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Gaia perspectiva investimento de 500 milhões de euros em reabilitação urbana

O presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, previu um investimento de cerca de 500 milhões de euros em Reabilitação Urbana neste concelho, aproveitando fundos europeus, em áreas que vão "muito além do Centro Histórico".

Correio da Manhã
28 de Março de 2014 às 21:14

"Do ponto de vista do espaço público em que a Câmara se pode envolver, conjuntamente com os fundos comunitários, podermos ultrapassar os 500 milhões de euros de intervenção para os anos [ciclo 2014/20] do quadro comunitário (...). Se a comparticipação europeia [85 a 90%] se situar no que é previsto, estamos a falar de um esforço que, apesar de tudo, para o município não é pequeno", disse Eduardo Vítor Rodrigues.

Falando à margem da inauguração da Loja de Reabilitação Urbana de Gaia, que se situa entre o Largo da igreja de Santa Marinha e o convento de Corpus Christi, Vítor Rodrigues referiu que este projecto vai muito para além da zona histórica. "Estamos a trabalhar nas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) de todo o concelho. Os dados disponíveis apontam para 40/50 espaços de ARU", disse.

As Encostas do Douro, a Serra de Canelas, o Monte da Virgem e o Monte Murado foram apontados como prioridades.

A concretização destas previsões depende do apoio de verbas europeias, mas o presidente da Câmara disse estar "optimista" e explicou que Gaia não quer "perder este comboio". "Tanto quanto me é possível prever, sabendo do dinheiro adstrito à região Norte e o que nós [Gaia] temos de potencial, julgo que podemos estar muito optimistas", disse o autarca.

"Muito honestamente para todo Portugal, excepto para a zona da capital, mesmo as câmaras mais ou menos aliviadas, sem fundos comunitários não fazem nada (...). O Orçamento de Estado e os orçamentos municipais são insuficientes", acrescentou Vítor Rodrigues, quando questionado sobre se a autarquia terá meios, tendo em conta a sua dívida, para avançar com este projecto sem fundos da Europa.

A Reabilitação Urbana é vista por Vítor Rodrigues como "uma oportunidade de criar coesão no território". O autarca vincou a ideia de evitar que estes projectos sirvam de "purga para os locais porque muitas vezes não são os autóctones que lá ficam a murar mas sim os técnicos" e nesse contexto elogiou o processo de reabilitação do Centro Histórico de Guimarães, preferindo-o ao do Porto.

Questionado sobre que "erros" foram deixados pelo anterior executivo de Gaia, Vítor Rodrigues falou da "excessiva densificação urbana no concelho", considerando que esta "não foi acompanhada de transportes e espaços verdes", o que terá tornado o "território em dormitórios modernos", a par do "desprezo da zona ribeirinha" face à orla marítima.

Hoje, na inauguração da Loja de Reabilitação Urbana, os responsáveis da empresa municipal Gaiurb - Urbanismo e Habitação adiantaram que vão ser criadas três Bolsas: Imóveis, Materiais e Serviços.

Estão também a ser pensados incentivos que podem passar por redução ou isenção de taxas para particulares ou investidores privados, bem como condições especiais de financiamento através de protocolo bancário.

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