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Indicador avançado da OCDE reforça abrandamento para as grandes economias mundiais

Indicador avançado da organização aponta para um abrandamento generalizado das maiores economias mundiais, à exceção do Japão e da Índia, que apresentam um perfil estável.

Desde 2012 que as trocas comerciais têm vindo a descer, mas redução acentuou-se com a pandemia e parece ter vindo para ficar com a guerra.
Julio Cesar Chavez/Reuters
Paulo Ribeiro Pinto paulopinto@negocios.pt 12 de Setembro de 2022 às 11:00
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As maiores economias mundiais estão a perder dinâmica e os dados apontam para um abrandamento generalizado, revela o indicador avançado da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgado esta segunda-feira.

"O indicador compósito avançado da OCDE (CLI, na sigla inglesa), desenhado para antecipar pontos de viragem na atividade económica nos próximos seis a nove meses, continua a sinalizar uma desaceleração na maioria das principais economias e na área da OCDE como um todo", refere a organização sediada em Paris.

No conjunto das maiores economias da OCDE, o indicador continua a antecipar um abrandamento no ritmo de crescimento no Canadá, Reino Unido e Estados Unidos. O mesmo acontece na Zona Euro, como um todo, incluindo os três grandes - Alemanha, França e Itália.

A exceção, para já, são as economias japonesa e indiana que apresentam um crescimento estável do crescimento económico.

Os técnicos da OCDE sublinham, no entanto, para o cuidado a ter na leitura deste indicador. "Diante das persistentes incertezas relacionadas com a guerra na Ucrânia, ameaças renovadas da covid-19 e o impacto da alta inflação sobre o rendimento real das famílias, as componentes do CLI podem estar sujeitas a flutuações maiores do que o habitual", refere a organização no comunicado.

Por isso, recomenda que os indicadores sejam interpretados com cuidado e sua magnitude deve ser considerada como uma indicação da força do sinal e não como medida de crescimento da atividade económica", adverte a OCDE.
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