Especialistas dizem que Portugal já passou o pico da 2ª vaga e que o Rt está abaixo de 1
O epidemiologista Baltazar Nunes revela que o pico da segunda vaga, em Portugal, foi atingido a 16 de novembro. Já a DGS aponta para que a "incidência máxima cumulativa" tenha sido registada no dia 25 de novembro. Reunião do Infarmed decorre esta manhã.
Não há consenso em relação à data, mas não parece haver dúvidas de que se encontra no passado: Portugal já terá ultrapassado o pico de infeções por SARS-Cov-2 da segunda vaga. André Peralta Santos, estatístico da Direção-Geral de Saúde (DGS), aproveitou a intervenção no Infarmed, esta manhã, para referir que foi atingida a "incidência máxima cumulativa no dia 25 de novembro".
Por sua vez, Manuel Carmo Gomes, professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, considera que o pico de casos aconteceu entre 18 e 21 de novembro, ao contrário das estimativas anteriores que apontavam para a primeira semana de dezembro. "Boas notícias, o pico chegou mais cedo", afirmou o epdiemiologista.
Já Baltazar Nunes, epidemiologista do Instituto Ricardo Jorge, calcula que o pico de contágios tenha sido registado a 16 de novembro.
Baltazar Nunes observou também que o índice de transmissão (Rt) de Portugal, "dos últimos 5 dias, está abaixo de 1 com o valor de 0,99". Ou seja, cada pessoa infetada com o novo coronavírus contagia, em média, menos de uma pessoa, o que sugere que o número de casos diários de infeção segue neste momento uma tendência decrescente.
As declarações foram feitas esta manhã na reunião do Infarmed, que conta com a presença do Presidente da República, do primeiro-ministro, de outros membros do Governo e dos representantes dos partidos com assento parlamentar.