Iranianos anunciam fecho do estreito de Ormuz. Rubio avisa que “piores ataques” contra Irão ainda estão por vir
Rubio diz que EUA atacaram primeiro para impedir Teerão de retaliar ataque de Israel
EUA atingem mais de 1.250 alvos iranianos nas primeiras 48 horas do conflito
Autoridades iranianas declaram que estreito de Ormuz está "fechado"
Congresso dos EUA vai votar limites de Trump na guerra com Irão
Queda do regime iraniano está a aproximar-se, diz Netanyahu
Imagens mostram novos ataques norte-americanos contra o Irão
Secretário-geral da NATO diz que "não há absolutamente nenhum plano" para envolver aliança na guerra no Irão
Bruxelas diz estar focada em apoiar Estados-membros e proteger cidadãos
"Prevemos 4 a 5 semanas de guerra, mas pode ser mais. Demore o tempo que demorar", avisa Trump
Trump promete atacar com ainda mais força e não exclui enviar tropas para o Irão
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Rubio avisa que “os piores ataques” contra o Irão ainda estão por vir
Rubio diz que EUA atacaram primeiro para impedir Teerão de retaliar ataque de Israel
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, adiantou esta segunda-feira que a ordem para atacar o Irão foi emitida depois de se ter tornado claro que Israel planeava atacar primeiro, tornando necessário incapacitar a capacidade de retaliação de Teerão.
Segundo Rubio, Washington sabia que Israel se preparava para atacar o Irão e que Teerão iria responder bombardeando bases norte-americanas no Médio Oriente.
"Se tivéssemos esperado por este ataque antes de os atacar, teríamos sofrido muito mais baixas", referiu aos jornalistas antes de uma reunião privada com membros do Congresso para os informar sobre a operação.
Por isso, afirmou, o Presidente Donald Trump tomou a "sábia decisão" de atacar primeiro.
O chefe da diplomacia norte-americana sublinhou também repetidamente que os Estados Unidos gostariam de ver o povo iraniano derrubar o seu regime, mas que esse não é o objetivo da guerra.
O objetivo do ataque ao Irão "é impedir que utilizem mísseis balísticos para ameaçar os seus vizinhos, as nossas bases e a nossa presença na região", apontou Rubio.
"É por isso que estamos a fazer o que estamos a fazer agora e, embora desejássemos ver um novo regime, a realidade é que, independentemente de quem governa aquele país daqui a um ano, não terão estes mísseis balísticos ou estes drones para nos ameaçar", insistiu Rubio durante a conferência de imprensa no Capitólio.
O governante norte-americano garantiu também que os "golpes mais duros" do Pentágono contra o Irão "ainda estão por vir" e que a próxima fase de ataques que Washington está a preparar "será ainda mais severa".
Rubio acrescentou que não sabe quanto tempo durará a Operação Epic Fury, o ataque conjunto com Israel lançado contra o Irão no sábado.
"Não sei quanto tempo levará. Temos objetivos. Vamos continuar o tempo que for necessário para os alcançar, e vamos alcançá-los: o mundo será um lugar mais seguro quando terminarmos esta operação", explicou o chefe da diplomacia norte-americana.
Marco Rubio frisou ainda que os Estados Unidos nunca atacariam uma escola deliberadamente, depois de o Irão ter denunciado ataques contra uma escola e um hospital e a morte de mais de 100 pessoas.
"Os nossos objetivos são os mísseis, tanto a capacidade de os produzir como a capacidade de os lançar", destacou.
EUA atingem mais de 1.250 alvos iranianos nas primeiras 48 horas do conflito
Os Estados Unidos atingiram mais de 1.250 alvos nas primeiras 48 horas do conflito com o Irão, divulgou hoje o Exército norte-americano.
Mais de mil alvos já tinham sido atingidos no primeiro dia da operação militar, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine.
Os alvos incluem centros de comando e controlo, instalações de mísseis balísticos, navios e submarinos, bem como instalações de mísseis antinavio, de acordo com dados divulgados pelo Comando Central dos EUA (Centcom).
Autoridades iranianas declaram que estreito de Ormuz está "fechado"
As autoridades iranianas disseram que o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção de petróleo global, está “fechado” e que qualquer navio que tente passar será atacado.
O anúncio foi feito por Ebrahim Jabari, conselheiro do comandante da Guarda Revolucionária do Irão, citado pelos media iranianos. “O estreito [de Ormuz] está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e a Marinha regular vão incendiar esses navios”, disse Jabari.
A navegação no estreito estava já fortemente condicionada, com várias empresas a recusarem-se a atravessar a via marítima, depois de alguns navios terem sido alvo de ataques, no seguimento da intervenção militar dos EUA e Israel no Irão e respetiva retaliação.
