Inflação acelerou para 3,3% em abril. Um pouco abaixo da estimativa inicial
Os preços registaram um aumento homólogo de 3,3% no mês de abril, o valor mais elevado em quase dois anos. A aceleração é explicada "maioritariamente" pelo aumento dos preços dos combustíveis.
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A inflação acelerou para 3,3% em abril, uma décima abaixo da estimativa rápida divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no final do mês passado. A subida dos preços dos produtos energético foi de quase 12% volta a ser a principal explicação para este aumento homólogo, indica a autoridade estatística.
"A variação homóloga do índice de preços no consumidor (IPC) foi 3,3% em abril de 2026, taxa superior em 0,6 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior", começa por explicar o INE, adiantando que "tal como verificado no mês anterior [março], a aceleração do IPC é maioritariamente explicada pelo aumento do preço dos combustíveis." A autoridade estatística nacional esclarece que "com o arredondamento a uma casa decimal, esta taxa é inferior em 0,1 p.p. à estimativa rápida divulgada a 30 de abril, embora a diferença tenha sido efetivamente de apenas 0,01 p.p."
Em todo o caso, é preciso recuar a maio de 2024 para encontrar um valor mais elevado. Na altura, a variação homóloga da inflação, medida pelo IPC, foi de 3,8%.
Tal como em março, o salto registado na variação homóloga da inflação é explicado "maioritariamente" pela subida do preço dos combustíveis que estão incluídos na categoria de produtos energéticos, que no mês de abril foi de quase 12%, um valor que já não se registava desde 2022, logo a seguir à guerra na Ucrânia, mas ainda longe do pico de 32% no verão desse ano.
A inflação subjacente - que exclui os produtos alimentares não transformados e energéticos, pela sua natureza mais volátil - registou uma variação de 2,2% (2% em março). Já a variação do "índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 11,7% (5,7% no mês anterior) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 7,4% (6,4% em março)", acrescenta o INE.
Também o índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) registou uma variação homóloga de 3,3%. Este indicador que é usado para comparações internacionais e, de forma genérica, passa a incluir as despesas de turistas realizadas em território nacional, ficou 0,3 pontos percentuais acima da inflação na Zona Euro (3%).
Notícia atualizada às 11:46