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Economia estabilizou em Março com consumo a acelerar

Os indicadores de conjuntura do INE apontam para a estabilização da actividade económica em Portugal no mês de Março, beneficiando com a aceleração do consumo corrente e do consumo duradouro.

Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 18 de Maio de 2016 às 11:26
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O indicador do Instituto Nacional de Estatística que mede a actividade económica estabilizou em Março pelo terceiro mês consecutivo.

 

De acordo com o INE, o indicador situou-se em 2,3% em cada um dos primeiros três meses deste ano, ficando assim abaixo de todos os meses desde Junho do ano passado.

 

Estes dados estão em linha com a evolução do PIB no primeiro trimestre, que registou um crescimento homólogo de 0,8%, em desaceleração face ao registado nos últimos três meses do ano passado (crescimento de 1,3%).

 

Os dados revelados pelo INE na síntese económica de conjuntura publicada esta quarta-feira, 18 de Maio, mostram que o indicador quantitativo do consumo privado apresentou um crescimento homólogo mais intenso em Março, "reflectindo a aceleração do consumo corrente e do consumo duradouro".

 

No que diz respeito ao consumo duradouro, inverteu a tendência descendente que vinha a registar desde Julho. Já o consumo corrente acelerou em Março pelo segundo mês consecutivo.

 

O indicador quantitativo do consumo privado aumentou 3,4% em Março, o que compara com a taxa de crescimento de 2% em Fevereiro e 1,5% em Janeiro.

 

O INE salienta ainda os dados relativos aos índices de confiança, que já tinham sido revelados a 28 de Abril, destacando que o indicador de clima económico (que mede o sentimento dos empresários) aumentou entre Fevereiro e Abril.

 

Já o investimento, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), abrandou em resultado sobretudo do "contributo mais negativo da componente de construção e do contributo positivo menos acentuado da componente de material de transporte".

 

Quando revelou a primeira estimativa para o crescimento do PIB no primeiro trimestre, o INE justificou o arrefecimento da actividade económica com um contributo mais negativo da procura externa líquida, fruto de uma travagem das exportações. Ao mesmo tempo, "o investimento desacelerou significativamente" e, na componente de formação bruta de capital fixo, terá mesmo contraído.

 

O Governo continua a apontar para uma taxa de crescimento do PIB de 1,8% este ano, sendo que o secretário de Estado do Tesouro recusou esta terça-feira uma revisão em baixa desta estimativa.

 

"Só com dados do primeiro trimestre não me parece que faça muito sentido estar a rever previsões. Faz sentido, sim, acompanhar os dados de conjuntura e tentar perceber se esta informação do primeiro trimestre continua no segundo ou não e, na altura do Orçamento [para 2017] voltar a olhar então para o cenário macroeconómico e reavaliá-lo nessa altura", afirmou Ricardo Mourinho Félix.

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