Apesar de já terem sido feitos vários avisos pelas autoridades iranianas a navios que procuraram atravessar o estreito desde sábado, dia do início do conflito, o estreito não tinha sido formalmente fechado à navegação.
Congresso dos EUA vai votar limites de Trump na guerra com Irão
O Congresso dos Estados Unidos prepara-se para votar esta semana iniciativas que visam limitar os poderes na guerra contra o Irão do Presidente norte-americano, Donald Trump, cujo Partido Republicano detém maioria nas duas câmaras parlamentares.
Perante um Presidente que expandiu o controlo do poder executivo sobre o legislativo desde o seu regressou à Casa Branca, em janeiro de 2025, alguns membros do Congresso insistem em reafirmar a autoridade dos representantes eleitos do único órgão autorizado pela Constituição a declarar guerra.
"Trump lançou uma guerra desnecessária, insensata e ilegal contra o Irão", defendeu o senador democrata Tim Kaine na rede social X logo após o início do conflito, desencadeado no sábado com bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel.
O senador apresentou uma resolução no final de janeiro a exigir que Donald Trump obtivesse autorização do Congresso para qualquer conflito com o Irão.
No sábado, apelou aos legisladores para "regressarem imediatamente" a Washington e votarem o seu texto.
Num artigo de opinião publicado no The Wall Street Journal no domingo, Tim Kaine abordou o seu acesso a informações confidenciais devido ao seu papel nas comissões do Senado (câmara alta do Congresso) e afirmou que podia dizer "sem rodeios que não havia nenhuma ameaça iminente do Irão aos Estados Unidos” que justificasse o envio de norte-americanos para outra guerra no Médio Oriente.
A questão da "ameaça iminente" está no cerne do debate sobre a legalidade da declaração de guerra ordenada por Donald Trump.
Embora o Congresso seja o único órgão autorizado a declarar guerra, uma lei de 1973 permite ao Presidente norte-americano lançar uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência criada por um ataque contra os Estados Unidos.
O secretário da Defesa, Pete Hegseth, utilizou hoje em conferência de imprensa o termo "guerra" para descrever o conflito em curso com o Irão, e não simplesmente uma intervenção limitada.
No seu vídeo que anuncia a operação no sábado, Donald Trump referiu-se a uma ameaça "iminente", que afirmou ser representada pela República Islâmica.
Mas para Daniel Shapiro, do ‘think tank’ (grupo de reflexão) Atlantic Council, em Washington, o líder da Casa Branca "não explicou a urgência ou a ameaça iminente que justificava uma guerra naquele momento".
"Normalmente, antes de lançarem operações de grande escala como estas, os presidentes e os seus principais conselheiros explicam ao povo norte-americano as razões pelas quais são necessárias grandes operações militares e o objetivo estratégico que procuram alcançar", analisou Shapiro num memorando citado pela agência France-Presse (AFP).
É também habitual informar o Congresso, “para que os representantes do povo possam expressar as suas opiniões", acrescentou.
Além de uma única reunião anterior aos ataques com destacados membros do Congresso nas áreas da defesa e informações, "o Presidente não fez nada disso", segundo Shapiro.
A Casa Branca afirmou no domingo que tinha notificado oficialmente estes políticos pouco antes do início dos ataques.
De acordo com a lei, o Presidente norte-americano precisa agora de obter autorização do Congresso se quiser continuar as hostilidades com o Irão por mais de 60 dias.
Voz rara no seu partido contra as políticas de Donald Trump, o republicano Thomas Massie condenou os ataques no sábado.
O congressista conservador anunciou que, juntamente com o seu colega democrata Ro Khanna, vai apresentar uma resolução na Câmara dos Representantes (câmara baixa) para "forçar uma votação no Congresso” sobre a guerra com o Irão.
"A Constituição exige uma votação, e o seu representante deve declarar formalmente a sua oposição ou apoio a esta guerra", acrescentou.
Espera-se que a resolução de Tim Kaine seja votada no Senado esta semana, bem como uma possível votação na Câmara sobre a outra resolução.
Um grande número de parlamentares republicanos, que não querem limitar os poderes militares de Donald Trump, opõe-se a estas medidas.
Mesmo que aprovadas pelo Congresso, as resoluções dificilmente sobreviveriam a um veto presidencial, uma vez que seria necessária uma maioria de dois terços em ambas as câmaras.
A administração de Donald Trump semeou a confusão com mensagens contraditórias e, por vezes, ambíguas sobre a operação militar em curso contra o Irão durante uma série de aparições públicas e entrevistas à comunicação social.
Queda do regime iraniano está a aproximar-se, diz Netanyahu
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, previu a queda iminente do regime em Teerão, afirmando que se aproxima o dia em que o "valioso povo iraniano rejeitará o domínio da tirania".
