os bairros do sul de Beirute, logo a seguir à ofensiva do Hezbollah. O exército israelita explicou que se tratava de um "ataque seletivo" contra altos comandos do Hezbollah "na área de Beirute".
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, e o Presidente, Josep Aoun, classificaram como "irresponsável" e "perigoso" o ataque lançado hoje pelo grupo xiita Hezbollah contra o norte de Israel, condenando igualmente a ofensiva israelita contra o Líbano.
Kuwait afirma ter interceptado drones que visavam país
O Kuwait declarou que a defesa aérea do país intercetou esta segunda-feira um número indeterminado de drones que visavam o país, mas sem feridos registados, segundo a agência de notícias oficial do emirado do Golfo, rico em petróleo.
A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.
O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.
Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do 'ayatollah' Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.
Pelo menos uma pessoa foi morta e outras 32 ficaram feridas no Kuwait, todas de nacionalidade estrangeira, desde o início dos ataques de retaliação iranianos, informou o Ministério da Saúde no domingo.
Israel e Estados Unidos alegaram ter lançado o ataque militar contra o Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Conflito no Médio Oriente afeta viagens de portugueses para Macau
Mais de 110 portugueses viram as suas viagens para Macau afetadas pelo encerramento de aeroportos no Médio Oriente devido ao conflito na região, disse esta segunda-feira à Lusa a Associação de Indústria Turística de Macau.
"Um grupo de cerca de 80 pessoas, que viajava de Portugal para Macau com escala no Médio Oriente, deveria ter chegado ontem, mas a viagem foi adiada", disse o presidente da associação, Wu Keng Kuong, acrescentando que "há grupos de mais de 30 pessoas de Portugal que também adiaram a viagem para Macau para um futuro próximo".
Wu explicou que o Médio Oriente é um 'hub' crucial de ligação entre a Europa e Hong Kong e Macau, "especialmente para rotas de e para Portugal", a maioria das quais com escala em Doha, Qatar ou Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
"Atualmente, a suspensão de voos em alguns dos principais aeroportos da região está a perturbar a circulação de passageiros", adiantou o responsável, mas, apesar das perturbações, o impacto global da situação no Médio Oriente no setor turístico de Macau "continua a ser reduzido", acrescentou.
A Direção dos Serviços de Turismo (DST) de Macau atualizou o aviso de viagem para o Irão e Israel para o nível mais elevado, "ameaça extrema", recomendando aos residentes da região administrativa especial que não se desloquem a estes países neste momento.
A DST recebeu até agora sete pedidos de informação relacionados com a suspensão de voos e assuntos relacionados com pessoas retidas no Dubai, Abu Dhabi e Bahrein.
Irão rejeita negociar com os EUA
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, disse na madrugada desta segunda-feira que o país do Médio Oriente não vai negociar com os EUA.
Na rede social X, Ali Larijani reagiu a uma notícia avançada pelo The Wall Street Journal que dava conta da vontade deste responsáveis negociar com os EUA usando o Omã como intermediário.
"Não negociaremos com os Estados Unidos", escreveu o responsável iraniano na plataforma social, sinalizando desta forma a posição do Irão depois do ataque dos EUA e de Israel contra o país neste fim de semana e que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei.
Potenciais candidatos à liderança no Irão também foram mortos, diz Trump
O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira de madrugada ao canal ABC que os potenciais candidatos identificados pelos EUA a assumirem a liderança do Irão também morreram na sequência dos ataques deste fim de semana.
"O ataque foi tão bem sucedido que derrubou a maioria dos candidatos", destacou Donald Trump.
"Não vai ser ninguém dos que estávamos a pensar porque estão todos mortos. O segundo e o terceiro lugar [na lista] estão mortos", detalhou ainda o líder americano.
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