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Bruxelas admite alargar apoios para lá de 2021. Vestager realça importância do investimento privado

A Comissão Europeia está a planear alargar os apoios concedidos aos governos para lá do final do ano. No total, já saíram de Bruxelas mais de 3 biliões para empresas europeias.

Paulo Duarte
Negócios jng@negocios.pt 19 de Outubro de 2021 às 10:05
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A Comissão Europeia (CE) está a avaliar a extensão da flexibilidade das ajudas aos governos da região para lá do final do ano, numa altura em que aumenta a pressão por parte das empresas para se manterem apoios extraordinários de forma a acelerar a retoma da economia.

"Queremos apresentar o que estamos a fazer que, espero eu, será a última versão do quadro temporário de auxílios estatais", diz Margrethe Vestager, comissária europeia da Concorrência, ao Financial Times. Ainda assim disse que haveria "ferramentas que ajudarão na recuperação desses setores que ainda estão a lutar".

O próximo pacote de ajuda terá como alvo as indústrias particularmente atingidas pela pandemia, como as companhias aéreas e o setor do turismo. Mas ela alertou que, em vez de "despejar" o dinheiro dos contribuintes, o bloco precisava de usar "um pouco do dinheiro dos contribuintes para incentivar o investimento privado".

Em junho passado, a CE aprovou um resgate de 9 mil milhões de euros para ajudar a Lufthansa, a maior companhia aérea da Alemanha. Agora, Vestager admite que os apoios precisam de ser reduzidos gradualmente. Desde que a pandemia começou, Bruxelas concedeu ajuda em mais de 650 casos, num total superior a três biliões de euros.
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