"Lançámos esta campanha para afastar qualquer tentativa de renovar ameaças existenciais e também nos comprometemos a criar as condições que permitam ao valente povo iraniano livrar-se do domínio da tirania", afirmou Netanyahu.
"Esse dia está a aproximar-se. E quando chegar, Israel e os Estados Unidos estarão ao lado do povo iraniano. (...) Depende deles", acrescentou o primeiro-ministro israelita, em visita ao local de um ataque com mísseis iranianos que causou nove mortos no domingo em Bet Shemesh, perto de Jerusalém.
Os ataques iranianos a Israel provocaram pelo menos 10 mortos, enquanto no Irão são mais de 550, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano.
Meios de comunicação de social iranianos tinham noticiado, citando a Guarda Revolucionária iraniana, que o gabinete de Netanyahu e outros objetivos tinham sido atacados pelas Forças Armadas da República Islâmica "em ataques seletivos e surpresa com mísseis Kheibar", algo negado por Israel.
"É completamente falso. É só propaganda da Guarda Revolucionária" do Irão, afirmou à agência de notícias espanhola EFE um porta-voz do gabinete de Benjamin Netanyahu.
Os alarmes antiaéreos soam periodicamente em Jerusalém, onde no domingo à noite um míssil atingiu uma estrada de saída da cidade, que até agora não tinha sido atacada nem no atual conflito com o Irão nem na chamada guerra dos 12 dias de junho de 2025.
Hoje de manhã voltaram a soar e ouviram-se interceções, mas não foi relatada a queda de nenhum projétil, nem avistado fumo ou outro sinal que pudesse alertar para um impacto na cidade, indicou a EFE.
As defesas israelitas repeliram a maior parte dos projéteis iranianos, embora no domingo nove pessoas tenham morrido na sequência do impacto de um míssil numa sinagoga que abrigava um refúgio comunitário e casas vizinhas em Beit Shemesh, a cerca de 30 quilómetros de Jerusalém.
Imagens mostram novos ataques norte-americanos contra o Irão
Secretário-geral da NATO diz que "não há absolutamente nenhum plano" para envolver aliança na guerra no Irão
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, elogiou a intervenção militar dos EUA e de Israel no Irão, mas excluiu a intervenção da aliança no conflito. Em entrevista a uma estação de televisão alemã, Rutte afirmou que a ofensiva está a cumprir um dos seus grandes objetivos de enfraquecer a capacidade de Teerão obter uma arma nuclear, numa altura em que os ataques de ambas as partes continuam a aumentar o número de mortes.
"Não há absolutamente nenhum plano para que a NATO seja arrastada para isto ou faça parte disto, além de aliados individuais fazerem o que podem para possibilitar o que os americanos estão a fazer em conjunto com Israel", afirmou o secretário-geral. "É muito importante o que os EUA estão a fazer aqui, porque estão a eliminar e a enfraquecer a capacidade do Irão de obter capacidade nuclear e capacidade de mísseis balísticos", acrescentou.
O Presidente dos EUA prevê que a ofensiva dure "quatro a cinco semanas", mas não exclui a possibilidade de demorar ainda mais tempo - numa operação que apelidou de "Operação Fúria Épica". Para Donald TRump, os objetivos são "muito claros". "Destruir os mísseis iranianos e a sua capacidade de produção. Em segundo lugar, aniquilar a capacidade naval e, em terceiro, garantir que nunca teriam capacidade de ter uma bomba nuclear. E eles estavam quase a ter uma - legitimamente, tendo em conta o antigo acordo que tinha sido assinado" com os EUA.
Bruxelas diz estar focada em apoiar Estados-membros e proteger cidadãos
A Comissão Europeia disse esta segunda-feira estar focada em apoiar os Estados-membros e proteger os cidadãos das consequências da guerra no Irão, referindo que está a monitorizar os preços da energia, disrupções nos transportes e ameaças à segurança interna.
Num comunicado divulgado após uma reunião extraordinária dos comissários europeus sobre a guerra no Irão convocada pela presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, no sábado, a Comissão Europeia diz ter duas prioridades: "apoiar os Estados-membros e proteger os cidadãos da UE das consequências adversas derivadas dos acontecimentos no Irão e no Médio Oriente".
O executivo comunitário afirma que irá aumentar o apoio aos Estados-membros no que se refere ao repatriamento e retirada dos seus cidadãos, incluindo recorrendo ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil e ao Centro de Coordenação de Resposta de Emergência.
"A Comissão também está a reforçar a sua monitorização de possíveis riscos de disrupção a nível de transportes, designadamente no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho, e está a intensificar a coordenação com as companhias aéreas, empresas de transportes e autoridades nacionais", lê-se no comunicado.
