Medina diz que guerra na Ucrânia exige "humildade" para "adaptar projeções"
O momento é de incerteza e, por isso, o novo ministro das Finanças defende humildade para adaptar projeções e medidas de apoio às necessidades. Na reunião do Ecofin, foram discutidas medidas de mitigação da subida de preços.
O ministro das Finanças, Fernando Medina, disse que a guerra na Ucrânia traz "incerteza e volatilidade" à economia portuguesa e, por isso, defendeu que é necessário ter "humildade para ir adaptando projeções e medidas" às necessidades do país. "Nós temos de ter a humildade de ir adaptando as nossas projeções e as nossas políticas ao andar do tempo, às necessidades do país, dos cidadãos e das empresas", afirmou Fernando Medina, nesta terça-feira, 5 de abril. O ministro das Finanças respondia assim a questões dos jornalistas sobre a estimativa de impacto da guerra na Ucrânia na economia portuguesa, à saída de uma reunião do Ecofin - a primeira em que participou - sobre o tema.
"Nós temos de ter a humildade de ir adaptando as nossas projeções e as nossas políticas ao andar do tempo, às necessidades do país, dos cidadãos e das empresas", afirmou Fernando Medina, nesta terça-feira, 5 de abril.
O ministro das Finanças respondia assim a questões dos jornalistas sobre a estimativa de impacto da guerra na Ucrânia na economia portuguesa, à saída de uma reunião do Ecofin - a primeira em que participou - sobre o tema.
Para o governante, a "resposta cabal" depende da duração e da profundidade do conflito. "Infelizmente o conflito arrasta-se e não se vê ainda uma saída política", lamentou. Nesse sentido, Fernando Medina disse que há duas palavras chave Por outro lado, disse que o impacto também depende de como as economias se vão adaptando. "A taxa de poupança acumulada é muito significativa e o turismo também recupera de forma muito significativa. A forma como o país responde vai ditar muito do resultado final", considerou.
Por outro lado, disse que o impacto também depende de como as economias se vão adaptando. "A taxa de poupança acumulada é muito significativa e o turismo também recupera de forma muito significativa. A forma como o país responde vai ditar muito do resultado final", considerou.
Ecofin discute medidas de mitigação da subida de preços
No Conselho de Ministros das Finanças da UE, o primeiro de Fernando Medina, foram debatidas as consequências para os cidadãos europeus da invasão russa da Ucrânia, nomeadamente sobre o preço dos combustíveis e da energia.
Nesse sentido foram discutidas "estratégias de mitigação" da subida de preços, nomeadamente para as famílias com menos rendimentos, disse o ministro das Finanças, sem revelar quais.
Esse debate, disse, ocorreu com "a consciência de que sem o fim do conflito não é possível ter uma solução mais efetiva deste tema" e num espírito de "cooperação muito forte" entre os Estados-membros.
Questionado sobre se o embargo total aos combustíveis russos foi discutido, Fernando Medina disse que entre os Estados-membros há "uma unanimidade sobre o caminho a seguir" e que a Comissão Europeia vai divulgar uma posição sobre essa matéria ainda esta tarde.
Se por um lado as sanções estão "a cumprir o seu papel", por outro "também devem ser adequadas para não reduzir a margem de diálogo", considerou. Além disso, deve existir um equilíbrio entre o maior impacto sobre a Rússia e menor possível sobre os cidadãos europeus, sendo que, este último, existirá sempre. "Esse equilíbrio tem de ser constantemente procurado", defendeu o ministro das Finanças.