Autarquias Helena Roseta deixa Câmara de Lisboa

Helena Roseta deixa Câmara de Lisboa

A atual presidente da assembleia municipal de Lisboa anunciou esta quinta feira que decidiu renunciar ao mandato de deputada municipal. Roseta foi eleita pelo movimento cidadãos por Lisboa e esteve na câmara mais de uma década. A Salgado deixa um recado: “ficar é um erro político grave”.
Helena Roseta deixa Câmara de Lisboa
Filomena Lança 17 de outubro de 2019 às 20:53

No final deste mês Helena Roseta deixa as funções de deputada municipal e de presidente da Assembleia Municipal de Lisboa. O anúncio da renúncia foi feito esta quinta-feira num jantar com membros do movimento Cidadãos por Lisboa, pelo qual foi eleita para a autarquia da capital.

 

A arquiteta e especialista na área da habitação, deixou também este ano o Parlamento, onde exerceu o cargo de deputada aí eleita como independente pelo PS. "Quase aos 72 anos, chegou o momento de reivindicar ter o meu tempo próprio", afirmou. "Vou-me reformar de cargos políticos, mas não da política, nem da vida", declarou.

 

Em jeito de despedida, Helena Roseta voltou ao tema a que sempre se dedicou, o da habitação, sublinhando que no caso de Lisboa, "o problema da habitação não se resolve só na cidade" e que, à semelhança até do que já se fez com os transportes, "precisamos de um programa metropolitano para a habitação."

 

"É um desafio que deixo", afirmou. "Para não termos um centro cada vez mais caro e as pessoas a viverem cada vez mais longe do centro, a afastarem-se cada vez mais para a periferia".

 

"As cidades são o palco onde as coisa estão a acontecer" e há "coisas que cada cidadão pode fazer por elas: conhecer, cuidar e exigir", declarou a ainda presidente da Assembleia Municipal, que fez questão de deixar também algumas exigências. "Há 12 anos, quando lançámos este movimento, tínhamos duas grandes causas, a transparência e a participação". Agora, Lisboa "está a chegar ao fim de um ciclo em matéria de urbanismo" e até por isso esta "é uma altura de mudanças".

 

Um recado a Manuel Salgado, que deixou o cargo de vereador do urbanismo, que ocupava há 12 anos, mas anunciou que pretendia continuar a liderar a empresa municipal de obras, a SRU. "Lisboa deve muito a Manuel Salgado, não podemos deixar de reconhecer, mas um novo ciclo também é uma nova oportunidade e é necessária uma mudança de paradigma. Se é um novo ciclo, quem sai deve sair completamente, disse-o ao próprio e disse-o ao presidente". Manter Manuel Salgado "é um erro político grave", declarou.




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