Conjuntura Governo optimista até 2020

Governo optimista até 2020

O Conselho das Finanças já tinha defendido que as previsões do Governo para 2016 eram optimistas. Agora estende o aviso até 2019, comparando as previsões do Programa de Estabilidade com as de outras instituições.

Além de considerar, como já havia defendido aquando da apresentação do Orçamento do Estado, que as projecções macroeconómicas para 2016 são optimistas, o Conselho das Finanças Públicas (CFP) entende que falta prudência também no médio prazo: "Para todo o período de previsão, o CFP destaca os riscos que incidem sobre a prudência dos pressupostos relativos à evolução da procura externa e ao crescimento das exportações no médio prazo", assim como à "fundamentação para a dinâmica do investimento", lê-se na análise do CFP ao cenário macroeconómico inscrito no Programa de Estabilidade, no qual inclui uma comparação entre as previsões do governo e a média das previsões do FMI, da Comissão Europeia, da OCDE e do próprio CFP.

 

As previsões do Governo são demasiado optimistas?
Sim
77,2%
Não
22,8%

O governo espera que a economia cresça mais, alicerçada em desempenhos positivos das exportações e das importações, que compensarão uma maior contenção da despesa pública do que a indicada pela média das expectativas das instituições, diz o CFP: "Para 2017 o MF antecipa um crescimento do PIB idêntico ao máximo do intervalo das outras previsões (1,8%), caracterizando-se por uma evolução negativa do consumo público e por um maior crescimento da FBCF. Nos anos 2018 a 2020, as estimativas do MF para a evolução do PIB são consistentemente superiores às das instituições oficiais, justificando-se por uma dinâmica de investimento mais favorável, que compensa uma trajectória do consumo público negativa".

 

O ministério das Finanças inscreve ainda no PE uma "dinâmica mais favorável da balança de bens e serviços esperada" que, diz o CFP, "coincide com a expectativa apresentada para o comportamento das exportações e importações", e junta-lhe perspectivas mais positivas para o mercado de trabalho, com "destaque para os dois últimos anos de projecção [2019 e 2020], em que as previsões do MF diferem das restantes por se esperar uma menor taxa de desemprego e um maior crescimento do emprego, bem como para as remunerações médias por trabalhador, que se encontram sempre acima da média".

 

"Adicionalmente", avisa ainda o CFP "a instabilidade em torno do sistema financeiro português constitui um risco não negligenciável para a concretização do cenário macroeconómico", analisam os técnicos liderados por Teodora Cardoso, considerando que "o conjunto das previsões para o período 2017-2020 apresenta um risco mais elevado de não realização".

 

 




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