No que se refere à energia, a Comissão Europeia indica que está a monitorizar de perto "tanto o preço como a evolução nas cadeias de abastecimento e irá convocar uma 'task force' sobre energia com os Estados-membros", que trabalhará em articulação com a Agência Internacional de Energia e que terá uma reunião já esta semana.
A nível de segurança interna, a Comissão Europeia diz que "mantém um elevado nível de vigilância" e está em "estreita cooperação com a Europol e os Estados-membros no que se refere a potenciais riscos" securitários.
"Por último, no que respeita à migração, a Comissão está a reforçar a sua preparação através de uma monitorização mais rigorosa das tendências e de uma maior cooperação com os países parceiros e as agências da ONU competentes", refere-se.
"Prevemos 4 a 5 semanas de guerra, mas pode ser mais. Demore o tempo que demorar", avisa Trump
O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o combate de larga escala contra o Irão vai continuar, "para eliminar a grande ameaça imposta à América perante este terrível regime terrorista". Trump está presente numa cerimónia de homenagem a três soldados do exército, que irão receber medalhas de honra, na Casa Branca.
"Depois de conseguirmos obliterar a capacidade nuclear do Irão, conseguimos intervir noutra localização. Avisámos o Irão para não reconstruir um programa nuclear", disse o republicano, deixando o aviso a Teerão de que não vale a pena tentar reerguer a sua capacidade noutro local, porque será igualmente destruído.
Trump acusou a República Islâmica de estar a construir mísseis com capacidade para atingir a Europa e até aos EUA. "Seria extremamente difícil parar as intenções nucleares do Irão. Os EUA foram aqueles que tiveram a coragem de intervir e parar".
"Um regime iraniano armado com grandes mísseis balísticos e armas nucleares seria uma ameaça intolerável. A própria população iraniana estaria sob ameaça e portanto estamos muito orgulhosos de termos eliminado este regime", acrescentou.
Deixou ainda críticas a Barack Obama, seu antecessor do primeiro mandato, para mostrar como é "diferente", dizendo que este regime iraniano atacou muitas vezes os EUA. Os objetivos norte-americanos são "muito claros: destruir os mísseis iranianos e a sua capacidade de produção. Em segundo lugar, aniquilar a capacidade naval e, em terceiro, garantir que nunca teriam capacidade de ter uma bomba nuclear. E eles estavam quase a ter uma - legitimamente, tendo em conta o antigo acordo que tinha sido assinado" com os EUA. Trump acusou ainda os iranianos de "alimentarem e fornecerem" terroristas.
Donald Trump homenageou os soldados norte-americanos que morreram na "Operação Fúria Épica" e deixou uma palavra às suas famílias.
"Vamos continuar com a nossa missão, porque este regime constitui uma ameaça aos EUA. No entanto, nós temos os militares mais corajosos e poderosos - de longe - e facilmente prevaleceremos. Leve o tempo que levar, demore o tempo que demorar. Projectamos quatro a cinco semanas de guerra, mas temos capacidade para continuar uma operação durante mais tempo. Quem disse que o Presidente ficaria aborrecido se a guerra demorasse mais tempo... eu não fico aborrecido. Não há nada de aborrecido nisto. Se me aborrecesse com facilidade não era Presidente dos EUA", afirmou Donald Trump.
Trump promete atacar com ainda mais força e não exclui enviar tropas para o Irão
O conflito entre os EUA e o Irão estalou no sábado, mas a "maior onda [de ataques] ainda nem aconteceu". O alerta vem do Presidente norte-americano, Donald Trump, que, em entrevista à CNN, admite que o conflito possa durar cerca de quatro semanas - embora afirme que a ofensiva "está um pouco adiantada em relação ao cronograma" inicialmente estabelecido.
"Ainda nem começamos a atacá-los com força", disse o líder da maior economia do mundo numa entrevista telefónica de nove minutos com o canal de televisão norte-americano, acrescentando que os EUA está "a dar cabo" do Irão. "Acho que [a ofensiva militar] está a correr muito bem. É muito poderosa. Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos a usá-las", afirmou ainda.
Já numa entrevista com o New York Post, o Presidente dos EUA não excluiu a possibilidade de enviar tropas para o Irão, deixando a hipótese em cima da mesa caso a situação se complique. "Não tenho receios em relação ao envio de tropas para o terreno - como todos os presidentes dizem 'não haverá tropas no terreno'. Eu não digo isso", afirmou Donald Trump ao jornal norte-americano.
Estas declarações chocam com os comentários de Pete Hegset, secretário de Defesa dos EUA, que tinha afirmado que o país não tinha quaisquer planos para mandar tropas para o Irão. Numa conferência de imprensa feita a partir do Pentágono, Hegset recusou dar aos jornalistas um prazo para o fim do conflito, que já levou à morte de mais de 500 pessoas, de acordo com uma organização não governamental do Irão.
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