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Parlamento reúne com Direção-geral de Saúde para preparar 25 de Abril

Os serviços da Assembleia da República reúnem esta segunda-feira com o ministério da Saúde e com a Direção-geral de Saúde para dar informações sobre a forma como vão decorrer as comemorações do 25 de abril no Parlamento. Petições à parte, a cerimónia mantém-se.

Bruno Simão/Negócios
Negócios jng@negocios.pt 20 de Abril de 2020 às 09:35
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Depois de um fim-de-semana em que  as comemorações oficiais do 25 de Abril deram em polémica, com duas petições em sentido contrário a correr nas redes sociais, os serviços da Assembleia da República vão reunir-se hoje com o gabinete da ministra da Saúde e com representantes da Direção-geral de Saúde para informar as autoridades sobre as presenças de deputados, convidados, funcionários e jornalistas na sessão do 25 de Abril.

 

A notícia é do jornal Público, que cita fonte oficial do gabinete de Ferro Rodrigues. Segundo o mesmo jornal, os grupos parlamentares do PS e o PSD comunicaram entretanto aos serviços do Parlamento que não vão preencher a sua quota de um terço de deputados que estava prevista, pelo que o número de pessoas presentes não atingirá as 130 inicialmente previstas.

 

O Parlamento aprovou na semana passada a manutenção das comemorações oficiais do dia da Liberdade, apesar de o país se encontrar ainda em estado de emergência. A decisão teve o apoio da maioria dos grupos parlamentares e apenas os votos contra do CDS-PP e do Chega. O PAN defendeu o recurso à videoconferência e a Iniciativa Liberal a presença de apenas um deputado por partido.

 

Surgiu entretanto uma petição online, que já vai quase em 100 mil assinaturas, a pedir o cancelamento das comemorações. Este fim-de-semana, uma outra petição, igualmente online, veio defender o contrário: "A democracia não está nem pode ser suspensa. Saudamos a homenagem que o povo e o Parlamento prestam ao 25 de Abril", refere o texto de lançamento, subscrito à cabeça pelo histórico socialista Manuel Alegre, por Domingos Abrantes, militante do PCP e conselheiro de Estado e por Marisa Matias eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda. Subscrevem ainda a petição antigos deputados socialistas Alberto Martins e José Vera Jardim, o fundador do BE Fernando Rosas e a professora catedrática e ensaísta Isabel Alegro de Magalhães

 

Em declarações ao jornal Público no sábado à noite, o histórico socialista Manuel Alegre justifica a criação da petição por considerar que "algumas pessoas estão a fazer um aproveitamento político da decisão do parlamento de mau gosto e hipócrita".  "No fundo não querem que se celebre o 25 de Abril", referiu.

 

Também ao Público, Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, afirmou este sábado que, "mais do que em qualquer outro momento, o 25 de Abril tem de ser e vai ser celebrado" no parlamento. Porque, acrescentou, "celebrar o 25 de Abril é dizer que não sairá desta crise qualquer alternativa antidemocrática".

Quem não se conforma é Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS-PP, que já anunciou que não estará presente nas comemorações no Parlamento, considerando que os deputados estão a dar "um péssimo exemplo para os portugueses", no atual contexto de restrições impostas pela situação de estado de emergência.

 

André Ventura, do Chega, não disse se vai ou não, mas escreveu a Ferro Rodrigues a pedir que sejam canceladas as comemorações.

 

Marcelo Rebelo de Sousa já afirmou que estará presente, salientando que estará presente apenas um "número exíguo de deputados". Numa nota publicada no site da Presidência da República lê-se que o Presidente "participará nas cerimónias do 25 de Abril e do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, tal como já tem referido publicamente. No 25 de Abril, nos termos definidos pela Assembleia da República, aliás com um número exíguo de deputados e meramente simbólico de convidados".

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