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CGD com subida ligeira do lucro para 397 milhões até março

O resultado líquido do banco público voltou a crescer, embora de forma ligeira. A margem financeira desceu, e a subida das comissões não compensou. Lucro em Portugal caiu. Venda do BCA em Cabo Verde salvou as contas.

Paulo Macedo, CEO da Caixa Geral de Depósitos.
Paulo Macedo, CEO da Caixa Geral de Depósitos. Pedro Ferreira
16:43

A Caixa Geral de Depósitos lucrou 397 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, numa subida ligeira face aos 393 milhões registados no período homólogo. Os resultados foram salvos pela operação internacional e pela venda do BCA em Cabo Verde, dado que os resultados em Portugal desceram. 

"A Caixa celebra 150 anos talvez no melhor momento da sua história", comentou, ainda assim, o CEO do banco público na apresentação dos resultados. "São números muitíssimo positivos", concluiu Paulo Macedo. 

As contas são influenciadas de forma positiva pela venda do banco em Cabo Verde, que representou uma mais-valia de 18 milhões de euros. 

As operações internacionais do banco público contribuíram mais para o resultado, passando de 34 milhões de euros em março de 2025 para 49 milhões no mesmo mês deste ano. Em Portugal o movimento foi inverso: a atividade doméstica contribuiu com 348 milhões de euros, menos 10 milhões do que um ano antes.

A CGD salienta também que "a redução nos juros de disponibilidades no BCE impactam a margem, mas o crescimento da carteira de crédito e dos recursos de clientes, a par da gestão do risco de taxa de juro mitigaram a queda da margem".

O encaixe com a margem financeira caiu 20 milhões de euros face ao final do primeiro trimestre de 2025, para 616 milhões. As comissões renderam mais 2 milhões de euros, num total de 149 milhões.

O recuo de 42 milhões de euros no produto bancário foi também compensado pelos impostos: se nos primeiros três meses do ano passado o banco público tinha entregue 229 milhões de euros ao fisco, no mesmo período de 2026 o valor caiu para 197 milhões de euros. 

O volume de negócios cresceu aproximadamente 3 mil milhões de euros, impulsionado pelo crescimento de 1,7 mil milhões de euros no crédito e pelo reforço dos recursos em 1,1 mil milhões de euros. 

A carteira de crédito disparou 9% para 53,3 mil milhões de euros, depois de uma subida nos três segmentos: o crédito à habitação ganhou 835 milhões de euros (representa 29 mil milhões), o crédito ao consumo cresceu 54 milhões (para um volume total de 1,4 mil milhões) e os empréstimos a empresas e institucionais aumentou 852 milhões de euros para 22 mil milhões. 

O crédito malparado atingiu um mínimo histórico, situando-se pela primeira vez abaixo da fasquia de mil milhões de euros. O rácio de NPL ("Non-Performing Exposures") no final de março era de 1,67%.

Os custos cresceram 1% para 250 milhões de euros, influenciado sobretudo pelos gastos administrativos e com depreciações e amortizações, já que os custos com pessoal até desceram 0,1%. 

(Notícia em atualização)

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