Conjuntura Endividamento da economia aumenta para 724 mil milhões de euros

Endividamento da economia aumenta para 724 mil milhões de euros

O endividamento do setor não financeiro aumentou 400 milhões de euros em julho e agosto.
Endividamento da economia aumenta para 724 mil milhões de euros
Carlos Barria/Reuters
Nuno Carregueiro 21 de outubro de 2019 às 11:14

Depois de dois meses a descer, o endividamento da economia portuguesa aumentou ligeiramente em agosto, atingindo 724 mil milhões de euros.

 

Segundo os dados revelados esta segunda-feira, 21 de outubro, pelo Banco de Portugal, face a julho o aumento foi de 400 milhões de euros. Ainda assim, está a uma distância superior a 5 mil milhões de euros do máximo histórico fixado em maio acima dos 730 mil milhões de euros.

 

Na nota hoje publicada, o Banco de Portugal explica que as "estatísticas publicadas incorporam revisões desde 2007, enquadradas no conjunto da revisão da mudança de base das contas nacionais". Nos anteriores dados, o máximo histórico do endividamento da economia estava próximo dos 734 mil milhões de euros.

 

Quando medido o peso no PIB, a trajetória do endividamento da economia tem sido de queda. Até junho (últimos dados disponíveis), o endividamento do setor não financeiro representava 349,7% do PIB, abaixo dos 352,2% registados em março deste ano e dos 361% em junho do ano passado.

 

O Banco de Portugal explica que o endividamento do setor não financeiro aumentou "devido ao aumento do endividamento do setor público, já que o endividamento do setor privado manteve-se o valor idêntico".  

 

No setor privado registou-se uma descida de 200 milhões de euros no endividamento das empresas, o que foi anulado por um aumento em igual montante no endividamento dos particulares. A dívida das empresas privadas aumentou para 264,19 mil milhões de euros e das famílias aumentou para 140 mil milhões de euros.

 

Segundo o Banco de Portugal, "o aumento do endividamento do setor público traduziu-se, sobretudo, no incremento do endividamento face ao exterior, parcialmente compensado pela diminuição do endividamento face às próprias administrações públicas, às empresas e ao setor financeiro".




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