Negociação entre Governo, patrões e UGT ainda “não está concluída”
Os líderes da UGT e das confederações patronais saíram de mais uma reunião de quatro horas no Ministério do Trabalho (MTSSS) sem vontade de falar aos jornalistas, mas acabaram por dizer, lado a lado e em frente às televisões, que a negociação não ficou concluída.
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“Estamos numa fase negocial que não está concluída. Para continuar nessa fase negocial precisamos de mais tempo”, disse Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial (CIP), que à entrada para a reunião tinha dito que esperava que o encontro fosse conclusivo. “Estamos a construir soluções”, tendo em conta as visões "diferentes" de cada parte.
No encontro “discutimos uma série de pontos e vamos continuar a trabalhar nesses pontos”, disse João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços (CCP). “Em cada reunião que fazemos avançamos sempre alguma coisa mas não avançámos o suficiente para dizer que estamos em condições de fazer um acordo”, acrescentou, recusando falar de medidas concretas.
O trabalho de negociações “não acabou”, referiu Mário Mourão, secretário-geral da UGT, desvalorizando aquela que acabou por ser uma breve declaração conjunta com os líderes da CIP e da CCP. “Não significa nada, significa que a reunião acabou. Continuamos as negociações. As reuniões não acabaram”, disse.
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Sobre a intenção manifestada de manhã pela CIP de avançar para uma negociação sobre rendimentos que envolva o salário mínimo, Mário Mourão disse que a UGT concorda com “tudo o que seja para aumentar o poder de compra”.
“A UGT está de acordo. Agora, não chegámos ainda a nenhuma discussão sobre essa matéria. Há muitas coisas que ainda falta discutir e será prematuro estarmos aqui a pôr as questões que ainda falta discutir. Eu também tenho de prestar contas aos dirigentes da UGT”, respondeu.
A UGT tem dito que um eventual acordo ou desacordo será decidido pelos seus órgãos. O secretariado nacional que estava previsto para a próxima quinta-feira não se realizará, segundo a UGT, estando agora previsto para 9 de abril.
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Quanto tempo é que o processo vai demorar? “Não sei. Sinceramente não sei. Tem de perguntar ao Governo”, respondeu Mário Mourão. Ao contrário do que tem sido habitual, a ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, não falou aos jornalistas.
Estão previstas mais reuniões no Ministério do Trabalho, mas de acordo com João Vieira Lopes, presidente da CCP, a data não estará decidida.
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