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Economia recuou 0,2% no segundo trimestre face ao primeiro

No segundo trimestre, a economia portuguesa caiu 0,2% face aos três meses anteriores, segundo o INE. Face ao trimestre homólogo, muito influenciado pela pandemia de covid-19, o PIB avançou 6,9%, travando face ao ritmo registado anteriormente.

Susana Paula susanapaula@negocios.pt 29 de Julho de 2022 às 09:39
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A economia portuguesa não aguentou uma quebra na procura interna e caiu 0,2% no segundo trimestre face aos três meses anteriores, divulgou nesta sexta-feira, 29 de julho, o INE.

Comparando com o mesmo período de 2021, a economia portuguesa cresceu 6,9%, abrandando face à taxa de crescimento registado no primeiro trimestre (11,8%).

Segundo a estimativa rápida das contas nacionais do segundo trimestre divulgadas nesta sexta-feira, 29 de julho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o PIB diminuiu 0,2% em cadeia, "em resultado do contributo negativo da procura interna".

Por outro lado, o contributo positivo da procura externa líquida para a variação do PIB aumentou, "refletindo o crescimento em cadeia mais acentuado das exportações de bens e serviços do que o das importações de bens e serviços", descreve o INE.

O INE prevê divulgar mais informação sobre a evolução no segundo trimestre das componentes do PIB no final de agosto. 

No primeiro trimestre deste ano, o PIB tinha avançado 2,5% em termos trimestrais, uma subida surpreendente e que os analistas não esperavam que se mantesse neste período. Aliás, a média das previsões recolhidas pelo Negócios apontavam para uma travagem a fundo, com um crescimento em cadeia de 0,2%

Alguns economistas (da Católica e do Montepio) apontavam para uma contração em cadeia neste trimestre, uma espécie de "correção técnica" face ao primeiro trimestre.

Recuperação face à pandemia abranda

Em termos homólogos, ou seja, em comparação com o segundo trimestre de 2021, a economia avançou 6,9%, refletindo "em parte um efeito de base, dado que no primeiro trimestre de 2021 estiveram em vigor várias medidas de combate à pandemia que condicionaram a atividade económica".

O ritmo de recuperação, ainda assim, é inferior ao registado no primeiro trimestre e deve-se, explica o INE, à diminuição do contributo da procura interna: o consumo privado foi menos acentuado e o investimento também. 

Já o contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB aumentou, em resultado da "aceleração mais acentuada" das exportações do que a das importações.

"No segundo trimestre, os preços implícitos nos fluxos de comércio internacional aumentaram significativamente, tendo-se registado uma maior aceleração nas exportações devido às componentes de serviços, determinando uma perda dos termos de troca menos intensa que no trimestre anterior", descreve o INE. 

Pequena revisão em baixa no primeiro trimestre

Neste destaque, o INE incorporou nova informação primária, sobre o comércio internacional de bens no primeiro trimestre de 2022, "que implicou uma revisão em baixa de 0,1 pontos percentuais nas taxas de variação homóloga e em cadeia do PIB" divulgadas anteriormente.

Assim, no primeiro trimestre, a economia portuguesa cresceu 2,5% em cadeia e 11,8% em termos homólogos.

(Notícia atualizada com mais informação às 10:08)
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