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Europa continua a apertar medidas para tentar conter explosão da pandemia

Esta quinta-feira a nuvem negra que paira sobre os países europeus ficou ainda mais carregada. Com o evoluir da pandemia, algumas das potências europeias tomaram posições mais extremas, que visam desacelerar a propagação da Covid-19.

Negócios jng@negocios.pt 22 de Outubro de 2020 às 17:30
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No dia em que Portugal impôs restrições às viagens entre concelhos, a Alemanha emitiu um alerta contra as viagens para os países vizinhos, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Bélgica iniciou um tratamento terapêutico e a Espanha manifestou a sua preocupação quanto à pandemia, afirmando que a mesma se encontra "fora de controlo". 

Numa altura em que as autoridades alemãs registam, pela primeira vez, mais de 10 mil casos diários, Berlim emitiu um aviso quanto às viagens para a Suíça, Irlanda, Polónia, Áustria e Itália. "A situação geral tornou-se muito séria", declarou à Reuters Lothar Wieler, do Instituto alemão Robert Koch.

Depois da Europa ter assumido o controlo da pandemia entre março e abril, devido ao confinamento obrigatório, a situação parecia estável. Todavia, a partir de setembro e, em particular, no mês de outubro, a Covid-19 voltou a atacar e a infetar todos os dias milhares de pessoas, gerando preocupação entre os países europeus.

Os internamentos e as mortes ainda não atingiram, nesta segunda vaga, valores tão elevados, contudo, com o passar dos dias aumentam exponencialmente em grande parte dos países. As autoridades europeias temem que esta problemática se acentue e atinja proporções drásticas num futuro próximo.

Mais de 5,3 milhões de pessoas na Europa já contraíram a Covid-19 e para mais 204 mil a infeção foi fatal, de acordo com as declarações do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças à Reuters.



Os custos da pandemia colocam os líderes europeus numa situação de desespero, se por um lado a propagação do vírus se colmataria com restrições mais severas, por outro as economias nacionais não suportam uma nova paralisação. À medida que os casos aumentam, cresce em simultâneo a pressão, de tal modo que estão a ser impostos limites nas regiões mais afetadas, como é o caso de Felgueiras, Paços de Ferreira e Lousada, em Portugal.

Sublinhando o alcance da doença, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, Sophie Wilmes, foi esta quinta-feira internada para uma terapia intensiva, um dia depois de o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, testar positivo. "A segunda vaga é uma realidade", disse hoje o ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa.

A chegada do inverno preocupa os serviços de saúde, uma vez que o aumento de infeções por Covid-19  coincide com as doenças respiratórias sazonais. Bruno Megarbane, do hospital Lariboisiere em Paris, disse à Reuters que a capacidade hospitalar se encontra lotada, pelo que teme "que enfrentemos uma situação muito difícil".

 

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