CIP quer concluir negociações sobre lei laboral. “Portugal está um bocadinho cansado”
Armindo Monteiro disse aos jornalistas que quer concluir a negociação sobre as alterações à lei laboral esta terça-feira. Depois de fechada esta questão, vai propor um plano de rendimentos que inclua a subida do salário mínimo.
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O presidente da Confederação Empresarial (CIP) afirmou que quer concluir esta terça-feira as negociações tripartidas sobre lei laboral e acrescentou que vai depois propor uma espécie de novo acordo de rendimentos que inclua a subida do salário mínimo.
“Esperamos concluir este processo hoje”, disse aos jornalistas o presidente da Confederação Empresarial (CIP), o único que prestou declarações à entrada para mais uma reunião com vista a um eventual acordo tripartido, no Ministério do Trabalho (MTSSS).
“Esperamos concluir este processo porque verdadeiramente acreditamos que Portugal está um bocadinho cansado desta negociação”, acrescentou.
Depois, o presidente da Confederação Empresarial (CIP) disse que uma vez concluída esta fase do processo vai propor uma espécie de revisão do acordo de rendimentos que inclua a subida do salário mínimo.
“Nós vamos propor, esperamos que assim que terminar este processo, um plano para aumentarmos a economia, aumentarmos os salários e aumentarmos rendimentos”, disse.
“O senhor primeiro ministro propôs há relativamente pouco tempo a subida do salário mínimo e aparentemente ninguém ligou a esse objetivo. Nós queremos dizer que ligamos e queremos contribuir para que ele seja possível.”
Na véspera da greve geral convocada pela CGTP e pela UGT a propósito das alterações ao Código do Trabalho, a 10 de dezembro, o primeiro-ministro sugeriu que seria possível um salário mínimo de 1.600 euros no final da legislatura, em vez dos 1.100 euros atualmente previstos.
"Nós não queremos crescer 2% ao ano. Queremos crescer 3%, 3,5%, 4%. Nós queremos que o salário mínimo não chegue aos 1.100 [euros]. Esse é o objetivo que temos para esta legislatura, mas nós queremos mais. Que chegue aos 1.500 ou aos 1.600", disse no encerramento do X Congresso Nacional dos Autarcas Social-Democratas (ASD), no Porto.
Um dia depois da greve geral, a 12 de dezembro, o ministro das Finanças não se comprometeu. "Seria especular" dizer daqui a quanto tempo será possível chegar aos 1.600 euros pois "depende de muitas variáveis”, disse Miranda Sarmento, em Bruxelas. “Temos de ter ambição, e ambição de reformar o país, aumentar a produtividade, mais crescimento económico".
O salário mínimo está atualmente nos 920 euros.