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Bruxelas recusa fracasso de cessar-fogo na Ucrânia

De visita a Lisboa, a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, rejeitou que o acordo de Minsk seja um fracasso, apesar das notícias que dão conta de novos confrontos no Leste da Ucrânia.

Reuters
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A chefe da diplomacia europeia, a italiana Federica Mogherini, rejeitou esta terça-feira, em Lisboa, que o cessar-fogo para travar os conflitos na Ucrânia, de que já resultaram mais de 5.500 mortos, seja um fracasso. A mesma responsável considerou ainda que é necessário procurar um desfecho positivo para o conflito.

 

"Os desenvolvimentos nestas últimas horas não são encorajadores", referiu a responsável pela diplomacia da União Europeia (UE) citada pela Lusa, para depois sublinhar que o acordo que foi assinado na última quinta-feira, em Minsk, "tem de ser total e tem de ter lugar nestes dias".

 

As afirmações de Mogherini foram feitas numa conferência de imprensa no Palácio das Necessidades, após um encontro com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete, e surgiram na sequência de notícias que davam conta de novos confrontos na região Leste  da Ucrânia.

 

Um porta-voz militar afirmou esta terça-feira, citado pelas agências noticiosas, que cinco soldados ucranianos foram mortos, após confrontos junto à cidade de Debaltseve. Os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) não têm conseguido aceder à zona em causa para verificar se o cessar-fogo está a ser cumprido. Ambos os lados do conflito dizem que não estão reunidas as condições para iniciar a retirada da artilharia da linha da frente, uma das medidas previstas no acordo de Minsk.

 

Acordo para OSCE verificar cessar-fogo

 

Entretanto os líderes da Rússia, Alemanha e Ucrânia terão acordado "medidas concretas" para permitir que observadores da OSCE possam monitorizar o cessar-fogo na Ucrânia, noticiou a Lusa, citando uma fonte do Governo alemão.

 

As medidas foram estabelecidas durante uma conversa telefónica, na noite de segunda-feira, entre a chanceler alemã, Angela Merkel, e os presidentes russo e ucraniano, Vladimir Putin e Petro Poroshenko, respectivamente, informou o gabinete de Merkel, sem facultar mais detalhes sobre os passos concretos.

 

O anúncio surgiu depois de na segunda-feira a UE ter alargado a primeira fase de sanções a pessoas e entidades cujas "acções comprometem ou ameaçam a integridade territorial, a soberania e a independência da Ucrânia".

 

As novas sanções incidem sobre 19 personalidades, que ficam impossibilitadas de viajar para qualquer um dos Estados-membros da UE e que vêem os activos localizados nestes países congelados. A lista inclui três altos oficiais e dois parlamentares russos. 

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