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Défice comercial aumenta para 8,4 mil milhões no 1.º trimestre

As exportações de bens caíram 6,5% e as importações aumentaram 2,7% no primeiro trimestre.

Défice comercial aumenta para 8,4 mil milhões no 1.º trimestre
Défice comercial aumenta para 8,4 mil milhões no 1.º trimestre Pedro Elias
08 de Maio de 2026 às 12:20

As exportações de bens caíram 6,5% e as importações aumentaram 2,7% no primeiro trimestre, em termos homólogos, o que agravou o défice comercial em 2.122 milhões de euros, para 8.417 milhões, avançou esta sexta-feira o INE.

Segundo as estatísticas do comércio internacional do Instituto Nacional de Estatística (INE), se excluídas as transações TTE, ou seja, com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda (sem transferência de propriedade), regista-se um acréscimo de 0,9% nas exportações e acentua-se o crescimento nas importações para 4,3%.

Considerando apenas o mês de março, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de, respetivamente, +10,6% e +11,6% (-14,5% e -4,2%, pela mesma ordem, em fevereiro de 2026).

Quando excluídas as transações TTE, os aumentos foram mais expressivos: +14,6% nas exportações e +11,9% nas importações (-6,1% e -2,0%, respetivamente, em fevereiro de 2026).

O instituto detalha que o agravamento de 2.122 milhões de euros no défice comercial até março resultou sobretudo das variações em dois grupos de produtos: químicos e máquinas e aparelhos.

Se excluídas as TTE, este agravamento foi menos pronunciado, ficando-se pelos 968 milhões de euros, para 8.408 milhões.

Considerando apenas o mês de março, as exportações e as importações registaram variações homólogas nominais de, respetivamente, +10,6% e +11,6% (-14,5% e -4,2%, pela mesma ordem, em fevereiro de 2026).

Quando excluídas as transações TTE, os aumentos foram mais expressivos: +14,6% nas exportações e +11,9% nas importações (-6,1% e -2,0%, respetivamente, em fevereiro de 2026).

Excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 9,7% (-13,3%, em fevereiro), tendo as transações destes produtos aumentado 28,0% em março.

Em termos de categorias de produtos, em março destacaram-se os acréscimos das exportações de máquinas e outros bens de capital (+17,4%), principalmente para a Alemanha, de material de transporte (+12,7%), em especial de automóveis de passageiros com destino à Turquia, e de bens de consumo (+12,0%), essencialmente para Espanha e França.

Já nas importações, os maiores acréscimos ocorreram no material de transporte (+20,2%), sobretudo automóveis de passageiros provenientes de Espanha, e nas máquinas e outros bens de capital (+20,0%), principalmente dos Países Baixos.

O INE salienta ainda o acréscimo das importações de fornecimentos industriais (+8,5%), em grande medida devido a transações de produtos químicos e metais comuns, provenientes de Espanha e Países Baixos.

Em março, destacaram-se os acréscimos das exportações para a Alemanha (+19,1%) e para Espanha (+6,3%) e as subidas das importações provenientes de Espanha (+11,3%) e dos Países Baixos (+52,0%).

Em cadeia, as exportações aumentaram 20,9% em março, após um crescimento de 3,3% em fevereiro de 2026. Excluídas as TTE, o aumento foi de 21,8% (+3,4% no mês anterior).

No terceiro mês do ano, o défice da balança comercial de bens atingiu 2.863 milhões de euros, um agravamento de 356 milhões face a março de 2025 e de 153 milhões relativamente ao mês anterior. Excluindo as transações TTE, o défice totalizou 2.907 milhões de euros, refletindo agravamentos de 155 milhões em termos homólogos e de 120 milhões face a fevereiro.

A categoria de material de transporte foi a que mais contribuiu para o agravamento do défice em março, com um aumento de 177 milhões de euros.

Já os combustíveis e lubrificantes representaram 16,2% do défice mensal (15,2% em fevereiro de 2026; 20,5% em março de 2025). Expurgado o efeito destes produtos, o défice da balança comercial foi de 2.398 milhões de euros, refletindo agravamentos de 405 milhões face a março de 2025 e de 100 milhões em relação ao mês anterior.

Em março de 2026, o índice de valor unitário (preços) das exportações interrompeu a quebra iniciada em fevereiro de 2025, registando uma variação positiva de 0,3% (-2,3% em fevereiro de 2026 e -1,5% em março de 2025).

Nas importações, continuou a cair, -2,7%, contra -3,2% em fevereiro de 2026 e -1,0% em março de 2025.

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