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Têxteis admitem “parar encomendas” para produzir material de proteção para a saúde

Os industriais do têxtil e vestuário estão a mobilizar-se para o fabrico de máscaras, batas e outras proteções. Líder do setor sustenta que “Portugal não pode depender de países terceiros” no fornecimento destes artigos.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 17 de Março de 2020 às 16:45
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A indústria portuguesa do têxtil e do vestuário está a disponibilizar as suas competências técnicas e até a capacidade produtiva para fabricar equipamentos de proteção individual e vestuário de trabalho para os profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros.

 

Segundo a Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção (Anivec), que está na origem desta iniciativa que visa contribuir para o combate à covid-19, já há "um grupo de várias empresas de referência do setor mobilizadas para colocarem os seus ativos ao serviço da saúde pública".

 

Em declarações ao Negócios, o presidente desta estrutura empresarial, César Araújo, explicou que está em causa a produção de máscaras cirúrgicas, proteção para sapatos e batas, entre outros artigos, e que está envolvido também o centro tecnológico do setor (CITEVE) devido às exigências de esterilização.

 

"Já mandámos circulares às empresas e toda a gente se disponibilizou a fornecer tudo e até a parar as suas encomendas para disponibilizar o que for necessário. Portugal não pode depender de países terceiros" no fornecimento destes materiais, referiu o empresário nortenho.

 

Para perceber quais são as necessidades efetivas das equipas que estão no combate ao novo coronavírus, a Anivec está em contactos com o Ministério da Economia e com a Secretaria de Estado da Internacionalização, que, por sua vez, farão "a ponte" com a tutela da Saúde, liderada por Marta Temido.

 

Num comunicado divulgado esta terça-feira, 17 de março, o representante associativo frisou que "a fileira têxtil e vestuário nacional tem capacidades técnicas inigualáveis no mundo e não [poderia], num momento difícil como o atual, deixar de contribuir, dentro das possibilidades, para este combate que é de todos".

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