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28 de Setembro de 2009 às 08:28

Como é que o PS vai governar (Negócios) Passados os tempos da maioria absoluta, em que o Governo facilmente fazia aprovar as suas medidas no Parlamento, os próximos quatro anos exigirão uma nova ginástica negocial ao Executivo. Haverá acordos para cozinhar, sobretudo nas áreas mais complicadas e decisivas, como as obras públicas, a educação, os impostos ou o emprego.

O Governo terá de procurar aliados, à esquerda ou à direita, algo que nunca foi obrigado a fazer no primeiro mandato. José Sócrates já avisou o País que o Executivo que se segue terá rostos diferentes. As escolhas para as pastas das Obras Públicas, Finanças, Educação e Segurança Social vão indicar a forma como o líder do PS se propõe fazer consensos. Confira hoje no Negócios os temas e os aliados previsíveis de Sócrates.

Fundos quantitativos: O computador é quem decide (Negócios) Chamam-se fundos quantitativos. São geridos por computadores em vez de quadros humanos. Saiba quais são as suas vantagens e inconvenientes e conheça o desempenho de seis fundos que estão disponíveis no mercado português.

Grandes projectos de investimento vão ter resposta ‘na hora’ (Económico) Os pedidos de apoio aos projectos de investimento vão passar a ter um prazo de resposta até 60 dias, quando até aqui não havia prazo. Esta é uma das principais novidades do novo Código Fiscal do Investimento.

Dificilmente Sócrates aguenta quatro anos (Económico) Dificilmente José Sócrates aguentará mais quatro anos seguidos de governação - esta é a opinião unânime dos notáveis que assistiram à maratona eleitoral na nova sede do Diário Económico, numa noite emocionante, rodeados de televisões sintonizadas nos vários canais que iam debitando sondagens e resultados.

PS ganha sem maioria absoluta e CDS passa a terceira força (Público) José Sócrates chegou a ser dado como politicamente ferido ou mesmo eventualmente morto, mas sobreviveu nas urnas e ganhou mesmo um novo fôlego. É certo que perdeu a maioria absoluta, mas a distância a que ficou do PSD, cerca de 7,5 pontos percentuais, é motivo mais que suficiente para cantar vitória eleitoral.

Com um Parlamento maioritariamente de esquerda - PS, BE e PCP somam quase 55% -, à vitória dos socialistas soma-se uma subida histórica do Bloco de Esquerda (BE) e uma surpreendente e também histórica recuperação do CDS, que atinge um resultado que não conseguia há mais de duas décadas. Aliás, o CDS é o único partido cujos 21 deputados podem formar maioria com o PS, mesmo que os socialistas não elejam nenhum dos quatro deputados da emigração. Isto, além de os socialistas se poderem juntar ao PSD e reeditar o Bloco Central, o que tem sido afastado pelos dois partidos.

Menos supervisores para melhorar a supervisão (Público) O Ministério das Finanças colocou em consulta pública uma proposta de reforma da supervisão financeira em Portugal, apostando num modelo dualista, ou seja, dois supervisores, onde actualmente existiam três, e com fronteiras melhor definidas, de forma a evitar as "sobreposições" e "lacunas" identificadas no actual sistema.

O modelo proposto recolhe algum consenso, mas só por si não evitará que surjam casos como o do BCP, BPN o BPP. Tudo depende da "qualidade de trabalho" que vier a ser feita, defendem alguns economistas contactados pelo Público.

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