Conjuntura PIB só tem de crescer menos de metade do registado no 1.º semestre para atingir meta de 1,9%

PIB só tem de crescer menos de metade do registado no 1.º semestre para atingir meta de 1,9%

O Produto Interno Bruto (PIB) só tem de crescer 0,4% na segunda metade do ano, menos de metade do registado no primeiro semestre, para que a meta de 1,9% do Governo seja cumprida, segundo cálculos da Lusa.
PIB só tem de crescer menos de metade do registado no 1.º semestre para atingir meta de 1,9%
Lusa
Lusa 12 de novembro de 2019 às 09:28
O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga na quinta-feira a estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais, relativa ao terceiro trimestre, e basta que a economia tenha crescido 0,3% entre julho e setembro, face aos três meses anteriores, e depois avance 0,1% nos últimos três meses do ano para que seja alcançada a meta de crescimento do Governo, de 1,9% do PIB, no conjunto do ano.

A conclusão resulta da análise dos dados trimestrais do PIB (encadeados em volume a preços de mercado) após a atualização das Contas Nacionais, da base 2011 para a base 2016, divulgada em 23 de setembro.

Isto quer dizer que, na segunda metade do ano, a economia portuguesa pode acelerar menos de metade do registado nos primeiros seis meses para cumprir a previsão do ministro das Finanças, Mário Centeno.

Se houver uma estagnação em cadeia da economia (crescimento nulo) nos dois trimestres que faltam para o final do ano (ou seja, na comparação com os três meses anteriores), o PIB cresceria ainda assim 1,7% no conjunto do ano.

E mesmo que houvesse uma estagnação no terceiro trimestre e uma contração de 0,3% no último trimestre, ainda assim o PIB cresceria 1,6% no conjunto do ano.

Segundo os dados do INE atualizados com a nova base 2016, o PIB cresceu 0,6% no primeiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores, e 2,1% face ao mesmo período do ano passado.

Já no segundo trimestre do ano, a economia também cresceu 0,6% em cadeia, tendo acelerado 1,9% em termos homólogos.

Em 30 de agosto, antes da revisão das Contas Nacionais para a nova base 2016, o INE divulgara que o PIB tinha crescido 0,5% em cadeia e 1,8% em termos homólogos no segundo trimestre, o mesmo ritmo de expansão verificado nos primeiros três meses do ano.

Contudo, em 23 de setembro, com a atualização das Contas Nacionais, o INE melhorou em três décimas o crescimento do PIB em 2018, de 2,1% para 2,4%, tendo também melhorado em sete décimas a evolução da economia em 2017, para 3,5%.

Na semana passada, a Comissão Europeia também melhorou em três décimas a previsão de crescimento económico de Portugal para 2% este ano, uma décima acima do esperado pelo Governo (1,9%), mantendo a anterior previsão de 1,7% para 2020, três décimas abaixo da previsão do executivo português (2%).

Nas previsões económicas de outono, divulgadas em 07 de novembro, em Bruxelas, o executivo comunitário referiu que "o crescimento económico superou as expectativas no primeiro semestre de 2019, apesar do fraco ambiente externo", frisando que o PIB cresceu 0,6% nos dois primeiros trimestres do ano, "determinando uma perspetiva mais favorável para o ano inteiro".

Ao falar em conferência de imprensa, o comissário europeu dos Assuntos Económicos admitiu que, nos últimos anos, as previsões económicas da Comissão Europeia para Portugal pecaram por ser "um pouco pessimistas", cenário que se alterou naquele dia, com Bruxelas mais otimista do que o Governo.

Para este ano, o Fundo Monetário Internacional tem a mesma estimativa do Governo para a expansão do PIB, de 1,9%, assim como o Conselho das Finanças Públicas.

Já o Banco de Portugal antecipa uma expansão de 2% este ano, tal como a Comissão Europeia.



ECR (ACC) // CSJ

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