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Berlim prepara medidas para baixar preços do gás e eletricidade

Olaf Scholz assegura que o abastecimento energético da Alemanha para o inverno é seguro e prometeu uma rápida implementação das medidas de apoio aos cidadãos mais afetados pela crise energética e às empresas.

CLEMENS BILAN
Lusa 24 de Setembro de 2022 às 10:58
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O chanceler alemão, Olaf Scholz, reiterou este sábado que o abastecimento energético para o inverno é seguro e salientou que o seu governo está a preparar medidas para baixar os preços do gás e da eletricidade.

"Quando vemos as imagens de guerra e ouvimos as notícias sobre a destruição e os mortos, sabemos que há também muitos outros campos de batalha", disse Scholz, referindo-se ao conflito na Ucrânia, no seu discurso semanal de 'podcast'.

Um desses campos de batalha é a crise alimentar causada pelo bloqueio das exportações de cereais e fertilizantes, ao mesmo tempo que outro é a garantia do abastecimento de carvão, petróleo e gás e da capacidade de produzir eletricidade.

"Hoje posso dizer que seremos certamente bem sucedidos", disse Scholz, referindo-se a esta última tarefa.

Uma questão adicional, porém, é o problema dos preços da energia, que "têm de descer", disse.

"Queremos assegurar que os preços da eletricidade sejam novamente reduzidos através da alteração do modelo de mercado. E queremos assegurar que os preços do gás baixem", acrescentou.

Para este fim, o governo alemão está em conversações com instituições europeias e vários fornecedores dispostos a exportar gás para a Alemanha.

Além disso, Scholz prometeu uma rápida implementação das medidas de auxílio anunciadas pelo seu governo para apoiar os cidadãos mais afetados pela crise e para as empresas que lutam para conseguir pagar os elevados custos da eletricidade.

Segundo dados do instituto de sondagens Civey publicados este sábado pelo jornal Die Welt, apesar dos elevados preços da energia, 58% dos alemães são a favor da imposição de novas sanções contra Moscovo, em resposta à organização de referendos sobre a integração na Rússia dos territórios controlados pelos russos na Ucrânia. Já 34% dos inquiridos eram contra e 8% estavam indecisos.
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