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Covid-19: Afinal, a Suécia pode ter evitado o pior da crise

Os economistas consultados pela Bloomberg antecipam uma quebra do PIB de 7% no segundo trimestre, cerca de metade da descida observada na Zona Euro.

O governo sueco tem sublinhado que a estratégia, controversa, passa por garantir imunidade de grupo.
Henrik Montgomery/EPA
Rita Faria afaria@negocios.pt 03 de Agosto de 2020 às 11:04
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A estratégia foi muito controversa, mas pode ter rendido à Suécia um caminho mais fácil para sair da crise económica provocada pela covid-19. O país, que recusou estratégias de confinamento no início da pandemia, é agora visto pelos economistas como uma dos países europeus que melhor se terá saído no segundo trimestre, no que respeita à evolução da economia.

Esta quarta-feira, a Suécia irá publicar dados preliminares sobre a evolução do PIB entre abril e junho, e os economistas consultados pela Bloomberg antecipam uma contração de 7%.

Apesar de se tratar de uma quebra histórica para aquele país nórdico, é uma travagem muito inferior à registada pelos parceiros europeus e pelos Estados Unidos.

"A economia sueca não saiu incólume, apesar as regras brandas de confinamento, mas acreditamos que a queda do PIB no segundo trimestre provavelmente terá sido cerca de um terço do observado na Zona Euro", afirmou David Oxley, economista da Capital Economics, numa nota aos clientes citada pela agência de notícias.

Apesar disso, há o reverso da medalha: a Suécia tem uma das maiores taxas de mortalidade do mundo, 56,4 por 100 mil habitantes, e a economia dera não ter um desempenho muito superior ao das vizinhas Dinamarca e Noruega, que inicialmente impuseram confinamentos rigorosos e registaram muito menos mortes.

"Não sabemos como a estratégia para o vírus afetará as economias a longo prazo", disse o economista do Nordea Torbjorn Isaksson. "Os ossos vizinhos nórdicos optaram pelo confinamento, mas podem reabrir e normalizar mais rapidamente".

A confirmarem-se as estimativas dos economistas, a quebra do PIB da Suécia terá sido cerca de metade da descida registada pelos países do euro, que viram a economia contrair 15% no segundo trimestre deste ano, segundo os dados do Eurostat revelados na passada sexta-feira.

A queda histórica foi superior ao previsto (-14,5%) e compara com a contração homóloga de 3,1% registada nos três meses anteriores.

Segundo o relatório da estimativa rápida preliminar da instituição de estatística da União Europeia, tratou-se da maior queda desde que os registos começaram a ser efetuados, em 1995. 

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