Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Quebra nos preços da energia e menor subida dos alimentos aprofunda inflação negativa em Portugal

Os preços em Portugal caíram 0,2% em novembro, pressionados pelos produtos energéticos e pelo vestuário e calçado.

A subida dos preços dos alimentos abrandou em novembro
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 14 de Dezembro de 2020 às 11:46
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta segunda-feira que o índice de preços no consumidor (IPC) recuou 0,2% em novembro face ao mesmo mês do ano passado, sendo este já o quarto mês seguido (e o sexto de 2020) em que Portugal regista uma taxa de inflação negativa.

 

A estimativa rápida revelada a 30 de novembro já apontava para esta variação, sendo que hoje o INE revela o detalhe com as variações das várias classes de produtos e serviços que são utilizados para calcular a inflação em Portugal.   

Olhando para os agregados, percebe-se que o agravamento da inflação negativa (era de –0,1% em outubro) está relacionado com a queda profunda dos preços dos produtos energéticos (permaneceu em -6%), e pela subida menos acentuada  dos produtos alimentares não transformados. Este último agregado registou uma variação homóloga de 3,8% em novembro, o que representa a taxa de variação mais baixa desde março.

O preço dos alimentos aumentou em Portugal com a pandemia, sendo que em abril, maio e junho as taxas de variação homólogas foram superiores a 5%. Nota-se agora um abrandamento nesta tendência, o que está a contribuir para aprofundar a inflação em valores negativos.

Na análise por classes, o INE destaca a queda homóloga de 1,3% nos preços do "lazer, recreação e cultura (classe 9)" e a descida de 3,7% do "vestuário e calçado (classe 3)", que são mais intensas do que as registadas em outubro.

Em sentido inverso, de salientar o aumento de 2,3% nos preços das classes de  "saúde (classe 6)", de 0,5% nos "restaurantes e hotéis (classe 11)" e de 0,5% nas "bebidas alcoólicas e tabaco (classe 2)". Estas duas últimas classes, que são das mais afetadas pela pandemia, tinham registado variações homólogas negativas em outubro.



Ver comentários
Saber mais Portugal Instituto Nacional de Estatística IPC INE inflação
Outras Notícias