Sistema de depósito e reembolso de embalagens ainda a meio gás

Um mês depois de entrar em vigor, apesar de estarem instaladas 2.500 máquinas muitas das embalagens ainda não possuem o selo do Volta.
O novo sistema de reciclagem de embalagens entrou em funcionamento há um mês.
DR
Lusa 13:05

Um mês depois de entrar em funcionamento, o novo sistema de reciclagem está a meio gás, com a maioria das embalagens ainda incompatíveis para serem recicladas, embora a empresa gestora assegure que a rede de recolha está quase concluída.

No domingo, o Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) de embalagens de bebida para reciclagem, denominado "Volta", completa um mês.

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A SDR Portugal - entidade gestora licenciada pela Agência Portuguesa do Ambiente e pela Direção Geral da Economia - para a implementação e gestão do SDR disse à Lusa que o mecanismo "arrancou de forma progressiva no passado dia 10 de abril com mais de 90% da rede de pontos automáticos Volta instalada em todo o território nacional".

As embalagens de bebidas (garrafas e latas, de plástico, metal ou alumínio, inferiores a 3 litros) com o símbolo do sistema - uma seta em forma de ferradura e a palavra Volta - passaram a custar 10 cêntimos a mais.

As pessoas podem ter os 10 cêntimos de volta se depositarem embalagens com o símbolo Volta, vazias, intactas, com tampa (no caso das garrafas), com código de barras legível em máquinas do SDR, que se encontram junto de supermercados.

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Segundo a empresa, existem 2.500 máquinas, mas prevê-se que este número se aproxime das 3.000.

Apesar de as máquinas estarem instaladas, muitas das embalagens ainda não possuem o selo do Volta, encontrando-se a vigorar um período de transição até 9 de agosto.

Na semana passada, a Lusa constatou que a maioria das embalagens à venda em alguns supermercados da capital ainda não podem ser depositadas em máquinas Volta porque não têm o logotipo do sistema.

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No centro comercial Colombo e no centro comercial Fonte Nova as máquinas Volta estão colocadas nos parques de estacionamento e os supermercados desses centros tinham mais embalagens sem o símbolo Volta do que com o logotipo.

À Lusa o SDR admitiu que as principais dúvidas dos consumidores estão relacionadas com as condições de elegibilidade das embalagens, assim como o valor de depósito e formas de reembolso, localização dos pontos Volta e o período de transição.

O SDR Portugal explicou ainda à Lusa numa resposta escrita que em restaurantes, cafés e hotéis o sistema funciona de forma diferente consoante o tipo de consumo.

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Nestes setores, quando o cliente paga apenas no fim da refeição, não deve ser cobrado o depósito de 10 cêntimos, exceto se a embalagem for levada pelo consumidor ou se estiver danificada. Nesses casos, o depósito pode ser cobrado.

Quando o pagamento é feito antes do consumo, o valor do depósito deve ser cobrado ao cliente e devolvido quando a embalagem é entregue em condições adequadas e, se necessário, mediante apresentação do comprovativo de compra.

O Volta pretende reciclar 90% dos produtos abrangidos até 2029.

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